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  • Xeroderma Pigmentoso: entenda a doença rara que exige vida noturna e afeta influenciadora de Fortaleza

    Xeroderma Pigmentoso: entenda a doença rara que exige vida noturna e afeta influenciadora de Fortaleza

    A influenciadora de Fortaleza Karine de Sousa, conhecida como Káh Felipe, foi diagnosticada com Xeroderma Pigmentoso (XP), doença genética rara caracterizada por extrema sensibilidade à radiação ultravioleta. Os primeiros sinais surgiram ainda na infância, quando apareceram manchas que a família acreditava serem sardas. Na última terça-feira (12), ela informou nas redes sociais ter recebido, nas últimas semanas, o diagnóstico de metástase de um câncer nos ossos e relatou que o quadro é muito avançado, sem perspectiva de cura, com estimativa médica de 6 meses a 2 anos de vida. O XP não é contagioso, afeta igualmente homens e mulheres e compromete especialmente as áreas mais expostas ao sol, como pele e olhos. Em pessoas com a condição, a exposição à luz solar provoca um defeito no reparo do DNA, elevando significativamente o risco de desenvolvimento de câncer de pele. Segundo o dermatologista Guilherme Holanda, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Ceará (SBD-CE), em indivíduos saudáveis o organismo repara o dano causado pelos raios UV, enquanto nos portadores de XP esse reparo não ocorre, tornando-os mais sensíveis desde o nascimento. Ele recomenda que pacientes adotem hábitos que evitem a exposição solar, inclusive com rotina preferencialmente noturna, além de fotoproteção rigorosa. O tratamento envolve a remoção de tumores e terapias tópicas com medicações apropriadas. A SBD ressalta que, no aspecto emocional e social, pessoas com XP podem e devem manter o convívio comunitário — em escolas e outros ambientes — com as devidas medidas de proteção, já que a doença é genética, não contagiosa e não tem cura. Káh Felipe e o marido, Edmilson Alcântara, também usaram as redes sociais para atualizar o estado de saúde dela. Conforme Holanda, a incidência de tumores cutâneos em XP é muito alta e costuma ocorrer já na infância e adolescência, como no caso de Karine, cuja doença evoluiu e causou tumores na pele.

    Fonte: G1

    Source: G1