Moradores da localidade de Primavera, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, denunciaram o descarte irregular de carcaças e restos de animais em uma área de vegetação próxima à BR-222, após perceberem forte mau cheiro e a presença de inúmeros urubus. No terreno, foram encontradas dezenas de carcaças e possíveis resíduos de abatedouros, depositados próximos à vegetação e a açudes utilizados por pescadores da comunidade. Segundo a moradora Elenilda Fernandes, o material fica praticamente nos quintais de alguns moradores. Além do desconforto com o odor, a população teme a contaminação do solo e das águas da região. Imagens registradas no local mostram grande quantidade de urubus atraídos pela decomposição. Em nota, o Instituto do Meio Ambiente de Caucaia (IMAC) informou que tomou conhecimento do caso na segunda-feira (3), por meio de publicações em redes sociais, e realizou vistoria na terça-feira (4), mesmo sem denúncia formal. Técnicos constataram descarte de grandes proporções, com indícios de que a prática ocorre há bastante tempo. O IMAC abriu investigação para identificar o proprietário do terreno, a origem dos resíduos e os responsáveis pelo descarte irregular. O órgão enviará ofícios às secretarias municipais de Planejamento Urbano e Ambiental (Seplam) e de Finanças, Planejamento e Orçamento (Sefin) para auxiliar na identificação do dono da área e acionará a Polícia Civil para colaborar na apuração e responsabilização. Paralelamente, medidas para retirar o material e dar destinação ambientalmente adequada foram iniciadas. O instituto reforçou que resíduos provenientes do abate de animais não podem ser descartados em terrenos, áreas de vegetação ou junto ao lixo comum, por representarem risco de contaminação do solo e da água, proliferação de vetores, atração de animais e mau cheiro, com impactos à saúde pública. A Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) informou que o descarte irregular de resíduos de origem animal pode configurar infração ambiental sujeita a sanções administrativas, civis e penais. Até a manhã de quinta-feira (6), o órgão não havia recebido denúncias sobre o caso da comunidade Primavera/São Pedro nem havia sido formalmente acionado pelo IMAC. Segundo a Semace, neste caso as ações de fiscalização e controle cabem ao IMAC ou ao ente federativo responsável pelo licenciamento ambiental.
Fonte: G1
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