Flávio Bolsonaro participou de um ato de campanha em Juazeiro do Norte, no Ceará. — Foto: Darlene Barbosa / SVM.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (16). Durante o evento, porém, ele não comentou a investigação da Polícia Federal que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O presidenciável do PL participou de um ato de campanha na manhã desta quarta-feira, em Juazeiro do Norte, e comentou a sessão extraordinária do STF realizada na terça-feira (15). O encontro havia sido marcado para definir se o ministro Alexandre de Moraes seria ou não investigado por uma suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio também fez promessas para a região do Cariri, entre elas a de levar água do Rio São Francisco às torneiras dos nordestinos.
O Supremo encerrou a sessão sem decidir sobre a questão. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que tem 90 dias para devolver os autos.
“O povo não aguenta mais o Lula, ninguém aguenta mais quatro anos com o atual governo. E ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia. E o que nós vimos ontem, do meu ponto de vista, é a esperança do povo brasileiro que está viva ainda, porque sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive, o Brasil vive, o Judiciário vive”, afirmou Flávio.
O senador declarou que, se for eleito, não haverá mais o que classificou como um “triste espetáculo de tentativa de proteger Alexandre de Moraes”. Também afirmou que “quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”.
Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação foi autorizada em julho pelo ministro André Mendonça, do STF, após solicitação da Polícia Federal. A informação de que Flávio está entre os investigados veio a público na sexta-feira (11), depois que o relator do caso retirou o sigilo do processo a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.
Segundo a decisão, a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que teriam sido praticados por Flávio no contexto do financiamento do filme junto a Daniel Vorcaro, proprietário do extinto Banco Master. Ao comentar a investigação na sexta-feira (11), o senador defendeu a divulgação das informações e afirmou que a transparência confirmaria sua versão sobre o episódio.
Até o momento, Flávio Bolsonaro apresentou versões diferentes sobre o caso. Inicialmente, quando questionado sobre sua relação com Vorcaro, negou conhecer o ex-banqueiro. Depois que mensagens e áudios entre os dois, relacionados ao filme sobre Bolsonaro, foram divulgados, o senador confirmou ter pedido ao então banqueiro que financiasse a obra, mas negou a existência de irregularidades.
Fonte: G1
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