Há 15 anos, quando o g1 Ceará estreou, o estado vivia uma fase de transição marcada por mudanças no transporte público, uma aposta em policiamento de proximidade e obras voltadas à Copa do Mundo de 2014. Em 2011, Cid Gomes iniciava o segundo mandato como governador (gestão de 2007 a 2014), Luizianne Lins entrava no penúltimo ano à frente da Prefeitura de Fortaleza (2005 a 2012) e o Brasil estava no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. No transporte, Fortaleza começou 2011 com o fim de um de seus símbolos: a linha de ônibus Paranjana, conhecida pelos itinerários Paranjana 1 e Paranjana 2, que conectavam bairros distantes em rota circular, como Parangaba, Barra do Ceará e Papicu. A superlotação, que virou piada e criou um vínculo afetivo com parte dos usuários, cedeu lugar ao desmembramento do trajeto em cinco novas rotas entre os terminais Antônio Bezerra, Papicu, Lagoa e Parangaba. Na segurança, os cearenses vivenciavam o quinto ano do Programa Ronda do Quarteirão, implementado em 2007 após promessa de campanha de Cid Gomes. A estratégia aproximava a polícia das comunidades, com áreas de até três quilômetros quadrados atendidas por viaturas específicas, acionadas diretamente pela população. As camionetes Hilux e os uniformes diferenciados chamavam atenção. Em 2008, o modelo alcançou Fortaleza, Caucaia e Maracanaú e, na fase seguinte, foi expandido para cidades do interior com mais de 50 mil habitantes, como Sobral, Crateús, Canindé, Juazeiro do Norte, Crato e Iguatu. À época, não havia relatos de disputas territoriais entre facções criminosas no estado. O Ronda não teve encerramento oficial, mas perdeu espaço com mudanças na segurança a partir da gestão de Camilo Santana, enquanto estruturas como o Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) ganharam força. A corrida para a Copa de 2014 pautou intervenções de mobilidade. Em 2011, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba–Mucuripe estava em fase de licitação; as obras começaram em 2012 e a inauguração ocorreu em julho de 2017. O ramal segue em Operação Assistida, modalidade prevista para ajustes finais. O metrô de Fortaleza, promessa antiga, ganhou obras em duas novas estações naquele período, e a Linha Sul iniciou operação assistida em junho de 2012, ligando Pacatuba ao bairro Parangaba, com a extensão até o Centro liberada meses depois. A cidade também licitava corredores de ônibus e melhorias nas avenidas Alberto Craveiro, Paulino Rocha, Silas Munguba e Raul Barbosa. A avenida Dr. Silas Munguba já tinha o novo nome aprovado em outubro de 2010 e publicado em novembro do mesmo ano, mas as placas ainda exibiam Dedé Brasil em 2011; a sinalização atualizada só foi instalada em fevereiro de 2014. Nos estádios, o torcedor ficou sem os dois principais palcos por boa parte de 2011. O Castelão passava por reforma para atender aos padrões da Fifa, com aumento de capacidade de 59 mil para 66,7 mil lugares, e foi reinaugurado em dezembro de 2012, a tempo da Copa das Confederações de 2013. O Presidente Vargas permaneceu indisponível durante grande parte do ano e foi reaberto em setembro de 2011, após estar interditado desde 2008 para reforma. A vida noturna também tinha outro mapa. No entorno do Dragão do Mar, espaços como o Órbita Bar, o Chopp do Bixiga e o Mucuripe Club marcavam presença, embora muitos não existam mais ou tenham mudado de endereço. Na Aldeota, a chamada Rua do Fafi reunia diferentes tribos em bares como Fafi e Bebedouro e no restaurante Maria Bonita. Para os amantes do forró, opções como Kangalha, Forró no Sítio e Clube do Vaqueiro movimentavam a Região Metropolitana. O período marcou a estreia do g1 Ceará, ampliando a cobertura jornalística local; atualmente, a redação mantém presença também em canais de mensagem para se aproximar do público.
Fonte: G1
Source: G1
