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  • Foragido que usou corda de lençóis para escapar do IJF é recapturado em Fortaleza; segunda fuga em 31 dias

    Foragido que usou corda de lençóis para escapar do IJF é recapturado em Fortaleza; segunda fuga em 31 dias

    José Aglailson Mendonça dos Santos foi recapturado pela polícia nesta segunda-feira (13), após fugir do Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, no último dia 5 de julho, utilizando uma corda improvisada feita com lençóis. Ele foi localizado no bairro Mondubim, na capital, conforme informou a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado do Ceará (SAP). Internado no IJF sob escolta da Polícia Penal, o detento deixou a unidade por uma das janelas de banheiro e desceu até a rua com a corda improvisada, conhecida como ‘teresa’. Ao tomar conhecimento da fuga de um paciente sem alta médica, a equipe do hospital comunicou o caso às autoridades e colaborou com as investigações. Esta foi a segunda fuga de paciente sob escolta registrada no IJF, o maior hospital de urgência e emergência do Ceará, em um intervalo de 31 dias. Em 4 de junho, Denison Correa Ferreira, de 33 anos, natural de Belém (PA), deixou um leito no segundo andar durante o momento de alimentação e assepsia, quando ficou sem algemas, e saiu do local sem ser visto pelos agentes. Na ocasião, a Polícia Militar informou que os policiais responsáveis pela escolta se apresentaram espontaneamente à Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar e de Disciplina, onde foram ouvidos e houve registro de termo de ocorrência. No Ceará, Denison tem passagens por roubo e associação criminosa. Em 2019, ele integrou o grupo transferido do Sistema Penitenciário do Pará para presídios federais por planejar uma fuga em massa naquele estado. Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Entrada em Jericoacoara segue sem taxa: Justiça Federal mantém veto à cobrança de R$ 50

    Entrada em Jericoacoara segue sem taxa: Justiça Federal mantém veto à cobrança de R$ 50

    A Justiça Federal manteve a proibição de cobrar R$ 50 para acessar a Vila de Jericoacoara, no litoral do Ceará. Em 3 de julho, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) confirmou novamente a decisão que restringe a Urbia Cataratas Jeri à cobrança de ingressos apenas nos atrativos turísticos sob sua administração. A medida decorre de liminar que separou dois pontos centrais: autorizou as obras no parque executadas pela concessionária, mas vedou a taxação para além dos atrativos específicos, impedindo a cobrança automática de quem entra na vila. Em dezembro do ano passado, o TRF5 já havia rejeitado a tentativa de restabelecer a cobrança ao indeferir um agravo de instrumento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A decisão mais recente ocorreu durante o julgamento de embargos de declaração apresentados pela concessionária contra acórdão favorável à Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara; por unanimidade, a turma julgadora considerou os embargos improcedentes e preservou integralmente a decisão anterior. A disputa judicial começou no primeiro semestre do ano passado, após a 18ª Vara Federal de Sobral autorizar a cobrança de ingressos apenas nos atrativos concedidos à Urbia Cataratas Jeri e proibir a cobrança para o simples acesso ao Parque Nacional. Tanto a concessionária quanto o ICMBio recorreram ao TRF5, e os recursos foram rejeitados por maioria de votos. Na tentativa de reverter o entendimento, a empresa apresentou embargos de declaração e, após um primeiro julgamento monocrático, pediu que a análise fosse levada ao colegiado; no início de julho, a turma do TRF5 reafirmou não haver motivos para modificar o acórdão anterior, mantendo todas as limitações impostas à cobrança de ingressos. A presidente do Conselho Comunitário da Vila de Jericoacoara, Lucimar Vasconcelos, comemorou o resultado: “Estamos nessa luta há mais de um ano e seguimos conquistando vitórias importantes. Cada decisão reafirma que estamos no caminho certo. Nossa comunidade segue unida para defender Jeri”. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara e a concessionária Urbia Cataratas Jeri, mas não obteve resposta até a publicação.

    Fonte: G1 Globo

    Source: G1 Globo

  • ‘Perdi R$ 800 mil’: cantor cearense de 23 anos relata vício em apostas, venda de instrumentos e busca por ajuda

    ‘Perdi R$ 800 mil’: cantor cearense de 23 anos relata vício em apostas, venda de instrumentos e busca por ajuda

    O cantor cearense Victor Custódio Gomes, conhecido como Vittim, de 23 anos, afirmou sofrer há cinco anos com vício em apostas e estimou um prejuízo de cerca de R$ 800 mil, valor que inclui a venda de equipamentos musicais usados nos shows “a preço de banana”. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse: “É um vício desgraçado, um vício que parece que não tem fim (…). Eu acabei com a minha vida em apostas esportivas, apostas de cassino, essas coisas”.

    Morador de Ipu, no interior do Ceará, Victor contou que começou a apostar em casas esportivas físicas e, depois, migrou para plataformas on-line, citando o “Jogo do Tigrinho”. “Como evoluiu muito, essas casas de aposta, facilitou mais as coisas. Eu comecei [a pensar]: ‘Posso ir pelo celular mesmo’, colocava o dinheiro na conta, no Pix, e colocava lá nas plataformas, nos jogos, para eu jogar, porque isso tornava mais fácil pra mim”, relatou.

    O g1 questionou a Secretaria de Esportes do Ceará sobre a legalidade e o funcionamento de casas esportivas em espaços físicos no estado, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

    Segundo o artista, a necessidade de dinheiro afetou compromissos pessoais e profissionais. “Afetou tanto meus músicos como os compromissos que eu tinha. Eu gastava o dinheiro dos compromissos e colocava tudo em jogo. Às vezes deixava os meninos sem receber para pegar o dinheiro e jogar”, disse. Ele acrescentou que o vício abalou relações pessoais: “A pessoa vai deixando de honrar os compromissos, perdendo amizades, vai rachando sua família (…). Você mente dizendo que é pra fazer uma coisa e vai fazer outra porque quer jogar”.

    O ponto de virada, segundo Victor, ocorreu antes de uma turnê no Rio de Janeiro: “Eu tinha programado tudo. Eu estava com dinheiro pra viajar, só que aí eu tive a ganância de querer mais (…). Peguei o dinheiro dessa viagem e acabei jogando. Aí que veio na minha cabeça: ‘isso é um vício’”. Ele fez a viagem sem os recursos reservados, e, na época, os músicos não sabiam que ele apostava.

    Ao reconhecer que precisava de ajuda, Victor contou o problema à namorada, a familiares e a colegas de trabalho e buscou acompanhamento psicológico. Disse que hoje recebe apoio da namorada, de um primo e de integrantes da banda, mas lamentou o afastamento do irmão, que também era seu produtor. Segundo ele, um primo conseguiu cancelar seu CPF nas plataformas de apostas, e o cantor afirmou evitar passar muito tempo no celular.

    No sistema do governo federal, é possível solicitar a autoexclusão centralizada dos sites de apostas. A medida voluntária, sob gestão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, restringe o acesso do cidadão a todas as plataformas autorizadas e permite bloquear a modalidade lotérica de aposta de quota fixa em todo o território nacional, por período determinado ou indeterminado.

    No Ceará, pessoas com transtorno relacionado a apostas esportivas podem buscar o grupo de apoio Jogadores Anônimos (JA), que realiza encontros virtuais e presenciais em Fortaleza, no Centro e na Praia de Iracema, quatro vezes por semana. Um representante do JA explicou que as reuniões duram cerca de duas horas e seguem a estrutura de partilhas: “A gente se trata por meio de compartilhamento de experiências, de mensagens de força, de esperança. Nosso principal objetivo é parar de jogar. A gente chama de terapia de espelho”. Em Fortaleza, há um grupo em rede social com 179 membros. A metodologia é baseada em um programa de 12 passos, similar ao utilizado por Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos (NA). O grupo mantém uma linha de ajuda para pessoas com dependência e seus familiares pelo telefone 85 98929-5529.

    O psicólogo Magnum Freire Nobre afirmou que, biologicamente, a dependência em apostas pode ser semelhante à de álcool e drogas, por ativar as mesmas vias cerebrais de recompensa e afetar o sistema dopaminérgico. Entre os sintomas ao interromper o jogo, citou irritabilidade, ansiedade e depressão. Ele destacou a “perseguição do prejuízo”, quando a pessoa volta a apostar para tentar recuperar perdas, desenvolvendo preocupação excessiva e irritabilidade. Para o tratamento, o primeiro passo é admitir a impotência diante do problema e construir uma rede de apoio. Embora o sigilo seja garantido, os profissionais recomendam compartilhar a situação com alguém de confiança.

    Nesta sexta-feira (10), o Ministério da Fazenda publicou uma portaria que estabelece novas regras para a publicidade de apostas on-line, determinando que toda propaganda de bets traga advertência, a exemplo do que ocorre com cigarros e bebidas alcoólicas.

    No âmbito estadual, o cenário das apostas esportivas segue a legislação nacional. Um decreto regulamentou a exploração do serviço público de loterias no Ceará, e há projetos sobre o tema na Assembleia Legislativa (Alece), sem avanços até o momento. Pesquisa do Instituto Opnus, com 4.000 pessoas de 16 anos ou mais, indicou que homens entre 16 e 24 anos formam o perfil que mais apostou.

    Em março de 2026, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), do Ministério Público do Ceará, divulgou nota técnica sobre impactos das apostas on-line e riscos associados à expansão do mercado no Brasil. O documento considera que as plataformas configuram relações de consumo e estão sujeitas ao Código de Defesa do Consumidor. Entre práticas abusivas observadas, apontou publicidade potencialmente enganosa, falhas no dever de informação, cláusulas contratuais desequilibradas e obstáculos ao saque de valores. O estudo reuniu dados nacionais e traçou o perfil dos apostadores no Ceará, com forte presença de jovens de 16 a 34 anos, alertando para riscos de superendividamento, dependência e impactos socioeconômicos, especialmente entre consumidores em situação de vulnerabilidade.

    Dados do Ministério da Saúde indicam que, no ano passado, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas. A avaliação técnica é que a procura espontânea ainda é limitada, muitas vezes por vergonha, estigmatização ou dificuldade de reconhecer o problema. Por isso, o SUS passou a oferecer teleatendimento em saúde mental para pessoas com quadros relacionados a jogos e apostas, especialmente on-line, com acesso gratuito pelo aplicativo Meu SUS Digital. O serviço é destinado a maiores de 18 anos e também atende familiares e rede de apoio.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Caso Clarissa: júri é suspenso por mal súbito do réu; retomada nesta terça (14)

    Caso Clarissa: júri é suspenso por mal súbito do réu; retomada nesta terça (14)

    O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) suspendeu, na tarde desta segunda-feira (13), o julgamento de Matheus Anthony Lima Martins, réu pela morte da enfermeira Clarissa Costa Gomes, por “razões médicas”. A sessão será retomada nesta terça-feira (14), no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. Segundo o TJCE, antes da interrupção foram ouvidas cinco testemunhas de acusação.
    De acordo com apuração do g1, Matheus Anthony tem epilepsia, sofreu uma convulsão no plenário, caiu, bateu a cabeça e recebeu atendimento médico, sendo conduzido a uma unidade de saúde.
    Matheus será julgado pelo Tribunal do Júri por feminicídio, com qualificadoras por uso de meio cruel e por recurso que teria dificultado a defesa da vítima, conforme denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE). O MP também aponta motivo torpe — supostamente a não aceitação do término do relacionamento — como causa de aumento de pena.
    Clarissa foi morta em julho de 2025, aos 31 anos, na casa onde morava com a mãe, no Bairro Jardim Cearense, em Fortaleza. No momento do crime, ela estava sozinha com o então companheiro, o técnico em gestão ambiental Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, de 26 anos. Segundo o MP, ele utilizou uma faca da residência e desferiu 34 golpes. Após o crime, ainda de acordo com a acusação, ele tomou banho, trocou de roupa e deixou o local por volta de 15h30.
    A investigação aponta que Clarissa e Matheus chegaram à residência por volta de 13h30 do dia 9 de julho de 2025. Às 14h, a enfermeira participou de uma reunião on-line de trabalho, sem câmera e sem áudio, comunicando-se apenas por mensagens. Por volta das 15h, ela enviou um “SOS” a uma amiga que estava na mesma reunião; inicialmente, a amiga acreditou tratar-se de dúvida sobre o encontro virtual. Por volta de 15h20, vizinhos relataram ter ouvido pedidos de socorro abafados e pancadas. Testemunhas viram o réu sair da casa, deixando o portão da rua aberto; o portão interno estava trancado. Com a chegada de um irmão de Matheus, que tinha a chave que o suspeito havia levado, foi possível entrar no imóvel, onde havia sangue em diversos cômodos. O Samu confirmou a morte no local. Matheus foi preso na noite do crime, na saída do condomínio da mãe.
    O histórico do relacionamento, iniciado em outubro de 2023 após o casal se conhecer na igreja, indica que a vítima pensava em terminar o namoro nos meses anteriores. Amigos relataram episódios de ciúmes, o que levou Clarissa a tornar privadas as redes sociais. Familiares, amigos e o MP suspeitam que ela tenha tentado encerrar a relação no dia do crime. Em depoimentos, o réu inicialmente disse não ter encontrado a vítima naquele dia e, posteriormente, afirmou não se lembrar dos fatos. Ele está preso preventivamente desde então.
    Relatos de pessoas próximas indicam desgaste no relacionamento, inclusive por suposta ociosidade e episódios de grosseria do réu. Formado como técnico em gestão ambiental pelo IFCE, ele não atuava na área. Teria sido demitido de um emprego em hospital particular — conseguido com ajuda de Clarissa — por grosseria com clientes. Também trabalhou como motorista de aplicativo em moto, que depois foi vendida. Com apoio da enfermeira, conseguiu vaga em uma empresa de energia solar, mas faltava com frequência, segundo relatos, e acabou desligado após a prisão. Em conversas com amigas, Clarissa mencionou cansaço com as faltas e cobranças no cotidiano do casal.
    Clarissa era enfermeira especializada em neonatologia, formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), e trabalhava no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e no Hospital Dr. César Cals. Amigos afirmam que ela estava prestes a iniciar atividades no Hospital Universitário do Ceará (HUC) e na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC). Pessoas próximas a descrevem como estudiosa, tranquila, dedicada e muito reservada; colegas relataram choque com o crime e destacaram seu profissionalismo, acolhimento e competência.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Sequestro em corrida de app em Fortaleza: vítima é encapuzada, sofre ameaças de esquartejamento e cinco são presos

    Sequestro em corrida de app em Fortaleza: vítima é encapuzada, sofre ameaças de esquartejamento e cinco são presos

    Uma passageira de 27 anos sequestrada após solicitar corrida por aplicativo em Fortaleza relatou ter sido encapuzada e ameaçada de morte e esquartejamento caso denunciasse o crime. Ela voltou à delegacia nesta segunda-feira (13). O sequestro ocorreu na noite da última quinta-feira (13).
    A corrida foi solicitada pela plataforma Uber após a jovem sair de um estabelecimento na Avenida Desembargador Moreira. Segundo a investigação, ela embarcou em um carro conduzido por Matheus Bandeira Fontoura, motorista regularmente cadastrado. Após a primeira curva, o condutor disse que estava sem internet e perguntou se ela conhecia o caminho até a residência. A passageira ofereceu o GPS, momento em que o motorista reduziu a velocidade em um ponto combinado e permitiu a entrada de dois comparsas.
    De posse do que parecia ser uma arma de fogo, os criminosos assumiram o controle do veículo, encapuzaram a vítima e exigiram acesso ao celular e às contas bancárias. A mulher foi levada para um imóvel usado como cativeiro, onde permaneceu sob ameaças constantes contra ela, familiares e animais de estimação. Enquanto a mantinham sob vigilância, o grupo realizou transferências via Pix, contratações de empréstimos e uso de cartões.
    De acordo com o processo judicial ao qual a reportagem teve acesso, a vítima foi mantida em cárcere privado e roubada. O motorista e outras quatro pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil poucas horas após o crime. O grupo foi autuado por roubo com restrição de liberdade, extorsão qualificada e associação criminosa. Um homem de 21 anos também foi autuado por tráfico de drogas. Em uma residência ligada aos investigados, outro homem, de 27 anos, foi encontrado com entorpecentes e igualmente autuado por tráfico. Uma quinta suspeita, de 25 anos, foi autuada por lavagem de dinheiro por ter cedido sua conta bancária para receber parte dos valores subtraídos. As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas, e todos permanecem à disposição da Justiça.
    A Delegacia Antissequestro (DAS) apurou que parte do dinheiro foi transferida diretamente para a conta do motorista. Ao ser localizado, ele confessou participação e apontou Claudio Natan Barros da Silva, conhecido como Sorriso, como um dos articuladores do sequestro. Policiais também localizaram Claudio Natan, Otavio Joas Martins de Castro e Ana Karolina da Silva Horta em um imóvel associado ao grupo, onde recuperaram joias da vítima e apreenderam uma arma falsa, dinheiro em espécie, porções de maconha e cerca de 50 gramas de cocaína. Conforme a investigação, Ana Karolina auxiliou nas transações por Pix e demais movimentações bancárias enquanto a vítima estava no cativeiro, e Otavio atuou na operacionalização das fraudes financeiras e no tráfico de entorpecentes. Rayane da Silva Queiroz também foi presa por receber parte do dinheiro roubado.
    O Ministério Público informou que todos os suspeitos foram presos em flagrante e devem responder por roubo majorado, extorsão qualificada pela restrição de liberdade da vítima, associação criminosa e tráfico ilícito de drogas.
    Em nota, a Uber afirmou que colabora com as autoridades, desativou a conta do motorista, que todas as viagens contam com cobertura de seguro e que, em parceria com o MeToo Brasil, disponibilizou suporte psicológico à vítima.
    A defesa de Matheus Bandeira Fontoura sustenta sua absoluta inocência, afirma que apresentará elementos ao Judiciário no momento adequado e alega que ele próprio teria sido vítima da atuação de outros envolvidos. Ressalta ainda que o investigado tem 30 anos, é primário, possui bons antecedentes, não respondeu a processos criminais anteriores e mantém histórico de trabalho lícito e conduta ilibada.
    O auto de prisão inclui a foto de Matheus Bandeira Fontoura, que, segundo a investigação, se apresentou como motorista no momento do embarque da vítima.

    Fonte: G1 Globo

    Source: G1 Globo

  • Juliette acompanha júri de acusado de matar enfermeira no CE e pede justiça

    Juliette acompanha júri de acusado de matar enfermeira no CE e pede justiça

    A cantora e ex-BBB Juliette Freire afirmou nas redes sociais que acompanha o julgamento de Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, réu no processo que apura a morte da enfermeira Clarissa Costa Gomes, ocorrida em julho de 2025, em Fortaleza. Segundo a investigação, a vítima foi morta com 34 facadas. O júri popular começou na manhã desta segunda-feira (13).

    De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), Queiroz responde por feminicídio qualificado, com as qualificadoras de meio cruel e de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O MP também sustenta motivo torpe, relacionado à suposta não aceitação do término do relacionamento, e pediu que o caso fosse submetido a júri popular.

    Em vídeo publicado nesta segunda-feira, Juliette disse ter acordado “de coração apertado” por causa do julgamento e afirmou esperar que a família de Clarissa se sinta acolhida caso haja condenação. Desde que o crime veio à tona, em 2025, a artista lamenta publicamente a morte e incentiva que mulheres em situação de violência procurem ajuda e denunciem. Ela voltou a defender mudanças na legislação para enfrentar a violência contra a mulher. Clarissa era amiga de infância de Monalisa, com quem Juliette dividiu apartamento na Paraíba durante a juventude.

    O crime ocorreu na casa onde Clarissa morava com a mãe, no Bairro Jardim Cearense, em Fortaleza. No momento do ataque, ela estava sozinha com o então namorado, o técnico em gestão ambiental Matheus Anthony, de 26 anos. Antes de ser morta, enviou uma mensagem de “SOS” a uma amiga, que inicialmente entendeu o recado como relacionado a uma reunião de trabalho feita pouco antes. Segundo amigos, o casal se conheceu na igreja e estava junto desde outubro de 2023; Matheus teria sido o primeiro namorado de Clarissa.

    A suspeita de familiares, amigos e do MP é que, no dia do crime, Clarissa tenha tentado encerrar o relacionamento, o que não teria sido aceito pelo réu. Em depoimento à Polícia Civil, Matheus inicialmente disse que não encontrou a vítima naquele dia e, depois, afirmou não se lembrar do que aconteceu. Ele está preso preventivamente desde 2025. Clarissa trabalhava como enfermeira de neonatologia em hospitais públicos de Fortaleza.

    O julgamento segue em Fortaleza, e a defesa do réu e a acusação apresentam suas versões ao conselho de sentença, que decidirá pela condenação ou absolvição.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Agente de saúde de 36 anos morre em acidente no Ceará; Iracema decreta luto de três dias

    Agente de saúde de 36 anos morre em acidente no Ceará; Iracema decreta luto de três dias

    Uma agente comunitária de saúde de Iracema, cidade a cerca de 280 quilômetros de Fortaleza, morreu após se envolver em um acidente de trânsito neste domingo (12). A vítima, identificada como Juliana Costa Diógenes, de 36 anos, faleceu no local. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, outra pessoa foi encaminhada para uma unidade hospitalar. A Polícia Militar e a Perícia Forense foram acionadas, e a ocorrência é investigada pela Delegacia Municipal de Iracema. Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura de Iracema lamentou a morte da servidora e decretou luto oficial de três dias. Durante o período, as bandeiras do município permanecerão a meio mastro. A administração municipal manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de trabalho e à comunidade, pedindo conforto aos enlutados.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Após 18 anos sem registro, família é resgatada no Ceará em trabalho análogo à escravidão; só havia macarrão instantâneo

    Após 18 anos sem registro, família é resgatada no Ceará em trabalho análogo à escravidão; só havia macarrão instantâneo

    Uma equipe da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) resgatou um caseiro e sua família de uma situação análoga à escravidão em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, em contexto de insegurança alimentar extrema: no momento do resgate, havia apenas um macarrão instantâneo disponível para a refeição. O resgate ocorreu um dia antes de outra operação que localizou, em Eusébio, uma trabalhadora doméstica que teria passado 55 sem receber salário.

    Segundo a AFT, o homem exercia a função de caseiro havia cerca de 18 anos, morando na propriedade com a esposa e os filhos, sem registro formal e sem acesso a direitos trabalhistas básicos. A família relatou sucessivos períodos de extrema vulnerabilidade econômica, recorrendo a vizinhos e parentes para se alimentar; uma testemunha afirmou que o casal precisava de ajuda também para comprar gás de cozinha.

    O trabalhador e sua família foram retirados do local e levados para um imóvel alugado. Nem ele nem o empregador tiveram a identidade divulgada. Testemunhas confirmaram a informação do caseiro de que ele residia e prestava serviços na propriedade desde setembro de 2008.

    Após o resgate, o empregador assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), reconhecendo irregularidades e comprometendo-se a regularizar as pendências. Diante da falta de documentos do vínculo, a AFT adotou setembro de 2008 como início da relação de emprego para apurar créditos trabalhistas, previdenciários e fundiários. O empregador, porém, reconheceu o vínculo apenas entre julho de 2020 e junho de 2026 e assumiu obrigações relativas somente a esse período.

    O TAC registra que a indenização não implica quitação plena, geral ou irrevogável dos direitos do trabalhador, nem impede ações judiciais para cobrar outros valores eventualmente devidos. Assim, uma discussão judicial ainda pode ocorrer para reconhecer o período alegado pelo trabalhador e os respectivos créditos.

    A AFT informou que a vítima deixou sua cidade de origem após receber proposta que previa registro em carteira, pagamento de salário mínimo, fornecimento de cesta básica e melhores condições para a família. Para aceitar, ele vendeu a casa e se mudou com esposa e filhos para a propriedade rural, mas as promessas não se concretizaram. O vínculo não foi formalizado e os pagamentos passaram a ocorrer de forma irregular e com valores progressivamente menores; durante a pandemia de Covid-19, houve redução e maior inconstância.

    A fiscalização constatou que o caseiro era responsável por toda a manutenção do imóvel rural, incluindo limpeza e conservação das áreas externas, poda de árvores, corte de grama, irrigação e adubação de plantas, limpeza da piscina e operação e manutenção de equipamentos, sem treinamento adequado e sem equipamentos de proteção individual.

    Depoimentos indicam que ele raramente conseguia rever a família no estado de origem e que visitas eram proibidas ou desencorajadas. O caseiro não podia se ausentar da residência sem autorização e precisava deixar alguém responsável pela propriedade.

    Relatório da AFT aponta que a família vivia em casa com problemas estruturais persistentes, como infiltrações e deterioração, realizando reparos improvisados para reduzir riscos. Ao chegarem, havia apenas um pequeno refrigerador e faltava mobiliário básico; parte dos móveis foi obtida por doações e materiais descartados.

    O empregador reconheceu que a remuneração não vinha sendo paga regularmente, mas divergiu quanto ao início do vínculo. A AFT estima que os créditos trabalhistas devidos alcancem cerca de R$ 180 mil, considerando férias não usufruídas, 13º salários, horas extras por trabalho em fins de semana e feriados e outras parcelas. Também foi acordada a formalização do vínculo e a regularização dos recolhimentos previdenciários referentes ao período reconhecido.

    Fonte: G1 Globo

    Source: G1 Globo

  • Sargento volta à cena da emboscada que matou três PMs no Ceará e relata fuga sob mira; júri absolve dois acusados

    Sargento volta à cena da emboscada que matou três PMs no Ceará e relata fuga sob mira; júri absolve dois acusados

    Dez anos após sobreviver a uma emboscada que deixou três policiais militares mortos em Quixadá, no Sertão Central do Ceará, a sargento da Polícia Militar Michelly Mariano voltou ao local do ataque e relembrou os momentos de tensão vividos na ação.

    O ataque ocorreu em 30 de julho de 2015, quando equipes da PM se deslocavam para atender uma ocorrência e se depararam com uma quadrilha que seguia para assaltar um carro-forte. De acordo com Michelly, cerca de oito a dez criminosos armados com fuzis abriram fogo contra duas viaturas. “Tinha uma média de oito a dez bandidos armados de fuzil e eles metralharam as duas viaturas que estavam aqui”, disse.

    Três policiais militares morreram durante o confronto. Um quarto agente foi baleado na perna e sobreviveu. Michelly estava na segunda viatura e presenciou a cena logo após os disparos: “Eu só via aquela cena de terror. Aqui os bandidos colocaram um fuzil no meu rosto. Um deles a todo momento dizia que eu ia morrer”.

    Após o ataque, os criminosos fugiram em uma viatura da PM, levando Michelly e outro policial como reféns. Ela relatou que foi colocada na carroceria do veículo enquanto o grupo escapava em alta velocidade. “Nesse momento foi realmente só olhar para o céu e esperar por Deus, porque eu estava ali na mira dos bandidos”, afirmou, acrescentando que pensava no filho, então com um ano de idade.

    Durante a fuga, os suspeitos atravessaram um caminhão na rodovia para dificultar a perseguição. Antes de abandonarem a viatura, efetuaram dezenas de disparos contra o veículo. “Eles metralharam cerca de mais de 30 disparos de fuzil dentro da viatura. Eu fiquei encolhida, esperando saber como era a sensação de levar um tiro de fuzil”, relatou.

    Após os tiros, Michelly e o colega conseguiram escapar e correram para uma área de mata às margens da estrada. “Eu entrei bem para dentro da mata e fiquei sem acreditar que tinha sobrevivido a essa ocorrência”, disse.

    Dois policiais morreram ainda no local. O terceiro foi socorrido para o Hospital Municipal de Quixadá, mas não resistiu. Outro PM foi baleado na perna e sobreviveu. Depois do confronto, os reféns foram libertados em uma estrada na saída do município, e a viatura foi encontrada abandonada.

    Em fevereiro deste ano, dois acusados de envolvimento no tiroteio que vitimou os policiais foram absolvidos por júri popular, após permanecerem oito anos presos.

    Em junho de 2016, houve registro em Quixadá de confronto com uma quadrilha especializada em roubos a carros-fortes que resultou na morte de três policiais militares e deixou quatro policiais civis baleados, segundo imagem de arquivo.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Passageira é sequestrada por motorista de aplicativo em Fortaleza

    Passageira é sequestrada por motorista de aplicativo em Fortaleza

    Passageira é sequestrada por motorista de aplicativo em Fortaleza

    Uma mulher foi sequestrada após sair de uma casa de shows e entrar em um carro de aplicativo na noite da última quinta-feira (9), no bairro Meireles, em Fortaleza. Ela também foi mantida em cárcere privado e roubada pelos suspeitos, aponta o processo judicial, ao qual o g1 teve acesso.

    O motorista do veículo e outras quatro pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil poucas horas após o crime. A quadrilha realizou empréstimos e transferências via Pix utilizando o celular da vítima enquanto a mantinha sob vigilância e ameaças de morte em um cativeiro.

    Veja imagem de Matheus Bandeira Fontoura, que se passou por motorista. A foto consta no auto de prisão do caso, ao qual o g1 também teve acesso: — Foto: Reprodução

    O crime aconteceu por volta das 23h50. A vítima solicitou uma corrida pela plataforma Uber após sair de um estabelecimento na Avenida Desembargador Moreira.

    Ela embarcou em um automóvel conduzido por Matheus Bandeira Fontoura. De acordo com a investigação policial, logo após o embarque, o motorista “alterou deliberadamente o percurso da viagem”. Ele reduziu a velocidade do carro em um local combinado com comparsas. Nesse momento, dois criminosos entraram no carro.

    Matheus estava cadastrado como motorista regular da plataforma Uber. Em nota, a empresa disse que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei. “O motorista teve a conta desativada da plataforma. Todas as viagens na Uber são cobertas por um seguro e, em parceria com o MeToo Brasil, a plataforma conta com um canal de suporte psicológico, que foi disponibilizado à vítima”.

    O g1 entrou em contato com os advogados de Matheus Bandeira. Em nota, a defesa disse que “sustenta a absoluta inocência de Matheus Bandeira Fontoura e esclarece que os elementos que demonstram sua ausência de participação criminosa, bem como as circunstâncias que indicam ter ele próprio sido vítima da atuação dos demais envolvidos, serão oportunamente apresentados e produzidos perante o Poder Judiciário, no momento processual adequado”.

    Armados com uma suposta arma de fogo, os assaltantes assumiram o controle do veículo, encapuzaram a passageira e exigiram acesso ao celular e às contas bancárias dela. Na sequência, a mulher foi levada para um imóvel utilizado como cativeiro, onde passou a sofrer ameaças de morte.

    Enquanto a vítima estava rendida, os criminosos realizaram diversas movimentações financeiras. O grupo fez transferências eletrônicas, contratou empréstimos bancários e utilizou os cartões da passageira.

    Conforme a Secretaria da Segurança Pública, o grupo foi conduzido para delegacia, onde foi autuado pelos crimes de roubo com restrição de liberdade, extorsão qualificada e associação criminosa. O homem de 21 anos também foi autuado por tráfico de drogas. Na casa, um outro homem, de 27 anos, foi localizado em posse de entorpecentes e também foi autuado por tráfico de drogas.

    Por último, a quinta suspeita, de 25 anos, foi localizada e autuada por lavagem de dinheiro por ter fornecido a própria conta bancária para receber uma parte dos valores subtraídos após a ação criminosa. As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas e todos seguem à disposição da Justiça.

    Na sequência: Claudio Natan, Ana Karolina, Rayane da Silva e Otavio Joas. — Foto: Reprodução

    Ainda conforme o processo judicial, investigações conduzidas pela Delegacia Antissequestro (DAS) revelaram que parte dos valores roubados foi transferida diretamente para a conta do motorista de aplicativo.

    Ao ser localizado pela polícia, o motorista confessou a participação no crime. Ele apontou Claudio Natan Barros da Silva, conhecido como “Sorriso”, como um dos articuladores do sequestro.

    As equipes policiais também localizaram Claudio Natan, Otavio Joas Martins de Castro e Ana Karolina da Silva Horta em uma residência vinculada aos investigados. No local, os agentes recuperaram joias da vítima e apreenderam uma arma falsa, dinheiro em espécie, além de porções de maconha e cerca de 50 gramas de cocaína.

    A polícia constatou que Ana Karolina ajudou a efetuar os Pix e as movimentações bancárias enquanto a vítima estava no cativeiro. Já Otavio atuou na operacionalização das fraudes financeiras e no tráfico de entorpecentes. Uma quinta integrante, identificada como Rayane da Silva Queiroz, também foi presa por receber parte do dinheiro roubado.

    Segundo o MP, todos os suspeitos foram presos em flagrante. Eles devem responder pelos crimes de roubo majorado, extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, associação criminosa e tráfico ilícito de drogas.

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    Source: G1 Globo