{"id":1981,"date":"2026-07-04T03:00:15","date_gmt":"2026-07-04T03:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/07\/04\/navio-africano-segue-atracado-com-tripulantes-no-ceara-ha-3-meses-apos-resgate-em-alto-mar-e-morte-de-capitao\/"},"modified":"2026-07-04T03:00:15","modified_gmt":"2026-07-04T03:00:15","slug":"navio-africano-segue-atracado-com-tripulantes-no-ceara-ha-3-meses-apos-resgate-em-alto-mar-e-morte-de-capitao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/07\/04\/navio-africano-segue-atracado-com-tripulantes-no-ceara-ha-3-meses-apos-resgate-em-alto-mar-e-morte-de-capitao\/","title":{"rendered":"Navio africano segue atracado com tripulantes no Cear\u00e1 h\u00e1 3 meses ap\u00f3s resgate em alto-mar e morte de capit\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Sem visto, nove tripulantes permanecem em navio africano atracado no Porto de Fortaleza<\/p>\n<p>Um navio africano permanece h\u00e1 3 meses atracado no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, com a tripula\u00e7\u00e3o que se nega a voltar para casa sem o navio. Nove tripulantes est\u00e3o morando dentro da embarca\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 conseguiram autoriza\u00e7\u00e3o para circular pela cidade. O barco s\u00f3 ser\u00e1 liberado para retornar ao pa\u00eds de Senegal pela Marinha do Brasil quando todos os problemas forem reparados.<\/p>\n<p>A embarca\u00e7\u00e3o NW Aidara fazia uma viagem costeira de 500 km do Porto de Dakar, no Senegal, para Guin\u00e9-Bissau, na \u00c1frica Ocidental. A previs\u00e3o era que a viagem durasse dois dias. No entanto, o barco, por conta de falhas mec\u00e2nicas e hidr\u00e1ulicas, ficou 50 dias \u00e0 deriva do oceano Atl\u00e2ntico. O navio-tanque atracou em Fortaleza em 27 de mar\u00e7o ap\u00f3s ser resgatado pela Marinha.<\/p>\n<p>\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 Cear\u00e1 no WhatsApp<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, o grupo segue na cidade. Os africanos chegaram com problemas de sa\u00fade e precisaram ser levados \u00e0 Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O ent\u00e3o capit\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o, o ganense Charles Ray Annam, de 68 anos, foi destitu\u00eddo do cargo ainda com o barco \u00e0 deriva no oceano, em raz\u00e3o da sa\u00fade fragilizada. Quando o grupo chegou em terra firme, ele precisou de atendimento hospitalar e morreu dias depois, em 9 de abril, na UPA onde foi atendido.<\/p>\n<p>O destino do corpo de Charles tamb\u00e9m virou um impasse. A informa\u00e7\u00e3o inicial era de que a fam\u00edlia dele teria pedido para que fosse feito o enterro na capital cearense. No entanto, o judici\u00e1rio emitiu atestado de \u00f3bito apenas no dia 3 de junho, para o corpo voltar a Gana.<\/p>\n<p>A empresa respons\u00e1vel pelo barco pagou o translado a uma funer\u00e1ria para levar o corpo ao pa\u00eds de origem. Nesta sexta-feira (3), o corpo de Charles Ray se encontrava no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em S\u00e3o Paulo, \u00e0 espera de um avi\u00e3o com especificidades para transportar uma pessoa morta.<\/p>\n<p>Navio africano ficou quase dois meses \u00e0 deriva. \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Marinha do Brasil<\/p>\n<p>O advogado Jos\u00e9 Anchieta Filho, representante da empresa respons\u00e1vel pela embarca\u00e7\u00e3o e pela tripula\u00e7\u00e3o, afirma que um dos donos do barco est\u00e1 junto com a tripula\u00e7\u00e3o desde quando sa\u00edram de Senegal. A tripula\u00e7\u00e3o s\u00f3 ir\u00e1 sair de Fortaleza com os reparos do navio, que seguem em curso, segundo o advogado.<\/p>\n<p>De acordo com Anchieta, a empresa segue prestando todo apoio aos tripulantes. Ele cita que a alimenta\u00e7\u00e3o e a acomoda\u00e7\u00e3o foram as primeiras garantias asseguradas. O advogado fala ainda que uma televis\u00e3o foi instalada dentro do navio para que os navegantes acompanhem a Copa do Mundo de Futebol.<\/p>\n<p>A Capitania dos Portos do Cear\u00e1, da Marinha do Brasil, afirma em nota que ainda n\u00e3o recebeu do propriet\u00e1rio ou de qualquer integrante da tripula\u00e7\u00e3o do navio NW Aidara a informa\u00e7\u00e3o de que o sistema de governo\/propuls\u00e3o do navio tenha sido reparado.<\/p>\n<p>Segundo a Capitania, t\u00e3o logo a embarca\u00e7\u00e3o esteja apta para navegar, bem como as defici\u00eancias apontadas pelo Grupo de Vistoria e Inspe\u00e7\u00e3o tenham sido sanadas, o navio poder\u00e1 retornar ao seu pa\u00eds de origem, no que tange \u00e0 responsabilidade da autoridade mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Sobre os reparos, o advogado cita que tudo o que a Marinha pediu est\u00e1 sendo feito e que a maioria das pe\u00e7as vem de fora do estado. O barco salva-vidas e a embarca\u00e7\u00e3o auxiliar do navio precisam de reforma e de um certificado que \u00e9 emitido no Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p>Anchieta diz ainda que os fogos de sinaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram comprados em S\u00e3o Paulo e que buscam uma transportadora para traz\u00ea-los. Segundo ele, h\u00e1 uma dificuldade diante da periculosidade dos explosivos.<\/p>\n<p>Diante da alega\u00e7\u00e3o de abandono da embarca\u00e7\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho no Cear\u00e1 (MPT-CE) ajuizou uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica para investigar a garantia de direitos dos migrantes e da empresa respons\u00e1vel pela embarca\u00e7\u00e3o e pela tripula\u00e7\u00e3o. Uma audi\u00eancia est\u00e1 marcada para 16 de julho e ser\u00e1 realizada pela 5\u00aa Vara Trabalhista.<\/p>\n<p>Tripulantes foram atendidos em UPA. \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Verdes Mares<\/p>\n<p>O comandante do navio africano que ficou \u00e0 deriva no Oceano Atl\u00e2ntico por quase dois meses morreu no dia 9 de abril, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Praia do Futuro, segundo a Secretaria de Direitos Humanos do Estado (Sedih). Ele era natural de Gana e tinha 68 anos.<\/p>\n<p>Jamina Teles, gestora de Pol\u00edtica Estadual para Migrantes, Refugiados e Ap\u00e1tridas e Enfrentamento ao Tr\u00e1fico de Pessoas da Sedih, informou ao g1, em entrevista concedida no dia 8 de abril, que a tripula\u00e7\u00e3o foi informada por psic\u00f3logos sobre a morte do idoso, no dia seguinte.<\/p>\n<p>Segundo ela, o homem j\u00e1 chegou a Fortaleza com quadro de sa\u00fade debilitado e confus\u00e3o mental, depois de quase 2 meses em alto-mar. Ele tamb\u00e9m foi substitu\u00eddo no comando do navio antes de a embarca\u00e7\u00e3o ser rebocada ao porto da capital cearense pela Marinha do Brasil, devido a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Jamina revelou tamb\u00e9m ao g1 que o hol\u00e2ndes que estava junto da tripula\u00e7\u00e3o voltou ao pa\u00eds de origem esta semana. O restante da tripula\u00e7\u00e3o &#8211; oito ganeses e um alban\u00eas &#8211; permaneceram embarcados no navio.<\/p>\n<p>Conforme Jamina , tamb\u00e9m foi oferecida ajuda junto aos \u00f3rg\u00e3o competentes pra repatria\u00e7\u00e3o dos tripulantes, que tamb\u00e9m foi recusada. A expectativa do Estado era que t\u00e9cnicos da empresa viessem ao Brasil para consertar os problemas que resultaram na pane do navio.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s oferecemos apoio log\u00edstico junto aos consulados. Nenhum teve interesse em voltar ao pa\u00eds de origem. A tripula\u00e7\u00e3o quer consertar o navio e seguir a rota de viagem rumo \u00e0 Guin\u00e9-Bissau\u201d, comentou Jamina \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>O navio de origem africana, que ficou \u00e0 deriva no Oceano Atl\u00e2ntico e precisou ser rebocado para o Porto de Fortaleza em 27 de mar\u00e7o, tinha uma tripula\u00e7\u00e3o de 11 pessoas, das quais 9 s\u00e3o naturais de Gana, na \u00c1frica; um \u00e9 dos Pa\u00edses Baixos e outro da Alb\u00e2nia, na Europa.<\/p>\n<p>Dos 11 tripulantes, apenas os dois europeus t\u00eam visto para circular no Brasil, por isso, eles podem andar na capital cearense. J\u00e1 os 9 ganenses n\u00e3o possuem visto e, por esse motivo, s\u00f3 podem transitar por territ\u00f3rio brasileiro na companhia de uma autoridade.<\/p>\n<p>Conforme apura\u00e7\u00e3o da TV Verdes Mares, o tripulante holand\u00eas ficou hospedado em um hotel, com recursos pr\u00f3prios, antes de viajar para o seu pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p>O navio \u00e9 de propriedade de uma empresa da Maurit\u00e2nia, mas partiu do pa\u00eds vizinho, Senegal, com destino a Guin\u00e9-Bissau, onde seriam providenciadas atualiza\u00e7\u00f5es documentais relacionadas ao novo propriet\u00e1rio do navio. A viagem deveria durar cerca de 48 horas.<\/p>\n<p>\u00c0 TV Verdes Mares, o capit\u00e3o do navio, John Wesley Stuart, contou que o navio teve um problema hidr\u00e1ulico ap\u00f3s deixar o Porto de Dacar (capital de Senegal) e a tripula\u00e7\u00e3o encontrou dificuldades t\u00e9cnicas para se comunicar.<\/p>\n<p>Quando estavam no meio do Oceano Atl\u00e2ntico, eles conseguiram contatar um navio holand\u00eas, que n\u00e3o conseguiu reboc\u00e1-los, mas ofereceu ajuda para acionar a Marinha do Brasil para reboc\u00e1-los, uma vez que naquele momento a costa brasileira j\u00e1 era mais pr\u00f3xima a qual o navio africano poderia recorrer.<\/p>\n<p>No dia 9 de mar\u00e7o, o Navio-Patrulha Oce\u00e2nico Araguari, da Marinha do Brasil, foi enviado para interceptar o navio africano, a fim de estabelecer comunica\u00e7\u00f5es, avaliar o estado da tripula\u00e7\u00e3o e, caso necess\u00e1rio, prestar apoio com suprimentos.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o navio Corveta Caboclo saiu de Salvador (BA) e chegou em Fortaleza (CE) para tamb\u00e9m encontrar o navio africano.<\/p>\n<p>Alguns dias depois, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo desatracou do porto de Natal (RN), resgatou o navio estrangeiro e o levou para o Porto de Fortaleza. A embarca\u00e7\u00e3o chegou a capital cearense dia 27 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>De acordo com a Pol\u00edcia Federal, os tripulantes foram resgatados com condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de higiene, restri\u00e7\u00f5es no acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, elevado n\u00edvel de estresse psicol\u00f3gico e falta de comunica\u00e7\u00e3o com familiares.<\/p>\n<p class=\"yoapyne-source\">Source: G1 Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem visto, nove tripulantes permanecem em navio africano atracado no Porto de Fortaleza Um navio africano permanece h\u00e1 3 meses atracado no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, com a tripula\u00e7\u00e3o que se nega a voltar para casa sem o navio. Nove tripulantes est\u00e3o morando dentro da embarca\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 conseguiram autoriza\u00e7\u00e3o para circular pela cidade. 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