A estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em 13 de setembro no pátio do condomínio onde morava, em Fortaleza, estaria grávida, segundo o irmão dela, Rafael Magalhães. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela perícia.
De acordo com Rafael, a família teve acesso à possível confirmação da gravidez, mas não pode divulgar detalhes neste momento para não prejudicar as investigações.
A Polícia Civil deve concluir o inquérito nesta segunda-feira (21), após a realização de quatro depoimentos, conforme apuração da TV Verdes Mares. Até o momento, quatro testemunhas foram ouvidas, outros quatro depoimentos ainda devem ser colhidos e não foram divulgados suspeitos ou investigados.
Isabelle foi encontrada sem vida no pátio do condomínio onde morava com o namorado, João Munhoz Neto, e familiares dele, no bairro Aldeota. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que ainda não havia laudo da Perícia Forense apontando a causa da morte. Segundo a pasta, o óbito ocorreu no dia 13 de setembro, por volta das 20h40.
A Perícia Forense do Estado do Ceará identificou lesões no corpo da jovem “compatíveis com o impacto contra o solo”. Exames laboratoriais realizados na vítima tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.
O namorado de Isabelle é procurado pela polícia e ainda não foi localizado. O celular e um tablet da mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos pela Polícia Civil e serão periciados. Nem João nem a mãe são citados como investigados ou suspeitos. O celular de Isabelle também foi recuperado e será submetido a perícia.
A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Uma equipe da Perícia Criminal esteve no condomínio na noite de 13 de setembro para atender à ocorrência.
A mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, divulgou um vídeo nas redes sociais cobrando explicações e justiça. Ela relatou que, dias antes da morte, a filha havia dito que sentia dores no pescoço e queria passar o fim de semana com a mãe.
No sábado, 12 de setembro, Isabelle acompanhou a mãe ao aniversário de um familiar. No domingo, informou que iria a uma missa e a uma procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza, com o namorado e a mãe dele.
Durante o período em que esteve com a mãe, Isabelle recebeu diversas mensagens de João. Isorlanda afirmou considerar o comportamento dele controlador. A professora disse que deixou de ter notícias da filha no domingo à noite e recebeu duas mensagens durante o período: uma solicitação para verificar uma comida deixada na air fryer e outra com os dizeres: “Mãe, eu te amo”.
Como Isabelle não respondeu às mensagens seguintes, a mãe considerou a possibilidade de ela ter dormido após tomar um relaxante muscular que havia sido indicado. Na manhã de segunda-feira (14), Isorlanda continuou sem contato com a filha e tentou falar com João por ligações e mensagens.
Ao chegar ao prédio acompanhada do filho, a professora afirmou que foi recebida por funcionários que hesitaram em explicar o que havia ocorrido. Segundo ela, a síndica informou que Isabelle havia morrido na noite anterior e que o corpo fora levado para a sede da Perícia Forense.
Em publicação nas redes sociais, Isorlanda disse que o namorado e a mãe dele não responderam às tentativas de contato nem se manifestaram desde a morte da jovem.
A TV Verdes Mares tentou contato com João e com o escritório de advocacia onde ele trabalhava. A emissora também conseguiu falar por telefone com a mãe dele, que desligou após a identificação da reportagem. Outras tentativas de contato não foram atendidas.
O escritório informou, em nota, que João exercia “exclusivamente atividades de natureza administrativa” e deixou de prestar serviços à empresa. Ainda segundo o comunicado, Isabelle trabalhou no local por aproximadamente 20 dias, entre o fim de julho e o início de agosto, quando pediu desligamento por razões de ordem pessoal.
A mãe de João foi localizada no início da noite de domingo na praia do Cumbuco, em Caucaia, município vizinho a Fortaleza. No local, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão para recolher o celular e o tablet dela.
A Secretaria da Segurança Pública informou que equipes da Polícia Civil realizam diligências para localizar João Munhoz, mas, até o momento, ele não havia sido encontrado.
Fonte: G1 Globo
Source: G1 Globo

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