O estudante Arthur Alencar Spuri, de 16 anos, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Economia (IEO) e obteve a maior pontuação geral da competição, 199,469 pontos, recebendo o título de “Overall Winner” (vencedor geral). Aluno do 2º ano do ensino médio no Colégio Farias Brito, em Fortaleza, ele integrou a delegação brasileira que somou três ouros nas provas individuais. A IEO foi realizada entre 12 e 20 de julho, em Shenzhen, na China, e avalia conhecimentos e capacidade analítica em economia, finanças e negócios. Cada país participa com até cinco estudantes selecionados por competições nacionais. Arthur explica que a disputa é dividida em duas grandes etapas: uma prova teórica, com questões objetivas e dissertativas, e uma prova prática. Natural de São Paulo, o jovem mudou-se com a família para o Ceará em 2017, em busca de melhor qualidade de vida. Ele relata que, na infância, não gostava de estudar e “às vezes até chorava” ao fazer tarefas. O cenário mudou quando conheceu a Olimpíada Canguru de Matemática e passou a estudar com o apoio do pai, Osvaldo Spuri. O interesse pelos desafios e a rotina de preparação o levaram a descobrir que o aprendizado podia ser prazeroso — “estudar não precisa ser chato”, afirma. Com cerca de 12 olimpíadas no currículo, Arthur também conquistou recentemente uma medalha de prata na Olimpíada Internacional de Física (IPhO), realizada em Bucaramanga, na Colômbia. Ele se considera multidisciplinar e transita por áreas como matemática, informática, história, português e física. Para o estudante, a preparação para olimpíadas difere do estudo tradicional: menos memorização de fórmulas e mais foco em raciocínio lógico para desenvolver ideias. As competições abriram portas para viagens e intercâmbio cultural. Além da China e da Colômbia, Arthur já esteve na Inglaterra e em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, experiências que ampliaram sua visão de mundo e contato com outros idiomas. Em conversas com participantes estrangeiros, ele ouviu que o Brasil é referência internacional, especialmente em economia, percepção que o deixou satisfeito. No futuro, Arthur deseja estudar no MIT, nos Estados Unidos, e seguir carreira em engenharia — possivelmente mecânica ou civil. Depois, planeja cursar MBA e atuar no mercado financeiro. “Meu maior sonho é olhar para trás, no fim da vida, e ver que fui um impacto positivo no mundo”, diz.
Fonte: G1 Globo
Source: G1 Globo
