Estudantes do ensino fundamental da Escola José Jucá, rede pública de Quixadá, no interior do Ceará, desenvolveram um aplicativo para facilitar a troca de figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026. O projeto foi criado em parceria com a Estação Tecnológica de Quixadá e, por segurança, é de uso exclusivo dos alunos da unidade.
Batizado de “Álbum Oficial The Cup JJ 26”, o app nasceu de ideias dos próprios estudantes. A plataforma permite que cada usuário marque as figurinhas repetidas para que os colegas saibam o que está disponível para troca e também reúne informações geográficas e culturais dos países que disputam o Mundial.
A iniciativa surgiu na Estação Tecnológica de Quixadá, equipamento municipal voltado ao fortalecimento da inovação e do empreendedorismo no Sertão Central. O espaço funciona a partir de parceria entre a Prefeitura de Quixadá, instituições de ensino superior instaladas no município e entidades de fomento ao empreendedorismo.
O aplicativo foi pensado por Artur de Medeiros, coordenador da Estação Tecnológica, e pelo engenheiro de software e empresário Isaac James, fundador da startup Blue Business App, que atua no equipamento municipal. “Nada mais oportuno juntar tecnologia, educação e Copa do Mundo”, afirmou Artur.
A proposta nasceu da percepção, entre participantes da Estação, de que era necessário estreitar o diálogo com as escolas do município. A equipe procurou a Secretaria de Educação de Quixadá para apresentar o projeto.
A Escola José Jucá foi escolhida por ter implantado recentemente aulas de robótica. Na unidade, os desenvolvedores constataram grande adesão ao álbum: “Quando a gente perguntou [aos alunos], 80% da turma estava com o álbum de figurinhas”, lembrou Artur.
Segundo o coordenador, a decisão de restringir o uso ao público interno busca evitar contatos com desconhecidos. “Poderia muito bem hoje rodar dentro da cidade toda, mas, por segurança, eles colocaram a questão de não saber quem está do outro lado. Assim, eles fecharam hoje para dentro do colégio”, explicou.
Um dos participantes do desenvolvimento foi Arthur de Queiroz, de 14 anos, aluno do 9º ano. “Foi uma experiência muito legal, coletiva, uma forma bem divertida de criar esse aplicativo, que a gente teve com a Estação Tecnológica”, disse. Interessado em tecnologia e fã de futebol, ele avaliou que a vivência “abre as portas para a gente, pessoas que gostam da área, gostarem ainda mais, querer se aprofundar”. Arthur também destacou a troca entre turmas: “Durante o desenvolvimento do aplicativo, nós tivemos interações com pessoas de diversas salas, desde os sextos anos aos nonos anos. Isso foi bom para poder ver a visão de outras pessoas, o que elas pensam, ver a opinião de cada faixa etária”.
Fonte: G1 Globo
Source: G1 Globo

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