{"id":2473,"date":"2026-08-02T05:00:39","date_gmt":"2026-08-02T05:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/08\/02\/cilios-luminosos-e-seres-de-vidro-expedicao-encerrada-em-fortaleza-encontra-31-especies-exoticas-no-fundo-do-oceano\/"},"modified":"2026-08-02T05:00:39","modified_gmt":"2026-08-02T05:00:39","slug":"cilios-luminosos-e-seres-de-vidro-expedicao-encerrada-em-fortaleza-encontra-31-especies-exoticas-no-fundo-do-oceano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.yoapy.com\/index.php\/2026\/08\/02\/cilios-luminosos-e-seres-de-vidro-expedicao-encerrada-em-fortaleza-encontra-31-especies-exoticas-no-fundo-do-oceano\/","title":{"rendered":"C\u00edlios luminosos e seres de vidro: expedi\u00e7\u00e3o encerrada em Fortaleza encontra 31 esp\u00e9cies ex\u00f3ticas no fundo do oceano"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas descobrem novas esp\u00e9cies marinhas na costa de Fortaleza<\/p>\n<p>Especialistas encontraram 31 esp\u00e9cies marinhas que podem ser animais nunca antes registrados pela ci\u00eancia durante uma expedi\u00e7\u00e3o em \u00e1guas internacionais. Os pesquisadores ficaram em alto mar durante cerca de 15 dias e aportaram em Fortaleza no in\u00edcio de maio.<\/p>\n<p>Um estudo posterior vai confirmar se as criaturas s\u00e3o novas para a ci\u00eancia ou se j\u00e1 foram catalogadas, mas um membro da expedi\u00e7\u00e3o ouvido pelo g1 acredita serem esp\u00e9cies in\u00e9ditas. Sendo esp\u00e9cie rec\u00e9m-descoberta ou n\u00e3o, o visual diferent\u00e3o das criaturas chama bastante aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As imagens da expedi\u00e7\u00e3o revelam caracter\u00edsticas estranhas dos seres marinhos, que possuem tamanhos e cores variados. Um dos registros impressionantes mostra um polvo se alimentando de uma \u00e1gua-viva vermelha brilhante.<\/p>\n<p>Outra imagem mostra uma lula-de-vidro juvenil, uma serpente marinha que utiliza &#8220;c\u00edlios&#8221; brilhosos para se locomover e criaturas transparentes (veja abaixo).Os exploradores estudaram uma zona de dif\u00edcil acesso do oceano que fica entre a camada iluminada pelo sol e o fundo do mar. A pesquisa foi realizada pelo Schmidt Ocean Institute, dos Estados Unidos, e envolveu o uso de tecnologias avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>Polvo engole \u00e1gua-viva em imagem flagrada durante expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u2014 Foto: Schmidt Ocean Institute\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\ud83d\udc19 A lista de descobertas inclui ainda:<\/p>\n<p>Renato Mitsuo Nagata, bi\u00f3logo do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (IO &#8211; FURG) e um dos brasileiros que esteve na expedi\u00e7\u00e3o, explicou ao g1 que a expedi\u00e7\u00e3o reuniu pesquisadores de diversas partes do mundo, como Estados Unidos, Austr\u00e1lia, Jap\u00e3o e \u00cdndia. Da turma, dois eram brasileiros. A equipe utilizou uma embarca\u00e7\u00e3o considerada a &#8220;Ferrari&#8221; dos navios de pesquisas mar\u00edtimas, a Falkor, disponibilizada pelo Schmidt Ocean Institute.<\/p>\n<p>Veja como era embarca\u00e7\u00e3o utilizada na expedi\u00e7\u00e3o. \u2014 Foto: Schmidt Ocean Institute\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Durante os 15 dias a bordo, os pesquisadores puderam coletar e estudar no seu pr\u00f3prio habitat seres potencialmente in\u00e9ditos e desconhecidos.<\/p>\n<p>&#8220;Para de fato provar que \u00e9 uma esp\u00e9cie diferente, precisa analisar dados moleculares para descrever o DNA dessas esp\u00e9cies, comparar com o que j\u00e1 existe escrito na literatura dispon\u00edvel em bancos de dados, e tamb\u00e9m analisar a fundo a morfologia dessas esp\u00e9cies para ver se realmente conseguimos definir que s\u00e3o esp\u00e9cies ainda n\u00e3o descritas&#8221;, explica Nagata.<\/p>\n<p>Cientistas descobrem novas esp\u00e9cies no mar de Fortaleza. \u2014 Foto: Schmidt Ocean Institute\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Depois desse processo de an\u00e1lise, que pode durar anos, os cientistas iniciam outra etapa, a publica\u00e7\u00e3o de artigos. No entanto, as expectativas para as esp\u00e9cies encontradas nessa \u00faltima expedi\u00e7\u00e3o s\u00e3o boas:<\/p>\n<p>Os cientistas ainda est\u00e3o come\u00e7ando a descrever todos os seres descobertos na viagem, mas a pesquisa revela uma abund\u00e2ncia de organismos maior do que a esperada:<\/p>\n<p>&#8220;Para mim, foi fant\u00e1stica a capacidade de explora\u00e7\u00e3o de dados que essa expedi\u00e7\u00e3o pegou. Imagina, 20 anos atr\u00e1s, pensar que voc\u00ea vai em poucos dias sequenciar o DNA completo de um organismo, algo que n\u00f3s pudemos fazer gra\u00e7as aos equipamentos que foram utilizados&#8221;, comenta Renato.<\/p>\n<p>Cientistas descobrem 31 novas esp\u00e9cies marinhas no mar de Fortaleza; imagens impressionam \u2014 Foto: Schmidt Ocean Institute\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Cientistas descobrem novas esp\u00e9cies no mar de Fortaleza. \u2014 Foto: Schmidt Ocean Institute\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A zona explorada durante a expedi\u00e7\u00e3o, conforme os estudiosos, \u00e9 considerada uma das mais desafiadoras da terra, devido ao dif\u00edcil acesso. \u00c9 uma zona escura, extremamente fria, onde a luz solar n\u00e3o penetra e h\u00e1 muita press\u00e3o por causa do volume de \u00e1gua. \ud83e\udd76<\/p>\n<p>Segundo Renato, a zona pesquisada \u00e9 chamada de \u2018mesopel\u00e1gica\u2019 e fica entre 200 e 1.000 metros de profundidade. O bi\u00f3logo comenta que l\u00e1 \u00e9 t\u00e3o frio que, se um ser humano cair por engano, o corpo congela imediatamente, parando todo o metabolismo. Por isso, eles contaram com um submarino remotamente dirigido para acessar a \u00e1rea:<\/p>\n<p>Outro desafio encontrado pelos cientistas era o contato com esses organismos, que geralmente possuem corpos moles e gelatinosos. Por isso, os pesquisadores contaram com uma combina\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises gen\u00e9ticas e sistemas de imagens.<\/p>\n<p>Lula-de-vidro jovem foi descoberta a 779 metros de profundidade na costa de Fortaleza \u2014 Foto: Schmidt Ocean Institute\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A tecnologia permitiu, por exemplo, escanear os animais e criar imagens em 3D deles, tornando poss\u00edvel descrever a forma e a estrutura interna de alguns organismos. Em outros casos, os cientistas observaram os seres em ambientes controlados que simulavam o habitat natural.<\/p>\n<p>Outro exemplo do uso da tecnologia avan\u00e7ada durante a expedi\u00e7\u00e3o \u00e9 um microsc\u00f3pio especializado que funciona como uma &#8216;esteira aqu\u00e1tica&#8217; para o estudo de micr\u00f3bios.<\/p>\n<p>Renato lista o conjunto de ferramentas avan\u00e7adas de explora\u00e7\u00e3o, imageamento, gen\u00e9tica e experimenta\u00e7\u00e3o, utilizadas no projeto. Veja:<\/p>\n<p>Sifon\u00f3foro foi descoberto a 552 metros de profundidade na costa de Fortaleza-CE \u2014 Foto: Schmidt Ocean Institute\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"yoapyne-source\">Source: G1 Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas descobrem novas esp\u00e9cies marinhas na costa de Fortaleza Especialistas encontraram 31 esp\u00e9cies marinhas que podem ser animais nunca antes registrados pela ci\u00eancia durante uma expedi\u00e7\u00e3o em \u00e1guas internacionais. Os pesquisadores ficaram em alto mar durante cerca de 15 dias e aportaram em Fortaleza no in\u00edcio de maio. 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