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  • Cearense de 19 anos une estética gótica e forró, viraliza e alcança quase 700 mil seguidores

    Cearense de 19 anos une estética gótica e forró, viraliza e alcança quase 700 mil seguidores

    Roupas pretas, maquiagem marcante e passos de forró impulsionaram a cearense Maria Eduarda dos Santos Silva, de 19 anos, ao fenômeno das redes sociais. Conhecida como “Franjuda” e apelidada de “gótica forrozeira”, ela acumula quase 700 mil seguidores e milhões de visualizações ao combinar a estética gótica com ritmos nordestinos. Maria Eduarda começou a publicar vídeos há cerca de dois anos, com a meta de se firmar como dançarina. “Eu comecei na internet com o intuito do meu conteúdo ser de dançarina. Mostrando minhas danças. Eu tava me vestindo do jeito que eu sempre me vesti”, contou. O conteúdo ganhou força quando ela passou a aparecer dançando forró com seu visual característico. “Eu queria ser famosa, só não sabia como. Eu sabia que, alguma hora, eu iria dar certo. Mas eu não sabia que seria tão rápido assim. Então, eu fiquei muito assustada”, recorda. Menos de um ano depois, veio o primeiro grande destaque: um vídeo dançando “Crina Negra”, da banda Canários do Forró. A preferência pelo estilo gótico surgiu ainda na adolescência, antes mesmo de ela identificar o nome da estética. Nascida em Fortaleza, Maria Eduarda mudou-se na infância para o distrito de Poço Doce, zona rural de Paracuru, na Região Metropolitana de Fortaleza. “Era só minha casinha ali no meio de um monte de mato”, lembra. Crescida em uma família festeira, a dançarina consolidou a paixão pelo forró e pela dança. “Eu sempre dançava nas festas. Era algo bem natural. Eu danço de tudo. E eu amo forró”, afirma. Embora ouça rock nacional e internacional, além de metal, ela destaca a ligação com a cultura brasileira: “Gosto muito dessa cultura. Mas, pra falar a verdade mesmo, eu gosto muito mais da nossa cultura. Dos ritmos aqui do Brasil, do Nordeste”. Profissionalmente, Maria Eduarda atua como dançarina e influenciadora digital. Aprovada no curso de Dança da Universidade Federal do Ceará (UFC), ela deixou a graduação para se mudar ao Rio de Janeiro em busca de novas oportunidades, onde afirma estar “passando uma temporada”. Hoje, seu trabalho inclui a divulgação de lojas, produtos e serviços, além da criação de coreografias para artistas que buscam viralizar seus lançamentos. “Eles me mandam as músicas deles, e eu passo o valor. Aí eu crio a minha dancinha, dependendo de como é, se é longa duração, se é difícil, se é fácil. Aí eu passo o meu preço pra eles, eles me pagam, e eu posto na internet, no TikTok, no Instagram”, explicou.

    Fonte: G1

    Source: G1