Romeu Zema, candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, cumpriu agenda no Ceará nesta quinta-feira (10), com compromissos em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, e em Fortaleza. Pela manhã, no Horto do Padre Cícero, defendeu a criação de linhas de crédito para empreendedores do turismo religioso, além de qualificação de mão de obra e melhorias de infraestrutura.
“O que nós precisamos primeiro é de gente qualificada, gente que tenha condição de fazer cursos técnicos na área de Hotelaria, de Gastronomia, coisa que eu ofereci em Minas, nas cidades que têm potencial para turismo”, afirmou. Segundo Zema, o país pode ampliar a exploração do turismo religioso, desde que haja melhores estradas, mais hotéis e estrutura adequada para receber visitantes. “Nós temos a faca e o queijo na mão, só não estamos fazendo adequadamente essa lição de casa que pode transformar o Brasil talvez no maior país em termos de turismo religioso devido a tudo o que nós já temos aqui”, disse. Para ele, o Estado deve liderar a estratégia, com participação da iniciativa privada.
Em Fortaleza, ao visitar o Instituto da Primeira Infância (Iprede), Zema comentou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e declarou apoio às últimas medidas do presidente da Corte, Edson Fachin. Na quarta-feira (9), Fachin suspendeu a decisão do ministro André Mendonça que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, e também derrubou a decisão do ministro Flávio Dino que os reintegrara aos cargos. Fachin determinou ainda que eventuais investigações envolvendo ministros do STF passem previamente pela Presidência do tribunal e marcou para a próxima terça-feira (15) uma sessão plenária para analisar questões relacionadas à investigação sobre mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Zema disse confiar que Fachin tomou as decisões corretas: “Na minha opinião, quem teve envolvimento, quem se beneficiou financeiramente de operações com banqueiro bandido, deve ser afastado, no mínimo. Se possível, detido e preso, porque utilizaram do cargo para enriquecimento”. E acrescentou: “Espero que o ministro Fachin faça essa faxina”.
Fonte: G1 Globo
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