A cantora e ex-BBB Juliette Freire afirmou nas redes sociais que acompanha o julgamento de Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, réu no processo que apura a morte da enfermeira Clarissa Costa Gomes, ocorrida em julho de 2025, em Fortaleza. Segundo a investigação, a vítima foi morta com 34 facadas. O júri popular começou na manhã desta segunda-feira (13).
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), Queiroz responde por feminicídio qualificado, com as qualificadoras de meio cruel e de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O MP também sustenta motivo torpe, relacionado à suposta não aceitação do término do relacionamento, e pediu que o caso fosse submetido a júri popular.
Em vídeo publicado nesta segunda-feira, Juliette disse ter acordado “de coração apertado” por causa do julgamento e afirmou esperar que a família de Clarissa se sinta acolhida caso haja condenação. Desde que o crime veio à tona, em 2025, a artista lamenta publicamente a morte e incentiva que mulheres em situação de violência procurem ajuda e denunciem. Ela voltou a defender mudanças na legislação para enfrentar a violência contra a mulher. Clarissa era amiga de infância de Monalisa, com quem Juliette dividiu apartamento na Paraíba durante a juventude.
O crime ocorreu na casa onde Clarissa morava com a mãe, no Bairro Jardim Cearense, em Fortaleza. No momento do ataque, ela estava sozinha com o então namorado, o técnico em gestão ambiental Matheus Anthony, de 26 anos. Antes de ser morta, enviou uma mensagem de “SOS” a uma amiga, que inicialmente entendeu o recado como relacionado a uma reunião de trabalho feita pouco antes. Segundo amigos, o casal se conheceu na igreja e estava junto desde outubro de 2023; Matheus teria sido o primeiro namorado de Clarissa.
A suspeita de familiares, amigos e do MP é que, no dia do crime, Clarissa tenha tentado encerrar o relacionamento, o que não teria sido aceito pelo réu. Em depoimento à Polícia Civil, Matheus inicialmente disse que não encontrou a vítima naquele dia e, depois, afirmou não se lembrar do que aconteceu. Ele está preso preventivamente desde 2025. Clarissa trabalhava como enfermeira de neonatologia em hospitais públicos de Fortaleza.
O julgamento segue em Fortaleza, e a defesa do réu e a acusação apresentam suas versões ao conselho de sentença, que decidirá pela condenação ou absolvição.
Fonte: G1
Source: G1
