{"id":2194,"date":"2026-07-17T13:50:51","date_gmt":"2026-07-17T13:50:51","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/07\/17\/relatos-de-cobranca-de-ate-r-330-por-doces-na-expocrato-levam-decon-a-apontar-abuso-empresa-nega\/"},"modified":"2026-07-17T13:50:51","modified_gmt":"2026-07-17T13:50:51","slug":"relatos-de-cobranca-de-ate-r-330-por-doces-na-expocrato-levam-decon-a-apontar-abuso-empresa-nega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/07\/17\/relatos-de-cobranca-de-ate-r-330-por-doces-na-expocrato-levam-decon-a-apontar-abuso-empresa-nega\/","title":{"rendered":"Relatos de cobran\u00e7a de at\u00e9 R$ 330 por doces na Expocrato levam Decon a apontar abuso; empresa nega"},"content":{"rendered":"<p>Dezenas de consumidores relataram, nas redes sociais, constrangimento e cobran\u00e7as consideradas elevadas em um estande de doces na Exposi\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria do Crato (Expocrato), no Cariri cearense, que segue at\u00e9 o pr\u00f3ximo domingo (19). Os relatos, que se multiplicaram desde quarta-feira (15) e passaram a ser apelidados de &#8216;golpe do doce&#8217; nas redes, mencionam pagamentos de at\u00e9 R$ 330 por tr\u00eas peda\u00e7os de doce no mesmo ponto de venda.<\/p>\n<p>O estande \u00e9 da Doceria Deleites, de Minas Gerais. A empresa negou pr\u00e1tica abusiva ou engana\u00e7\u00e3o. Em v\u00eddeo, um representante identificado como Fausto afirmou que os pre\u00e7os s\u00e3o informados por peso (R$ 19,90 a cada 100 gramas e R$ 199 o quilo) e que o cliente escolhe o tamanho da fatia. Segundo ele, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel cortar com exatid\u00e3o fra\u00e7\u00f5es de 100 gramas e, ap\u00f3s o corte, o produto n\u00e3o pode retornar ao balc\u00e3o por orienta\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. O representante n\u00e3o comentou os relatos de constrangimento.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as den\u00fancias, o Programa Estadual de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa do Consumidor (Decon), unidade regional do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Cear\u00e1 (MPCE), fiscalizou o estande na quinta-feira (16) e constatou pr\u00e1ticas abusivas. De acordo com o MP, os pre\u00e7os n\u00e3o estavam exibidos de forma clara e os produtos n\u00e3o tinham indica\u00e7\u00e3o de tamanho ou peso, o que levava clientes a comprar sem saber o valor final. O \u00f3rg\u00e3o notificou o estabelecimento a adotar adequa\u00e7\u00f5es na exposi\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es \u2014 inclusive de validade \u2014 sob pena de interdi\u00e7\u00e3o. O promotor de Justi\u00e7a Thiago Marques destacou que pre\u00e7o, quantidade e qualidade devem ser informados de maneira vis\u00edvel e transparente e que o consumidor n\u00e3o \u00e9 obrigado a finalizar a compra diante de inconsist\u00eancias.<\/p>\n<p>Entre os relatos, o empres\u00e1rio Breno de Freitas disse ter sido atra\u00eddo pela simpatia do vendedor, mas considerou alto o valor de R$ 117 por dois peda\u00e7os e desistiu da compra apesar da insist\u00eancia para concluir o pagamento. O criador digital Wellington Barros afirmou ter pago R$ 137 por tr\u00eas peda\u00e7os (ab\u00f3bora; maracuj\u00e1 com coco; e mesclado de goiabada, queijo e doce de leite) ap\u00f3s ter a devolu\u00e7\u00e3o negada: diante do constrangimento e da oferta de parcelamento no cart\u00e3o, finalizou o pagamento.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo M\u00e1rcio Holanda relatou ter desembolsado R$ 177 por dois peda\u00e7os (banana e misto de doce de leite com goiaba). Segundo ele, a impossibilidade de reajuste no peso n\u00e3o foi informada de forma clara. Ele contou que o atendente pediu para indicar o local do corte e, diante do valor final, ouviu que &#8216;se cortou, tem que levar&#8217;, optando por parcelar em duas vezes. Outra cliente, que preferiu n\u00e3o se identificar, disse ter pago R$ 118 por dois peda\u00e7os de creme de avel\u00e3 com amendoim e relatou dificuldade de estimar 100 gramas a partir do formato das barras, sentindo-se constrangida a levar a compra.<\/p>\n<p>Para o advogado Miguel Augusto Leit\u00e3o, especialista em Direito do Consumidor, o dever de informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, clara e precisa \u00e9 essencial para n\u00e3o induzir o cliente ao erro. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, al\u00e9m de falhas informacionais, houve relatos de constrangimento na abordagem. Caso o consumidor se sinta lesado, pode buscar repara\u00e7\u00e3o material e, a depender da conduta do fornecedor, tamb\u00e9m moral. Ele lembrou que, nas rela\u00e7\u00f5es de consumo, h\u00e1 a possibilidade de invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, desde que a alega\u00e7\u00e3o do consumidor seja plaus\u00edvel e minimamente verific\u00e1vel.<\/p>\n<p>O MPCE informou que orientou o estabelecimento a corrigir as irregularidades constatadas e que a falta de adequa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 resultar em interdi\u00e7\u00e3o do estande.<\/p>\n<p>Fonte: G1 Globo<\/p>\n<p class=\"yoapyne-source\">Source: G1 Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dezenas de consumidores relataram, nas redes sociais, constrangimento e cobran\u00e7as consideradas elevadas em um estande de doces na Exposi\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria do Crato (Expocrato), no Cariri cearense, que segue at\u00e9 o pr\u00f3ximo domingo (19). 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