Uma jogadora foi suspensa por cinco anos das atividades da Liga Desportiva do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, após chutar por duas vezes a cabeça de uma adversária caída em quadra e desferir um soco em outra atleta que tentou intervir. O episódio ocorreu na última quarta-feira (22), no Ginásio Joaquim Gregório, durante a abertura do Campeonato Municipal de Futsal Feminino de Eusébio, competição amadora no Ceará. A agressora é investigada por lesão corporal. As equipes envolvidas eram As Resenhas, pela qual atuava a jogadora punida, e o Projeto RDJ Esport Feminino. As autoridades não divulgaram as identidades das atletas. A jogadora do Projeto RDJ agredida com chutes foi identificada como Júlia, e a companheira de equipe atingida com um soco é conhecida como “BK”. O lance ocorreu no início do segundo tempo, quando o Projeto RDJ vencia por 1 a 0. Após uma disputa de bola, a atleta do RDJ sofreu falta e caiu; em seguida, a jogadora de As Resenhas que cometeu a infração levantou e chutou a cabeça da adversária duas vezes. Ao se aproximar para defender a colega, outra atleta do RDJ levou um soco no rosto. Árbitros, comissões técnicas e jogadoras entraram em quadra para conter os ânimos, e a partida foi encerrada. A atleta atingida pelos chutes recebeu atendimento na UPA de Eusébio, acompanhada por equipe da Secretaria de Esporte e Juventude. Segundo a presidente do Projeto RDJ Sport, Radija Nascimento, Júlia recebeu alta e se recupera em casa; BK também passa bem. Em julgamento concluído na sexta-feira (24), a Liga Desportiva do Eusébio aplicou suspensão de cinco anos à agressora, eliminou o time As Resenhas da competição e impôs outras suspensões a participantes envolvidos na confusão. Um Boletim de Ocorrência foi registrado, e o caso é investigado como lesão corporal pela 3ª Seccional da Região Metropolitana e pelo Núcleo de Inteligência. De acordo com a Polícia Civil, “Um Boletim de Ocorrência foi registrado e a Polícia Civil realiza oitivas e diligências para esclarecer os fatos. As investigações seguem em andamento”. O Ministério Público do Ceará, por meio do Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), acompanha o caso, repudiou as agressões em nota e apura as circunstâncias e a eventual responsabilidade criminal da agressora, adotando as providências cabíveis para assegurar a devida responsabilização.
Fonte: G1
Source: G1
