Um funcionário terceirizado de um hospital particular de Fortaleza, suspeito de crime sexual contra um policial militar internado após cirurgia, deixou a unidade antes do fim do plantão e foi detido em casa na quarta-feira (26), no Bairro José Bonifácio. O homem, identificado como maqueiro vinculado a uma empresa prestadora de serviços ao Hospital Uniclinic, foi localizado no Bairro Aerolândia, levado ao 25º Distrito Policial, prestou depoimento e, em seguida, foi liberado. A Polícia Civil instaurou inquérito por portaria para investigar o caso. O soldado, que teve a identidade preservada, recebeu alta na quinta-feira (27) e compareceu à delegacia para depor. Ele relatou que se internou para uma cirurgia ortopédica no joelho direito e recebeu raquianestesia, que bloqueia a dor e os movimentos da cintura para baixo. Ao despertar em uma sala após o procedimento, disse ter visto um funcionário com a mão dentro do seu short. Após a saída do suspeito, informou o ocorrido a uma enfermeira e acionou uma viatura da Polícia Militar. Três policiais realizaram buscas na unidade com base nas características repassadas, mas o suspeito já não estava no hospital. Em nota, o Hospital Uniclinic afirmou ter adotado as providências internas cabíveis desde a comunicação do fato, com levantamento e preservação de informações e registros, e disse estar à disposição das autoridades para esclarecer o caso. Ressaltou que o profissional em questão exercia a função de maqueiro, não é empregado do hospital e pertence a uma empresa terceirizada. A instituição declarou tratar com absoluta seriedade relatos que envolvam possíveis violações à dignidade, integridade ou segurança de pacientes, destacou que qualquer conclusão sobre responsabilidade individual depende da apuração regular, informou que não divulgará detalhes por respeito às pessoas envolvidas e ao sigilo das informações de saúde e reafirmou compromisso com a segurança dos pacientes e a colaboração com as investigações. Os advogados da vítima, Paulo Sidney Teixeira de Almeida e Dennis Rocha Passos Nunes dos Santos, disseram que o procedimento corre sob sigilo, que confiam no trabalho técnico da Polícia Civil do Ceará e que estão à disposição para colaborar, inclusive com requerimentos de diligências. Informaram ainda que atuam junto à diretoria e à ouvidoria do hospital para a preservação de todo o material probatório relevante, especialmente imagens de videomonitoramento e registros hospitalares. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social foi procurada e informou que o retorno seria dado pela Polícia Militar, que não havia se manifestado até a publicação.
Fonte: G1 Globo
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