O Ceará encerrou a quadra chuvosa de 2026 (fevereiro a maio) com acumulado de 665 milímetros, valor próximo e ligeiramente acima da média histórica de 609,2 milímetros, segundo balanço divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) nesta segunda-feira (1º). A projeção feita em janeiro, que indicava 40% de probabilidade de precipitações dentro da média em 2026, foi confirmada. Fevereiro, abril e maio registraram chuvas acima da média, enquanto março ficou abaixo do volume histórico. Considerando todo o período, apenas as regiões hidrográficas do Salgado e dos Sertões de Crateús ficaram acima da média; nas demais, os totais foram classificados como normais. A estação chuvosa teve maior concentração de precipitações na porção sul do estado, favorecida pelas condições do Atlântico tropical, que intensificaram a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Ao fim da quadra, os reservatórios do Ceará somam 53,82% da capacidade, percentual inferior ao observado no mesmo período de 2025 (55,06%). As regiões com maiores volumes armazenados são Litoral (98,8%), Alto Jaguaribe (96,6%) e Coreaú (94,7%). No Médio Jaguaribe, onde está o açude Castanhão, o volume é de 33,6%. O Castanhão, maior açude do Brasil e estratégico para a Região Metropolitana de Fortaleza, encerra a quadra de 2026 com 33,19% da capacidade, acima dos 29,73% registrados ao fim da quadra de 2025. O açude Orós é o segundo maior reservatório do Ceará. A Funceme também apresentou atualização sobre o El Niño: há 60% de probabilidade de o fenômeno ocorrer com intensidade forte entre outubro e dezembro de 2026. Segundo o órgão, os últimos dois meses registraram aceleração expressiva no aquecimento da temperatura da superfície do mar. A curto prazo, a tendência é de elevação da temperatura do ar, especialmente entre setembro e dezembro, com maior possibilidade de incêndios.
Fonte: G1
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