{"id":1154,"date":"2026-05-20T02:01:06","date_gmt":"2026-05-20T02:01:06","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/05\/20\/fingi-estar-morta-jovem-de-21-anos-relata-ataque-com-foice-irmaos-viram-reus-por-tentativa-de-feminicidio-no-ceara\/"},"modified":"2026-05-20T02:01:06","modified_gmt":"2026-05-20T02:01:06","slug":"fingi-estar-morta-jovem-de-21-anos-relata-ataque-com-foice-irmaos-viram-reus-por-tentativa-de-feminicidio-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/05\/20\/fingi-estar-morta-jovem-de-21-anos-relata-ataque-com-foice-irmaos-viram-reus-por-tentativa-de-feminicidio-no-ceara\/","title":{"rendered":"&#8216;Fingi estar morta&#8217;: jovem de 21 anos relata ataque com foice; irm\u00e3os viram r\u00e9us por tentativa de feminic\u00eddio no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Ana Clara Antero de Oliveira, 21 anos, relatou que &#8216;fingiu estar morta&#8217; para sobreviver ao ataque em que teve uma m\u00e3o decepada e a outra parcialmente arrancada em Quixeramobim (CE), em 1\u00ba de maio. O crime, segundo a investiga\u00e7\u00e3o, foi cometido pelo cunhado, Evangelista Rocha dos Santos, 34, ap\u00f3s ser chamado pelo irm\u00e3o, Ronivaldo Rocha dos Santos, 40, ent\u00e3o companheiro da v\u00edtima. Ambos foram presos no dia do fato e respondem como r\u00e9us por tentativa de feminic\u00eddio. Em entrevista no hospital, ap\u00f3s cirurgia de emerg\u00eancia para reimplante das m\u00e3os, a jovem afirmou n\u00e3o entender a motiva\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e disse ter se surpreendido com a agressividade de Evangelista. Ela contou que tinha pouco contato com a fam\u00edlia de Ronivaldo, mas que o cunhado sabia de discuss\u00f5es do casal e j\u00e1 a havia amea\u00e7ado cortar suas m\u00e3os. O g1 teve acesso aos depoimentos. Evangelista confessou o crime, disse que levou a foice por conta pr\u00f3pria e que &#8216;j\u00e1 estava na maldade&#8217;. Segundo ele, os gritos do irm\u00e3o o influenciaram a atacar a v\u00edtima, primeiro no bra\u00e7o e depois em outras partes do corpo. Ele afirmou ter deixado o local acreditando que ela havia morrido. Ronivaldo, por sua vez, alegou ter ingerido \u00e1lcool e n\u00e3o se lembrar da maior parte do ocorrido. Disse que a discuss\u00e3o teria come\u00e7ado por causa de transfer\u00eancias banc\u00e1rias supostamente feitas da conta dele para a dela. Imagens de c\u00e2meras de seguran\u00e7a mostram o momento em que ele chama a v\u00edtima de &#8216;ladrona&#8217; e grita &#8216;pode matar ela&#8217;. Na noite do crime, de acordo com o relato de Ana Clara, o casal havia ingerido bebidas alco\u00f3licas na casa de um amigo e depois em um restaurante. Ela quis voltar para casa por considerar que ele tinha bebido demais. A discuss\u00e3o continuou no carro; em meio ao conflito, ela arremessou uma pedra no ve\u00edculo. Em seguida, Ronivaldo chamou o irm\u00e3o. Segundo a v\u00edtima, enquanto Ronivaldo permaneceu em cima do carro, Evangelista pulou o muro da resid\u00eancia e pediu que ela abrisse a porta; ela n\u00e3o percebeu que ele portava a foice. Al\u00e9m das les\u00f5es nas m\u00e3os, Ana Clara sofreu cortes profundos no rosto, ombro, perna e cotovelo. Durante o ataque, ela fingiu estar morta. Sem conseguir usar o celular, gritou por ajuda ap\u00f3s a sa\u00edda do agressor. Ela destacou a rapidez do atendimento, que preservou uma das m\u00e3os para o reimplante. O relacionamento de cerca de dois anos foi marcado por brigas frequentes, especialmente nos \u00faltimos meses, segundo a jovem. Ela relatou agress\u00f5es f\u00edsicas anteriores por parte de Ronivaldo, como golpes com um copo t\u00e9rmico e um soco na boca, al\u00e9m de mudan\u00e7as na rotina \u2014 deixou a academia e interrompeu os estudos \u2014 para tentar evitar conflitos. Conforme inqu\u00e9rito da Pol\u00edcia Civil do Cear\u00e1, com base na an\u00e1lise de \u00e1udios enviados pelos suspeitos ap\u00f3s o crime, os irm\u00e3os acreditavam que a viol\u00eancia era uma forma de impor &#8216;submiss\u00e3o e respeito&#8217; \u00e0 v\u00edtima. Em 17 de maio, o Tribunal de Justi\u00e7a do Cear\u00e1 aceitou a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Cear\u00e1, e o processo passou a tramitar em segredo de Justi\u00e7a. O MPCE tamb\u00e9m pediu que os r\u00e9us indenizem Ana Clara em R$ 97 mil, valor sujeito a altera\u00e7\u00e3o pelo ju\u00edzo. N\u00e3o h\u00e1 prazo definido para o julgamento. A recupera\u00e7\u00e3o de Ana Clara \u00e9 acompanhada por equipe multidisciplinar no Instituto Doutor Jos\u00e9 Frota (IJF), com psic\u00f3logos e assistentes sociais. Na \u00faltima semana, ela iniciou fisioterapia e terapia ocupacional. Desde a interna\u00e7\u00e3o, passou por tr\u00eas cirurgias: reimplante das m\u00e3os, recomposi\u00e7\u00e3o de um tend\u00e3o da perna e substitui\u00e7\u00e3o de uma art\u00e9ria em um dos bra\u00e7os. Quinze dias ap\u00f3s uma cirurgia de 12 horas, voltou a mexer gradualmente os dedos e aprendeu a usar o celular com os p\u00e9s, segundo o padrasto, Jos\u00e9 Airton Firmino. A v\u00edtima afirmou que deseja alertar outras mulheres sobre os riscos de permanecer em rela\u00e7\u00f5es abusivas. Ela tamb\u00e9m disse ter sofrido viol\u00eancias em relacionamentos anteriores, mas preferiu n\u00e3o detalh\u00e1-las.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n<p class=\"yoapyne-source\">Source: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Clara Antero de Oliveira, 21 anos, relatou que &#8216;fingiu estar morta&#8217; para sobreviver ao ataque em que teve uma m\u00e3o decepada e a outra parcialmente arrancada em Quixeramobim (CE), em 1\u00ba de maio. 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