A federação PSDB-Cidadania oficializou nesta segunda-feira (20), em convenção realizada em Fortaleza, a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará. Ex-ministro e ex-governador do estado, Ciro disputará o cargo pela segunda vez. Ele foi eleito governador e tomou posse em 1991, permanecendo no posto até 1994, quando foi indicado ministro da Fazenda no governo Itamar Franco.
“Estou mais do que entusiasmado, estou compenetrado da grave responsabilidade que as senhoras e os senhores colocam sobre as minhas mãos. Não sei se estou preparado, mas estou entusiasmado em levar essa bandeira à vitória”, declarou Ciro, que participou da convenção de forma remota.
A chapa concorrerá com o nome Coligação Unir para Mudar. O lançamento oficial das candidaturas está marcado para 1º de agosto, no Marina Park Hotel, em Fortaleza. O nome para a vice será definido na convenção da federação União/Progressista, no próximo domingo (26), quando é aguardada a confirmação do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, atual vice-presidente da federação no estado.
Além do nome para o Executivo estadual, a convenção aprovou 23 candidaturas à Câmara dos Deputados e 45 à Assembleia Legislativa.
As convenções partidárias são o momento em que filiados escolhem seus candidatos, com prazo final em 5 de agosto. Em seguida, os registros devem ser feitos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, e a campanha eleitoral começa no dia seguinte. As eleições estão marcadas para 4 de outubro.
Ciro iniciou a carreira como deputado estadual e foi eleito prefeito de Fortaleza em 1988, assumindo o cargo em 1989. Em 1990, venceu a disputa pelo governo do Ceará e, em 1994, deixou o posto para chefiar o Ministério da Fazenda. À época, integrava o grupo político do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB). Em 2003, foi nomeado ministro da Integração Nacional pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, permanecendo por três anos. Também concorreu à Presidência da República em quatro eleições, a mais recente em 2022.
Desde 2022, Ciro mantém uma rixa pública com o grupo político do irmão, Cid Gomes, após o fim da aliança de 16 anos entre PT e PDT no Ceará — acordo que havia sido articulado pelos dois, com Ciro apontado como “mentor intelectual” e Cid como executor. Atualmente, ele é apoiado por lideranças de direita e por opositores do PT nos âmbitos estadual e nacional, como o deputado federal André Fernandes (PL).
Fonte: G1
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