O PSB do Ceará oficializou neste sábado (1º), em convenção realizada em Fortaleza, a candidatura do senador Cid Gomes (PSB) à reeleição ao Senado. A definição do nome ocorreu após reunião com o presidente Lula, em Brasília, e o deputado Júnior Mano (PSB) foi escolhido como primeiro suplente. Em discurso no evento, Cid Gomes criticou a oposição pelo uso das redes sociais para ‘disseminar o ódio’: ‘O ódio, a amargura, a inveja e uma série de coisas que a gente vê cada vez mais presente na política brasileira por uma disseminação de uma turma que teima em persistir, que é essa turma bolsonarista’, disse. Ele acrescentou: ‘A gente tem que ir pelo voto, fazer essas pessoas compreenderem que a gente tem que ser fraterno, que a gente tem que ser solidário, que a gente tem que ter empatia com as pessoas que mais precisam e não ficar disseminando discurso de ódio’. O PSB integra a base de apoio ao governo do Ceará e compõe a chapa que terá Elmano como candidato à reeleição ao cargo de governador. Na sede estadual do partido, também foram homologadas as candidaturas para deputados estaduais e federais. As convenções partidárias, em que filiados escolhem seus candidatos, podem ocorrer até 5 de agosto. Os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, e a campanha eleitoral começa no dia seguinte. As eleições deste ano estão marcadas para 4 de outubro. Nascido em Sobral, Cid Ferreira Gomes é engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e iniciou a atuação política no Centro Acadêmico do curso. Foi deputado estadual por dois mandatos (1990 e 1994), prefeito de Sobral entre 1997 e 2004 — período em que se destacou na educação pública do município —, governador do Ceará por dois mandatos (2007 a 2014) e ministro da Educação no governo Dilma Rousseff. Em 2018, foi eleito senador, com mandato de oito anos. Enquanto concorre à reeleição ao Senado, seu irmão, Ciro Gomes, atua em grupo de oposição que tenta voltar ao governo do Ceará. Os dois estão em campos políticos opostos; a rixa tornou-se pública em 2022, quando a aliança de 16 anos entre PT e PDT no estado se rompeu. À época da formação da aliança, Ciro era visto como o ‘mentor intelectual’ do projeto, e Cid, como o executor. Imagens do evento foram creditadas a Kid Júnior/SVM.
Fonte: G1
Source: G1

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