O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou, por 4 votos a 2, a validade da convenção estadual da Federação União Progressista que aprovou apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará. A ação foi proposta por União Brasil e Progressistas, partidos que compõem a federação, com o objetivo de anular a deliberação e liberar apoio a Elmano de Freitas (PT).
O julgamento começou na manhã desta terça-feira (4). As siglas argumentaram que, como ambas haviam votado pela aliança com Elmano, a federação — formada por elas — não poderia ter decidido pelo apoio a Ciro.
No curto processo, iniciado em 27 de julho, a direção nacional da federação se manifestou pela validade da convenção estadual, e o Ministério Público Eleitoral também opinou pela manutenção da decisão federativa.
Com a decisão do TRE-CE, a União Progressista permanece na coligação liderada por Ciro. A federação indicou o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio para vice-governador e o ex-deputado federal Capitão Wagner para disputar o Senado.
No estado, a federação é presidida por Capitão Wagner (União), opositor do governador Elmano de Freitas (PT) e candidato ao Senado na chapa de Ciro. Já os partidos integrantes são comandados por aliados de Elmano: o deputado federal AJ Albuquerque preside o Progressistas, e o deputado federal Moses Rodrigues dirige o União Brasil.
Em 26 de julho, em convenções separadas, mas realizadas no mesmo prédio, a federação e os partidos União Brasil e Progressistas tomaram decisões distintas. No dia seguinte (27), Progressistas e União Brasil ingressaram no TRE com ação para anular a decisão da federação. Em 28 de julho, a direção nacional da União Progressista afirmou que a convenção estadual é a instância competente para decidir sobre coligações majoritárias e que os partidos integrantes têm autonomia relativa, devendo se subordinar às deliberações dos órgãos federativos.
Em âmbito nacional, União Brasil e Progressistas decidiram formar a Federação União Progressista para potencializar candidaturas de seus filiados. A aliança foi firmada em 2025, com validade até 2029, e a Executiva nacional liberou as executivas estaduais para apoiar os candidatos locais que considerarem adequados.
Nas federações, os partidos atuam como um único ente político, compartilhando Fundo Partidário e tempo de televisão para fortalecer candidaturas proporcionais. A federação administra os recursos financeiros e o tempo de propaganda que caberiam individualmente às siglas — razão central da disputa no Ceará.
No estado, apoiadores e opositores do governo Elmano disputam o comando da federação há meses. A questão chegou à Justiça Eleitoral, que, em maio deste ano, confirmou Capitão Wagner como presidente estadual da União Progressista. A definição sobre o controle da federação impacta diretamente para qual candidatura — Ciro ou Elmano — serão direcionados o tempo de partido e os recursos do Fundo Partidário.
Fonte: G1 Globo
Source: G1 Globo

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