O Ceará se consagrou como o estado com mais equipes ganhadoras de medalhas de ouro na Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) 2026, com 26 equipes premiadas. A fase final ocorreu em Campinas (SP) no último sábado (29) e domingo (30). São Paulo ficou em segundo lugar, com 11 equipes de ouro.
Promovida pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a ONHB chegou à 18ª edição reunindo equipes formadas por um professor e três estudantes do ensino fundamental ou médio. Ao longo das fases, os participantes analisam documentos, respondem a questões de múltipla escolha e realizam atividades relacionadas à História do Brasil e a áreas como geografia, literatura, patrimônio cultural, arqueologia e temas da atualidade.
Em 2026, 64.187 equipes participaram da competição. Após seis fases, 353 equipes foram classificadas para a etapa presencial realizada na Unicamp, em Campinas (SP).
Entre as cearenses vencedoras está a equipe Espingardas do Forró, formada pelos estudantes Gustavo Cavalcante Lima, João Lucas Lima e Antonio Gustavo Mendes Silva, sob orientação do professor Kelson Chaves, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), campus Limoeiro do Norte. O campus conquistou ainda uma medalha de prata, três de bronze e oito menções honrosas. Kelson Chaves recebeu o reconhecimento como professor de escola pública com o maior número de equipes classificadas para a final da 18ª ONHB.
Além das medalhas, os estudantes destacaram a experiência proporcionada pela competição e a oportunidade de representar o IFCE e o interior do Ceará em âmbito nacional. “Vejo a presença expressiva de representantes do interior do Ceará em um evento nacional como uma forma de afirmação de identidade, como se disséssemos: ‘Estamos aqui! Somos capazes de competir’”, afirmou um dos participantes.
Para Gustavo Eliezer de Freitas de Oliveira, colega de equipe de Émerson Carlos, a dimensão da conquista ficou mais evidente durante o retorno para casa: “Só vi a grandeza do que fizemos durante a viagem de volta. Foi quando percebi que a medalha no meu peito não era um símbolo de mérito, mas uma lembrança de tudo que o IF e essa oportunidade nos trouxe”, disse.
A estudante Ágatha Eloar Chaves, do 1º ano do curso Técnico Integrado em Química e integrante da equipe Tr3s Espiãs Demais, medalhista de bronze, ressaltou o significado pessoal da trajetória: “Aprendi muita coisa: a trabalhar em equipe, a ter mais confiança e, principalmente, a ficar feliz com a conquista dos outros também”, afirmou.
Fonte: G1
Source: G1

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