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  • Trio preso em Fortaleza é suspeito de desviar R$ 139 mil em uma semana usando dados de servidores; polícia aponta mais de R$ 1 milhão

    Trio preso em Fortaleza é suspeito de desviar R$ 139 mil em uma semana usando dados de servidores; polícia aponta mais de R$ 1 milhão

    Um trio foi preso em Fortaleza suspeito de integrar um esquema interestadual que falsificava documentos de servidores públicos para fraudes financeiras. Segundo denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), os investigados subtraíram R$ 139,1 mil de duas vítimas em menos de uma semana.

    Lucas Vitor Costa Fontenele, Amanda Rafaela Santos Coutinho e Rodrigo Matheus Muniz da Silva são apontados na denúncia. Em 26 de março de 2026, o grupo teria aberto uma conta bancária fraudulenta em nome de uma das vítimas e, por meio de crédito consignado, obtido R$ 90 mil. Em 1º de abril, segundo o MP, foi aberta outra conta, de uma nova vítima, da qual foram retirados R$ 39,1 mil.

    Além desses casos, em 27 de abril houve uma terceira vítima: os suspeitos teriam emitido cartões de crédito em seu nome e realizado compras indevidas, sem valores informados. Os três foram presos em flagrante no dia 27 de abril, dentro de uma agência bancária na Avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Gerardo, em Fortaleza. Com eles, a Polícia Civil apreendeu cartões de crédito, documentos usados na abertura de contas e diversos telefones celulares. A prisão foi convertida em preventiva, e os detidos foram colocados à disposição da Justiça.

    A Polícia Civil apura que o grupo fazia vítimas no Piauí, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal, e já teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão. As investigações indicam o uso do sistema E-GOV para acessar documentos virtuais de terceiros — como carteira de identidade, CNH, contracheque e comprovante de endereço — a fim de abrir contas bancárias, contratar empréstimos consignados e solicitar cartões.

    De acordo com o MPCE, os acusados praticaram “o delito de estelionato, mediante fraude consistente na utilização de identidade e dados de terceiros para obtenção de vantagem ilícita”, além de associação criminosa e falsidade ideológica. Após a prisão, a Polícia Civil autuou o trio em flagrante por furto, associação criminosa e falsidade ideológica.

    A corporação informou ainda que Rodrigo Matheus responde por estelionato em Goiás e no Distrito Federal. A defesa dele sustenta que o investigado não tinha ciência dos crimes e que atuava apenas como motorista do grupo. As defesas dos outros dois acusados não se manifestaram no processo e não foram localizadas.

    Em janeiro deste ano, um homem de 43 anos, identificado e preso em ação da Polícia Federal, foi condenado por invasão de dispositivo informático e, segundo a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), também integrava a organização criminosa investigada.

    Fonte: G1

    Source: G1