A vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL) assumiu a vaga de deputada federal pelo Ceará após a Mesa Diretora da Câmara declarar, nesta quinta-feira (9), a perda do mandato de Dayany Bittencourt (União Brasil-CE). As mudanças cumprem determinações da Justiça Eleitoral decorrentes da recontagem dos votos das eleições de 2022 e não exigem votação em plenário. No mesmo conjunto de decisões, a Câmara também formalizou a perda do mandato do deputado Paulão (PT-AL), em ato publicado em edição extra do Diário da Câmara. Dayany Bittencourt perdeu o mandato após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a anulação dos votos do suplente Heitor Freire (União Brasil-CE). Segundo o TSE, Heitor foi cassado por arrecadação e gastos ilícitos com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundo Eleitoral. Como Dayany havia obtido a vaga pelo quociente eleitoral do União Brasil, a retotalização alterou a distribuição das cadeiras e a composição da bancada cearense, transferindo a vaga ao PL. Priscila Costa recebeu 74.773 votos em 2022 e era a primeira suplente do PL. Com a recontagem dos votos e a mudança dos quocientes eleitoral e partidário, ela assume a cadeira e deve cumprir o mandato até 31 de janeiro de 2027, quando tomam posse os eleitos em 2026. A parlamentar já havia ocupado temporariamente uma vaga na Câmara, de junho a outubro de 2023, quando se afastou do cargo de vereadora para atuar como suplente do então deputado Yury do Paredão, posteriormente expulso do PL após aparecer em foto fazendo o gesto conhecido como “fazer o L”, associado ao apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Priscila Bezerra da Costa, 41 anos, é jornalista, mãe de quatro filhos e trabalhou em rádio, TV e assessoria de imprensa antes da carreira política. Eleita três vezes vereadora de Fortaleza, foi a mais votada da capital cearense e afirma nas redes sociais ter sido a vereadora mais votada do Nordeste no pleito de 2024. É presidente do PL Mulher no Ceará. No Legislativo municipal, foi eleita por três legendas: PRTB (2016), PSC (2020) e PL (2024). Em 2018 e 2022, concorreu a deputada federal, respectivamente pelo PRTB e pelo PL, sem se eleger. Em suas pautas, destaca a “defesa da família, da liberdade e dos valores cristãos”, além de projetos contra a “ideologia de gênero nas escolas” e iniciativas voltadas à liberdade econômica e à segurança pública. O nome de Priscila também entrou no centro de divergências internas do PL para 2026, após um vídeo publicado em 24 de junho pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro evidenciar um racha com o senador Flávio Bolsonaro. Em junho de 2025, Michelle apoiou publicamente a pré-candidatura de Priscila ao Senado pelo Ceará. Já Flávio tem agenda no estado nesta sexta-feira (10) para lançar a pré-candidatura ao Senado de Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes. Segundo Michelle, a pré-candidatura de Priscila teria sido previamente acordada com Jair Bolsonaro. No sábado (4), Priscila divulgou um vídeo defendendo a conciliação de nomes da direita e reforçando que a missão do partido é vencer os candidatos de esquerda nas eleições de 2026.
Fonte: G1 Globo
Source: G1 Globo

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