{"id":2469,"date":"2026-08-02T06:00:48","date_gmt":"2026-08-02T06:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/08\/02\/forro-de-favela-como-danca-deixou-as-periferias-de-fortaleza-e-passou-a-ocupar-novos-espacos\/"},"modified":"2026-08-02T06:00:48","modified_gmt":"2026-08-02T06:00:48","slug":"forro-de-favela-como-danca-deixou-as-periferias-de-fortaleza-e-passou-a-ocupar-novos-espacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/08\/02\/forro-de-favela-como-danca-deixou-as-periferias-de-fortaleza-e-passou-a-ocupar-novos-espacos\/","title":{"rendered":"Forr\u00f3 de favela: como dan\u00e7a deixou as periferias de Fortaleza e passou a ocupar novos espa\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>Forr\u00f3 de favela: dan\u00e7a deixou as periferias de Fortaleza e passou a ocupar novos espa\u00e7os<\/p>\n<p>A letra rom\u00e2ntica combinada com passos mais lentos e movimentos conhecidos como \u201cpassinhos\u201d, que exige um jogo de cintura envolvente. Esse \u00e9 o \u201cforr\u00f3 de favela\u201d, dan\u00e7a que saiu das periferias de Fortaleza e est\u00e1 ocupando outros espa\u00e7os na capital cearense.<\/p>\n<p>Diferente do forr\u00f3 tradicional, com rodopios r\u00e1pidos e passos demarcados pelas batidas, o \u201cforr\u00f3 de favela\u201d faz o participante &#8220;sentir a letra&#8221;.<\/p>\n<p>\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 Cear\u00e1 no WhatsApp<\/p>\n<p>O termo \u00e9 uma designa\u00e7\u00e3o para o &#8220;forr\u00f3 rom\u00e2ntico&#8221;, como explica o doutor em sociologia pela Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), Marcelo Ribeiro.<\/p>\n<p>&#8220;O forr\u00f3 de favela \u00e9 uma reconfigura\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas que j\u00e1 existiam nas comunidades perif\u00e9ricas de Fortaleza e de todo Brasil, que s\u00e3o os espa\u00e7os de sociabilidade l\u00fadica de lazer, que envolvem as m\u00fasicas&#8221;, disse Marcelo Ribeiro.<\/p>\n<p>Apesar de parecer novidade para quem come\u00e7ou a ouvir o termo h\u00e1 alguns anos, o \u201cforr\u00f3 de favela\u201d surgiu nas periferias da capital cearense nos anos 1990, atrav\u00e9s das festas promovidas nas comunidades, comandadas por DJs.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma forma de resposta das classes populares, que queriam consumir o que era ouvido no r\u00e1dio, mas n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de pagar para ir aos shows nas grandes casas. Por isso que o forr\u00f3 de favela tem uma est\u00e9tica pr\u00f3pria, \u00e9 uma reposta a uma demanda de mercado. [&#8230;] Hoje existem bandas especializadas no forr\u00f3 rom\u00e2ntico, que o \u00e1lbum quase todo tem as m\u00fasicas com m\u00e9tricas sonoras mel\u00f3dicas do forr\u00f3 de favela&#8221;, falou o soci\u00f3logo.<\/p>\n<p>Conforme Marcelo Ribeiro, com o advento das redes sociais, o &#8220;forr\u00f3 de favela&#8221; ganhou espa\u00e7os fora da periferia.<\/p>\n<p>&#8220;O aumento da populariza\u00e7\u00e3o do forr\u00f3 de favela se d\u00e1 muito porque cada vez mais esses agentes perif\u00e9ricos est\u00e3o ganhando espa\u00e7os no debate social. Com esse grande parlat\u00f3rio digital essas figuras, que muitas vezes ficavam restritas a seus bairros, ganharam seguidores e com o que publicam v\u00e3o ganhando mais adeptos&#8221;, disse Ribeiro.<\/p>\n<p>Grupo Complexo do Passinho promove aulas coletivas para ensinar a dan\u00e7a do &#8220;forr\u00f3 de favela&#8221; em Fortaleza. \u2014 Foto: Complexo do Passinho\/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>A populariza\u00e7\u00e3o na internet despertou o interesse de outras pessoas em aprender o &#8220;forr\u00f3 de favela&#8221; e levou a forma\u00e7\u00e3o de grupos voltados a ensinar a dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Entre esses grupos, est\u00e1 o Complexo do Passinho, fundado em 13 de fevereiro 2025, no Conjunto Tancredo Neves, no Bairro Jardim das Oliveiras, na capital.<\/p>\n<p>Uma vez na semana, \u00e0s quintas-feiras, Dynha e os instrutores de dan\u00e7a se re\u00fanem na sede de uma associa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do bairro para receber o p\u00fablico. No per\u00edodo de cerca de duas horas e meia, os professores repassam os passos com os aprendizes.<\/p>\n<p>Para a fundadora do grupo de dan\u00e7a, o termo &#8220;forr\u00f3 de favela&#8221; n\u00e3o \u00e9 algo pejorativo, mas sim uma forma de valorizar o local que essa dan\u00e7a foi desenvolvida. Por\u00e9m, ela reconhece que esse nome pode causar preconceito.<\/p>\n<p>&#8220;Existe um preconceito para algumas pessoas, devido ao nome. Por\u00e9m, isso em nenhum momento interfere ou descredibiliza o trabalho lindo que tem sido feito atrav\u00e9s do forr\u00f3 de favela, nem impedido de se tornar algo t\u00e3o grande como est\u00e1 hoje. Em Fortaleza e na Regi\u00e3o Metropolitana j\u00e1 s\u00e3o mais de 30 grupos nos bairros, cada um com a sua organiza\u00e7\u00e3o&#8221;, falou Dynha.<\/p>\n<p>Grupo Chama no Passinho, formado no Bairro Vicente Piz\u00f3n, promove aul\u00f5es de dan\u00e7a para comunidade. \u2014 Foto: Chama no Passinho\/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>O grupo Chama no Passinho, formado no Bairro Vicente Piz\u00f3n, tamb\u00e9m promove aul\u00f5es de dan\u00e7a para comunidade.<\/p>\n<p>&#8220;O grupo surgiu em 2025, pois a gente [organizadores] gosta muito de dan\u00e7ar o forr\u00f3 de favela e aqui no Vicente Piz\u00f3n o pessoal at\u00e9 conhecia, mas n\u00e3o sabia dan\u00e7ar, ent\u00e3o resolvemos fazer esse projeto&#8221;, disse Kelly Karol, uma das instrutores.<\/p>\n<p>O coletivo se re\u00fane tr\u00eas vezes na semana, para ministrar aulas no Vicente Piz\u00f3n e no Bairro Serviluz.<\/p>\n<p>&#8220;Atualmente temos 20 professores, j\u00e1 o n\u00famero de alunos \u00e9 variado. Tem encontro que tem de 30 a 40 pessoas para aprender o forr\u00f3 de favela&#8221;, falou a instrutora de dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Assista aos v\u00eddeos mais vistos do Cear\u00e1:<\/p>\n<p class=\"yoapyne-source\">Source: G1 Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Forr\u00f3 de favela: dan\u00e7a deixou as periferias de Fortaleza e passou a ocupar novos espa\u00e7os A letra rom\u00e2ntica combinada com passos mais lentos e movimentos conhecidos como \u201cpassinhos\u201d, que exige um jogo de cintura envolvente. Esse \u00e9 o \u201cforr\u00f3 de favela\u201d, dan\u00e7a que saiu das periferias de Fortaleza e est\u00e1 ocupando outros espa\u00e7os na capital [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2470,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2469","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2469\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2470"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}