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  • Aniversário no cinema reúne amigos em sessão de ‘Feito Pipa’, filme cearense na disputa pelo Oscar

    Aniversário no cinema reúne amigos em sessão de ‘Feito Pipa’, filme cearense na disputa pelo Oscar

    As exibições de “Feito Pipa” em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, terminam nesta quarta-feira (23). Ao lado de Quixadá, a cidade foi escolhida para receber sessões do longa ainda em setembro. Segundo a distribuidora Paris Filmes, as exibições antes da estreia nacional, marcada para 5 de novembro, fazem parte do processo de qualificação para concorrer a uma vaga no Oscar 2027. A Academia Brasileira de Cinema escolheu o filme cearense como representante do Brasil na disputa.

    Em cartaz no Cariri Shopping, “Feito Pipa” tem registrado sessões lotadas. Na sexta-feira (18), a diretora de arte e designer Erika de Nena reuniu mais de 30 amigos para comemorar o aniversário no cinema.

    Os convidados cantaram parabéns em pelo menos dois momentos: na fila e minutos antes do início do filme. A comemoração teve bolo temático, pipoca e distribuição de adesivos no estilo de material de campanha, com a frase: “É o cinema cearense no Oscar, meu ‘fi’”.

    A fotógrafa e cineasta Nívea Uchoa, uma das convidadas, celebrou tanto a indicação do filme quanto o aniversário da amiga.

    “Esse filme, por ser cearense e do André, é incrível lidar com isso, a gente precisa assistir cinema nacional. É por isso que estou aqui, viva o cinema nacional e cearense!”, afirmou.

    Para avançar na disputa, o filme ainda precisa passar por outras etapas. Em dezembro, será divulgada uma lista com 15 pré-indicados, representantes dos países na categoria de Filme Internacional. Em janeiro, serão anunciados os cinco concorrentes que participarão da premiação. Nos últimos dois anos, os longas “Ainda Estou Aqui” e “Agente Secreto” estiveram nessa fase; o primeiro conquistou a primeira estatueta da história do Brasil.

    “Feito Pipa” conta a história de Gugu e de sua avó materna, Dilma, que cuida do menino desde que a mãe dele foi assassinada. Aos 11 anos, Gugu gosta de futebol, maquiagem e roupas coloridas. Ele se sente livre e feliz ao lado da avó, mas descobre que ela tem Alzheimer. A partir daí, começa a lutar para não ir morar com o pai, que é homofóbico.

    O longa tem direção de Allan Deberton e roteiro de André Araújo, ambos naturais de Russas, no Vale do Jaguaribe. As filmagens ocorreram em Quixadá, com cenas que mostram a paisagem dos monólitos, um açude que secou a ponto de revelar novamente uma igreja submersa e áreas externas da caatinga.

    A produção também retrata a vegetação da região durante o período de estiagem, quando as plantas perdem as folhas, além dos espaços onde Gugu pedala, estuda e brinca com os amigos.

    Fonte: G1

    Source: G1