{"id":2295,"date":"2026-07-24T04:00:45","date_gmt":"2026-07-24T04:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/07\/24\/brasileira-diz-ter-sofrido-agressoes-e-retencao-de-passaporte-ao-trabalhar-como-au-pair-na-martinica\/"},"modified":"2026-07-24T04:00:45","modified_gmt":"2026-07-24T04:00:45","slug":"brasileira-diz-ter-sofrido-agressoes-e-retencao-de-passaporte-ao-trabalhar-como-au-pair-na-martinica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/07\/24\/brasileira-diz-ter-sofrido-agressoes-e-retencao-de-passaporte-ao-trabalhar-como-au-pair-na-martinica\/","title":{"rendered":"Brasileira diz ter sofrido agress\u00f5es e reten\u00e7\u00e3o de passaporte ao trabalhar como au pair na Martinica"},"content":{"rendered":"<p>A empres\u00e1ria cearense Giselle Matias, 25 anos, relata ter sido v\u00edtima de viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica durante uma viagem \u00e0 ilha de Martinica, no Caribe, onde havia sido contratada como au pair por uma fam\u00edlia. Segundo ela, ap\u00f3s desentendimentos, o pai das crian\u00e7as para quem trabalharia teria retido seu passaporte e celular e cometido agress\u00f5es. O caso \u00e9 acompanhado pelo Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE), por meio do Consulado-Geral do Brasil em Caiena, na Guiana Francesa.<\/p>\n<p>Giselle afirma que conheceu o homem, que se apresentava como canadense, por meio de uma plataforma on-line que conecta fam\u00edlias e interessados em trabalho de au pair, sem intermedia\u00e7\u00e3o de ag\u00eancias. A negocia\u00e7\u00e3o, diz ela, incluiu a promessa de acompanh\u00e1-lo com os dois filhos \u2014 um menino de 7 anos e uma menina de 11 \u2014 em f\u00e9rias na Martinica e, depois, seguir com a fam\u00edlia ao Canad\u00e1, onde haveria a regulariza\u00e7\u00e3o do visto. Os custos do trajeto de Fortaleza at\u00e9 a Martinica, com chegada \u00e0 cidade de Le Marin no in\u00edcio de julho, teriam sido pagos pelo anfitri\u00e3o. De acordo com a brasileira, a comunica\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia era em ingl\u00eas \u2014 idioma que ela estuda, mas no qual tem dom\u00ednio b\u00e1sico \u2014 e dependia de ferramentas de tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda conforme seu relato, antes de viajar ele prometera que ela ficaria sozinha em uma casa alugada, enquanto a fam\u00edlia permaneceria em um iate. Ao chegar, por\u00e9m, todos estavam instalados na mesma resid\u00eancia, o que a deixou desconfort\u00e1vel. No segundo dia, o anfitri\u00e3o teria demonstrado descontentamento ao saber que ela tem duas filhas \u2014 informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o constava no cadastro na plataforma. Depois disso, Giselle diz ter se sentido exclu\u00edda das atividades e ouviu do contratante que n\u00e3o a teria escolhido se soubesse desse dado. Ela afirma ter proposto retornar ao Brasil e que havia sido garantido, previamente, o custeio da volta caso n\u00e3o se adaptasse. Ap\u00f3s os desentendimentos, relata que ele se recusou a pagar a passagem de retorno.<\/p>\n<p>Menos de uma semana ap\u00f3s a chegada, Giselle conta que, abalada, tomou diversos comprimidos no quarto. No dia seguinte, ainda sob efeito da medica\u00e7\u00e3o, o anfitri\u00e3o teria exigido que ela deixasse a casa. Ela diz que n\u00e3o encontrou o celular e o passaporte e que o homem declarou estar com os itens e n\u00e3o devolv\u00ea-los. Ao tentar descer as escadas com as malas, caiu e, segundo depoimento dado \u00e0 pol\u00edcia local, foi arrastada com pux\u00f5es de cabelo do primeiro andar at\u00e9 o t\u00e9rreo. \u00c0 reportagem, ela disse n\u00e3o saber se outros golpes ocorreram nesse momento ou se os hematomas decorreram da queda. Em seguida, o homem e as crian\u00e7as teriam sa\u00eddo e n\u00e3o voltaram.<\/p>\n<p>Moradoras da regi\u00e3o a socorreram e acionaram uma ambul\u00e2ncia. No hospital, exames constataram fratura no p\u00e9; ela segue usando bota imobilizadora. Com um telefone emprestado por um enfermeiro, conseguiu contato com o marido no Brasil. Ap\u00f3s a alta, foi acolhida na resid\u00eancia de uma volunt\u00e1ria brasileira vinculada ao consulado, que a ajudou com tr\u00e2mites e a acompanhou \u00e0 pol\u00edcia da Martinica para formalizar a den\u00fancia de furto do passaporte e do celular, al\u00e9m de relatar as viol\u00eancias. Posteriormente, segundo Giselle, o anfitri\u00e3o devolveu os documentos e o aparelho, mas v\u00e1rias mensagens teriam sido apagadas.<\/p>\n<p>Enquanto ainda estava na Martinica, ela divulgou v\u00eddeos sobre o caso em 16 de julho e organizou rifas no perfil de sua confeitaria em Itapipoca, arrecadando quase R$ 5 mil para auxiliar nos custos. Cerca de uma semana depois, recebeu do consulado a informa\u00e7\u00e3o de que teria a passagem de volta para Fortaleza. O retorno ocorreu em 20 de julho, quando ela reencontrou a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Em nota, o MRE informou que acompanha o caso e presta assist\u00eancia consular por meio do Consulado-Geral do Brasil em Caiena, mas n\u00e3o detalhou a natureza do apoio, citando direito \u00e0 privacidade. A pasta reiterou que o atendimento consular \u00e9 feito a partir do contato do cidad\u00e3o ou de seus familiares e que n\u00e3o fornece dados pessoais de requerentes.<\/p>\n<p>Giselle, que \u00e9 propriet\u00e1ria de uma confeitaria em Itapipoca e planejava, no futuro, viver fora do pa\u00eds com o marido e as filhas, fez um alerta para que interessados em programas de interc\u00e2mbio n\u00e3o aceitem ofertas que &#8220;parecem boas demais para ser verdade&#8221;. Ela reconhece ter se precipitado ao viajar sem falar o idioma local. A brasileira afirma que pretende ingressar com a\u00e7\u00e3o judicial contra o pai da fam\u00edlia que a contratou.<\/p>\n<p>Programas de au pair geralmente preveem que jovens vivam com uma fam\u00edlia no exterior para auxiliar no cuidado com as crian\u00e7as, em troca de moradia, alimenta\u00e7\u00e3o e um pagamento mensal, com foco em aprendizado de idioma e imers\u00e3o cultural. Para entrar no Canad\u00e1, viajantes brasileiros precisam apresentar passaporte v\u00e1lido e uma autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via emitida pelo governo.<\/p>\n<p>Fonte: G1 Globo<\/p>\n<p class=\"yoapyne-source\">Source: G1 Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A empres\u00e1ria cearense Giselle Matias, 25 anos, relata ter sido v\u00edtima de viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica durante uma viagem \u00e0 ilha de Martinica, no Caribe, onde havia sido contratada como au pair por uma fam\u00edlia. 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