A extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos, moradora de Fortaleza (CE), voltou a relatar neste domingo (19) os impactos do vício em apostas online, pelo qual afirma ter perdido duas casas da família e acumulado dívida de R$ 50 mil. Segundo ela, está no hospital acompanhando a filha caçula internada e continua sem acesso ao próprio celular; ao saber da repercussão do caso, pediu o aparelho do ex-marido — de quem se separou por causa das dívidas — para gravar um novo vídeo. No depoimento, Assíria descreve a abstinência e compara o impulso de apostar a outros vícios. “Sinto muita vontade de jogar, porque é uma abstinência. É como se fosse vício em cigarro, vício no crack, vício em drogas. Você pensa: ‘vou fumar um cigarro por dia’, mas, com o tempo, não sabe se serão um, dois, três. Quando vai ver, já está com câncer de pulmão. Quando você está no meio, não tem mais noção”, afirmou. Ela disse apresentar sintomas compatíveis com ludopatia, mas ainda não tem diagnóstico formal porque não conseguiu iniciar acompanhamento psicológico e psiquiátrico. “A gente perde a consciência das coisas. Faz dívida por cima de dívida. Quando fui perceber a gravidade, foi de três semanas a um mês para cá. Piorou quando foram em casa e levaram minha televisão”, relatou. Após a viralização do primeiro vídeo, diversas pessoas com experiências semelhantes a procuraram para compartilhar relatos de perdas relacionadas a jogos online. No novo conteúdo, Assíria faz um alerta: “Quem está jogando e acha que pode parar a hora que quiser, pare agora. Procure ajuda psicológica, psiquiátrica, na família, com um amigo”. Na última semana, ela viralizou ao contar que perdeu duas casas e contraiu cerca de R$ 50 mil em dívidas em plataformas de apostas, como o chamado “Jogo do Tigrinho”. Além do prejuízo financeiro, afirma ter se separado do marido, estar abalada psicologicamente e ter deixado de trabalhar. Sem renda fixa e com contas acumuladas, diz que está morando de favor com as filhas e os pais idosos. O desabafo, de 11 minutos, superou 200 mil visualizações e recebeu milhares de comentários. Com a repercussão, Assíria obteve atendimento psicológico gratuito e busca reunir recursos para quitar as dívidas. Ela afirma estar procurando emprego e reforça o arrependimento: “O primeiro passo é o reconhecimento. Hoje eu reconheço que estou doente; antes eu não aceitava. Este é meu último pedido de socorro, e eu espero ser ajudada”.
Fonte: G1
Source: G1
