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  • Fortaleza efetiva 54% das 31 mil vagas do Sine em 2026 e assume liderança nordestina em julho

    Fortaleza efetiva 54% das 31 mil vagas do Sine em 2026 e assume liderança nordestina em julho

    Fortaleza efetivou 54% das mais de 31 mil vagas de emprego ofertadas pelo Sine Municipal entre janeiro e agosto de 2026, totalizando 17.045 contratações formais no período. O resultado, informado pelo secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Antônio José Mota, à TV Verdes Mares, coloca a capital com o sexto maior saldo entre as capitais brasileiras.

    A busca por oportunidades mobiliza trabalhadores como o zelador Lucas Lima, que deixou uma entrevista de emprego otimista: “Eu já tenho experiência. Não tenho o que temer. Eu tenho, sim, esperança de que tudo vai dar certo”. Caso seja contratado, ele se somará às 31.293 pessoas que conseguiram trabalho formal na capital em 2026. Mysma Maia, que procura vaga de confeiteira ou copeira, também tenta se firmar no mercado formal.

    Em julho, Fortaleza abriu 2.234 novos postos com carteira assinada, desempenho que rendeu a segunda posição entre as capitais do País e a liderança entre as capitais do Nordeste. De acordo com o Novo Caged, dos 28.526 empregos gerados no Ceará entre janeiro e julho, 59,7% foram em Fortaleza, com 17.045 novos postos. Considerando o período de janeiro de 2025 a julho de 2026, a capital acumula 35.754 empregos formais.

    Para acelerar contratações, a Prefeitura de Fortaleza promove nesta sexta-feira (11) um Mutirão do Emprego no Sine Municipal do bairro Aldeota, em parceria com o Grupo Diagonal (Diagonal e Victa). Serão ofertadas 339 vagas imediatas, que vão de funções operacionais em canteiros de obras a cargos administrativos e de gestão. A equipe do Sine fará triagem e atendimento inicial, e os candidatos qualificados seguirão para entrevistas diretas com recrutadores e o RH do grupo. O Sine Municipal informa ainda ter mais de 2,5 mil vagas abertas nesta semana.

    Um levantamento da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SDE) traçou um panorama das oportunidades na cidade. A demanda está concentrada em serviços, atendimento, logística, construção civil e alimentação, mas há gargalos em funções que exigem qualificação específica. Entre os principais desafios de contratação estão pedreiros experientes e mestres de obras; técnicos em manutenção predial e industrial com certificação; desenvolvedores de software e analistas de dados; e motoristas de carga pesada (categorias C, D e E).

    A escolaridade atua como filtro: o Ensino Médio completo responde por 65% a 70% das vagas líquidas; o Ensino Superior, por 15%, sobretudo em funções técnicas, corporativas e na área da saúde; e o Ensino Fundamental, por 15%, principalmente na construção civil e em serviços de limpeza. Em relação à experiência, 45% das vagas não exigem registro anterior em carteira — favorecendo o primeiro emprego em comércio varejista, redes de fast-food e teleatendimento —, enquanto 55% pedem de seis meses a um ano de experiência, especialmente na indústria e em infraestrutura.

    A faixa salarial média real de admissão varia entre R$ 2.100 e R$ 2.250. Cargos operacionais tendem a começar no piso regional/nacional, e funções técnicas e administrativas de nível júnior ficam entre 1,5 e 2,5 salários mínimos.

    O avanço nas contratações é puxado por jovens de 18 a 24 anos, que respondem por 66,4% do saldo positivo no ano, e por mulheres, que lideram 57,7% das novas assinaturas de carteira, com destaque para os setores de serviços, saúde, educação e comércio. O estudo da SDE também listou as profissões mais procuradas em 2026, considerando as funções com maior giro de contratações e saldo positivo.

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    Fonte: G1

    Source: G1