O Ministério da Saúde suspendeu, a partir desta segunda-feira (8), a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan após o registro de 42 eventos adversos graves, entre eles duas mortes sob investigação. A decisão, anunciada às 14h41 (horário de Brasília) em coletiva de imprensa com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o diretor do Butantan, é temporária e valerá até que novas análises esclareçam a possível relação do imunizante com os casos. Quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias deve procurar uma unidade de saúde local para acompanhamento e monitoramento de reações. A orientação da pasta é ficar atento a sinais de alarme, como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos. A partir desta terça-feira (9), o ministério passará a orientar monitoramento ativo de casos na rede hospitalar, com acompanhamento por possíveis aglomerados por lote, unidade ou território. Até o momento, cerca de 500 mil doses foram aplicadas e foram registrados 42 eventos severos possivelmente ligados à vacina; todos são suspeitos e seguem em investigação. Entre os vacinados, 3.703 apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue, o que corresponde a 0,7% do total. Segundo o ministro da Saúde, a maior parte das 500 mil doses foi aplicada em profissionais da atenção primária. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo em dose única contra a dengue e a primeira totalmente brasileira; a imunização começou no início deste ano, com foco nos profissionais de saúde. O Ministério da Saúde afirmou que os efeitos graves identificados na farmacovigilância não foram observados na pesquisa conduzida pelo instituto. A pasta reforçou que quem já foi imunizado permanece protegido contra a doença. O governo de São Paulo anunciou a antecipação da entrega de 1,3 milhão de doses da vacina do Butantan. O instituto foi procurado, mas não respondeu até a publicação.
Fonte: G1
Source: G1
