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  • Estátua de 11 m ao Diabo no Ceará: quem é a líder religiosa que diz atender políticos e bancou R$ 100 mil no projeto

    Estátua de 11 m ao Diabo no Ceará: quem é a líder religiosa que diz atender políticos e bancou R$ 100 mil no projeto

    Uma estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo foi erguida no Palácio Estrela Negra da Quimbanda, em Taíba, distrito de São Gonçalo do Amarante, no litoral do Ceará. A responsável é a líder religiosa que se apresenta como Mãe Rainha das Trevas e se define como feiticeira dentro da quimbanda. Com quase 800 mil seguidores no Instagram, ela exibe rituais e compartilha os preceitos de sua fé, afirmando ser procurada por parlamentares interessados em vitórias eleitorais. A idade, diz, é “mistério”.
    O Palácio Estrela Negra da Quimbanda, onde ela mora, completou 29 anos de fundação em 25 de julho, mesma data escolhida para a inauguração da estátua. Antes de se estabelecer na propriedade em Taíba, ela viveu por quatro anos no bairro Montese, em Fortaleza, onde comandou a chamada “Casa dos Caixões”, pintada de preto e com quatro caixões no interior. Também se define como bruxa e, nas redes, adota o título de “Feiticeira dos políticos”.
    Segundo a líder, a obra custou cerca de R$ 100 mil, totalmente financiados por ela. O projeto foi assinado por um engenheiro civil e construído integralmente dentro de sua propriedade particular. Para evitar problemas legais, buscou todas as licenças necessárias. A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante confirmou que o templo está em conformidade com normas urbanísticas e ambientais, tendo recebido alvará e autorização inclusive da Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema), já que a área fica em uma Área de Proteção Ambiental (APA). “Na parte burocrática, eu mesma fui atrás de toda a liberação da construção e obtive, como qualquer cidadã brasileira pode chegar a qualquer prefeitura de seu município e pedir uma autorização para fazer uma construção em suas terras”, disse.
    Sobre a figura do demônio, ela afirma ter uma visão acolhedora: “Eu falo o nome demônio com muito amor, pois os demônios são bons, os demônios ajudam”. O palácio abre ao público uma vez por mês durante giras (rituais) e festas mensais, reunindo entre 200 e 300 pessoas. A líder também promove ações de caridade, como a doação anual de toneladas de carne provenientes de oferendas rituais e a distribuição de centenas de brinquedos no Dia das Crianças, em outubro. Apesar de ataques virtuais, ela diz não temer vandalismo: “Toda a minha comunidade sabe da minha fé, me respeita. Aqui nós mantemos muito a situação do respeito”.
    A quimbanda, prática que orienta seus seguidores, não é oficialmente reconhecida como religião. Assim como tradições de matriz africana, seus fundamentos são transmitidos oralmente, sem um livro sagrado. Barok, Tata N’ganga de Quimbanda brasileira (sacerdote e mestre ritualista), afirma que a quimbanda foi por muito tempo associada ao “eixo ruim” da umbanda, visão que ele atribui ao preconceito. Segundo ele, trata-se de um culto ancestral que busca evolução espiritual. Não há consenso sobre quando e onde surgiu; o nome teria sido emprestado de povos bantos, em que curandeiros eram chamados de “kimbanda”. Um dos pilares é a crença na reencarnação, vista como “castigo espiritual”. O objetivo, diz o sacerdote, é evoluir para não retornar a este mundo e, no plano espiritual, tornar-se exus e pomba-giras.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Colisão em rodovia do Ceará mata motociclista de 45 anos em Massapê; Polícia Civil investiga

    Colisão em rodovia do Ceará mata motociclista de 45 anos em Massapê; Polícia Civil investiga

    Um motociclista morreu neste sábado (1º) após a moto que conduzia colidir com outro veículo em uma rodovia na zona rural de Massapê, no interior do Ceará. A vítima, identificada como Francisco Tarcísio Braga, de 45 anos, conhecido como Tiquinho, morava na localidade de Tangente, em Massapê.

    Equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense foram acionadas e realizaram diligências no local do acidente. A Delegacia de Polícia Civil de Massapê conduz os trabalhos investigativos para esclarecer as circunstâncias do caso. Imagens cedidas por Sobral Online mostram o trecho da rodovia onde ocorreu a colisão.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • João Inácio Jr. retoma a trend ‘Será que?’ após internação por lavagem nasal incorreta

    João Inácio Jr. retoma a trend ‘Será que?’ após internação por lavagem nasal incorreta

    O apresentador cearense João Inácio Jr. retomou neste domingo (2) as gravações da trend viral ‘Será que?’ nas praças de Fortaleza, ao publicar um novo vídeo nas redes sociais. O retorno ocorre após a alta de uma internação iniciada em 19 de junho, motivada por uma infecção associada a um erro durante uma lavagem nasal.

    Segundo o comunicador, ele foi diagnosticado com mastoidite bilateral — infecção nos ossos atrás das orelhas e no ouvido —, recebeu alta 10 dias depois e permaneceu mais 5 dias em observação. O tratamento incluiu antibióticos de amplo espectro e sessões de fisioterapia para recuperar a mobilidade após vários dias no hospital.

    No vídeo deste domingo, João Inácio aparece retomando as dancinhas que popularizaram sua presença nas redes. Ele também voltou ao trabalho no programa Bafulê. “Estou muito feliz de estar de volta hoje à Rádio Verdinha e à TV Diário. Estava com muita saudade do meu público. A felicidade é imensa, porque, até dois dias atrás, eu estava em dúvida se poderia vir hoje trabalhar”, afirmou.

    Ao g1, o apresentador explicou que a mastoidite foi provocada pela realização incorreta de lavagens nasais. Ele reforçou que a prática é recomendada por médicos, desde que feita com cuidado: “A lavagem nasal é importante e recomendada, mas deve ser feita sem muita pressão ao soro, porque ele pode levar bactérias para onde não deveria”.

    Criador da trend ‘Será que?’ e com 50 anos de carreira, João Inácio Jr. foi o apresentador que passou mais tempo à frente dos telejornais da TV Verdes Mares, afiliada da TV Globo no Ceará.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Convite por telefone antecede ataque a tiros em praça de Fortaleza: um morto e dois feridos

    Convite por telefone antecede ataque a tiros em praça de Fortaleza: um morto e dois feridos

    Um homem de 30 anos, identificado apenas como Mateus, foi morto a tiros em uma praça no bairro Curió, em Fortaleza, neste sábado (1º). Outras duas pessoas ficaram feridas no ataque criminoso. Foto: Reprodução.

    A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou que os dois feridos foram socorridos e levados a um hospital. Não há informações sobre o estado de saúde deles.

    Segundo apuração da TV Verdes Mares, Mateus estava em casa quando recebeu uma ligação com um convite para ir à praça no Curió. Testemunhas relataram que, já no local, ele conversava com outras pessoas quando um homem desceu de um veículo e efetuou vários disparos contra o grupo.

    Equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense foram acionadas e estiveram na área da ocorrência. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, conduz a investigação.

    A SSPDS informou que a população pode contribuir com as apurações repassando informações pelos seguintes canais: 181 (Disque-Denúncia); WhatsApp (85) 3101-0181, com envio de mensagens, áudios, vídeos e fotografias; e pelo e-denúncia, no site do serviço 181. As denúncias também podem ser feitas ao telefone (85) 3101-7460, do DHPP. O sigilo e o anonimato são garantidos.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Disparos provocam panico na final de futsal no Ceara; policia investiga e ninguem fica ferido

    Disparos provocam panico na final de futsal no Ceara; policia investiga e ninguem fica ferido

    A final do futsal adulto das Olimpiadas Comunitarias em Limoeiro do Norte, no interior do Ceara, terminou em tumulto, correria e disparos neste sabado (1º). O jogo, disputado entre Bom Nome e Luiz Alves no ginásio publico do municipio, teve um desentendimento entre jogadores nos minutos finais. A arbitragem conteve o principio de confusao com a expulsao de um dos atletas, mas a situacao se estendeu para as arquibancadas, envolvendo pessoas das comunidades participantes. Policiais que faziam a seguranca do evento intervieram para dispersar o grupo e efetuaram tiros de advertencia, segundo a Prefeitura de Limoeiro do Norte, que divulgou uma nota de repudio no domingo (2). Ninguem foi atingido e nao ha registro de feridos, informou a gestao municipal. A Secretaria da Seguranca Publica e Defesa Social (SSPDS) afirmou que a Policia Civil do Ceara apura uma denuncia de disparos em via publica registrada no sabado (1º) no municipio. O orgao ressaltou a importancia do registro de Boletim de Ocorrencia para auxiliar as investigacoes e nao confirmou se os tiros partiram de policiais que atuavam na seguranca do evento. Equipes da Policia Militar do Ceara foram acionadas e estiveram no local, e o caso e investigado pela Delegacia de Policia Civil de Limoeiro do Norte. Videos publicados nas redes sociais mostram o momento dos disparos e o panico do publico, com pessoas correndo para deixar o ginasio. Em nota, a Prefeitura lamentou o ocorrido, repudiou atos de violencia e afirmou que as Olimpiadas Comunitarias buscam promover uniao, espirito esportivo, disciplina e respeito. A administracao municipal disse ainda que medidas estao sendo adotadas, em conjunto com os orgaos competentes, para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos, a fim de evitar a repeticao de episodios semelhantes em eventos esportivos.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Forró de favela: como dança deixou as periferias de Fortaleza e passou a ocupar novos espaços

    Forró de favela: como dança deixou as periferias de Fortaleza e passou a ocupar novos espaços

    Forró de favela: dança deixou as periferias de Fortaleza e passou a ocupar novos espaços

    A letra romântica combinada com passos mais lentos e movimentos conhecidos como “passinhos”, que exige um jogo de cintura envolvente. Esse é o “forró de favela”, dança que saiu das periferias de Fortaleza e está ocupando outros espaços na capital cearense.

    Diferente do forró tradicional, com rodopios rápidos e passos demarcados pelas batidas, o “forró de favela” faz o participante “sentir a letra”.

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    O termo é uma designação para o “forró romântico”, como explica o doutor em sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Marcelo Ribeiro.

    “O forró de favela é uma reconfiguração de práticas que já existiam nas comunidades periféricas de Fortaleza e de todo Brasil, que são os espaços de sociabilidade lúdica de lazer, que envolvem as músicas”, disse Marcelo Ribeiro.

    Apesar de parecer novidade para quem começou a ouvir o termo há alguns anos, o “forró de favela” surgiu nas periferias da capital cearense nos anos 1990, através das festas promovidas nas comunidades, comandadas por DJs.

    “Foi uma forma de resposta das classes populares, que queriam consumir o que era ouvido no rádio, mas não teriam condições de pagar para ir aos shows nas grandes casas. Por isso que o forró de favela tem uma estética própria, é uma reposta a uma demanda de mercado. […] Hoje existem bandas especializadas no forró romântico, que o álbum quase todo tem as músicas com métricas sonoras melódicas do forró de favela”, falou o sociólogo.

    Conforme Marcelo Ribeiro, com o advento das redes sociais, o “forró de favela” ganhou espaços fora da periferia.

    “O aumento da popularização do forró de favela se dá muito porque cada vez mais esses agentes periféricos estão ganhando espaços no debate social. Com esse grande parlatório digital essas figuras, que muitas vezes ficavam restritas a seus bairros, ganharam seguidores e com o que publicam vão ganhando mais adeptos”, disse Ribeiro.

    Grupo Complexo do Passinho promove aulas coletivas para ensinar a dança do “forró de favela” em Fortaleza. — Foto: Complexo do Passinho/ Arquivo pessoal

    A popularização na internet despertou o interesse de outras pessoas em aprender o “forró de favela” e levou a formação de grupos voltados a ensinar a dança.

    Entre esses grupos, está o Complexo do Passinho, fundado em 13 de fevereiro 2025, no Conjunto Tancredo Neves, no Bairro Jardim das Oliveiras, na capital.

    Uma vez na semana, às quintas-feiras, Dynha e os instrutores de dança se reúnem na sede de uma associação comunitária do bairro para receber o público. No período de cerca de duas horas e meia, os professores repassam os passos com os aprendizes.

    Para a fundadora do grupo de dança, o termo “forró de favela” não é algo pejorativo, mas sim uma forma de valorizar o local que essa dança foi desenvolvida. Porém, ela reconhece que esse nome pode causar preconceito.

    “Existe um preconceito para algumas pessoas, devido ao nome. Porém, isso em nenhum momento interfere ou descredibiliza o trabalho lindo que tem sido feito através do forró de favela, nem impedido de se tornar algo tão grande como está hoje. Em Fortaleza e na Região Metropolitana já são mais de 30 grupos nos bairros, cada um com a sua organização”, falou Dynha.

    Grupo Chama no Passinho, formado no Bairro Vicente Pizón, promove aulões de dança para comunidade. — Foto: Chama no Passinho/ Arquivo pessoal

    O grupo Chama no Passinho, formado no Bairro Vicente Pizón, também promove aulões de dança para comunidade.

    “O grupo surgiu em 2025, pois a gente [organizadores] gosta muito de dançar o forró de favela e aqui no Vicente Pizón o pessoal até conhecia, mas não sabia dançar, então resolvemos fazer esse projeto”, disse Kelly Karol, uma das instrutores.

    O coletivo se reúne três vezes na semana, para ministrar aulas no Vicente Pizón e no Bairro Serviluz.

    “Atualmente temos 20 professores, já o número de alunos é variado. Tem encontro que tem de 30 a 40 pessoas para aprender o forró de favela”, falou a instrutora de dança.

    Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

    Source: G1 Globo

  • Cílios luminosos e seres de vidro: expedição encerrada em Fortaleza encontra 31 espécies exóticas no fundo do oceano

    Cílios luminosos e seres de vidro: expedição encerrada em Fortaleza encontra 31 espécies exóticas no fundo do oceano

    Cientistas descobrem novas espécies marinhas na costa de Fortaleza

    Especialistas encontraram 31 espécies marinhas que podem ser animais nunca antes registrados pela ciência durante uma expedição em águas internacionais. Os pesquisadores ficaram em alto mar durante cerca de 15 dias e aportaram em Fortaleza no início de maio.

    Um estudo posterior vai confirmar se as criaturas são novas para a ciência ou se já foram catalogadas, mas um membro da expedição ouvido pelo g1 acredita serem espécies inéditas. Sendo espécie recém-descoberta ou não, o visual diferentão das criaturas chama bastante atenção.

    As imagens da expedição revelam características estranhas dos seres marinhos, que possuem tamanhos e cores variados. Um dos registros impressionantes mostra um polvo se alimentando de uma água-viva vermelha brilhante.

    Outra imagem mostra uma lula-de-vidro juvenil, uma serpente marinha que utiliza “cílios” brilhosos para se locomover e criaturas transparentes (veja abaixo).Os exploradores estudaram uma zona de difícil acesso do oceano que fica entre a camada iluminada pelo sol e o fundo do mar. A pesquisa foi realizada pelo Schmidt Ocean Institute, dos Estados Unidos, e envolveu o uso de tecnologias avançadas.

    Polvo engole água-viva em imagem flagrada durante expedição científica — Foto: Schmidt Ocean Institute/Divulgação

    🐙 A lista de descobertas inclui ainda:

    Renato Mitsuo Nagata, biólogo do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (IO – FURG) e um dos brasileiros que esteve na expedição, explicou ao g1 que a expedição reuniu pesquisadores de diversas partes do mundo, como Estados Unidos, Austrália, Japão e Índia. Da turma, dois eram brasileiros. A equipe utilizou uma embarcação considerada a “Ferrari” dos navios de pesquisas marítimas, a Falkor, disponibilizada pelo Schmidt Ocean Institute.

    Veja como era embarcação utilizada na expedição. — Foto: Schmidt Ocean Institute/Divulgação

    Durante os 15 dias a bordo, os pesquisadores puderam coletar e estudar no seu próprio habitat seres potencialmente inéditos e desconhecidos.

    “Para de fato provar que é uma espécie diferente, precisa analisar dados moleculares para descrever o DNA dessas espécies, comparar com o que já existe escrito na literatura disponível em bancos de dados, e também analisar a fundo a morfologia dessas espécies para ver se realmente conseguimos definir que são espécies ainda não descritas”, explica Nagata.

    Cientistas descobrem novas espécies no mar de Fortaleza. — Foto: Schmidt Ocean Institute/Divulgação

    Depois desse processo de análise, que pode durar anos, os cientistas iniciam outra etapa, a publicação de artigos. No entanto, as expectativas para as espécies encontradas nessa última expedição são boas:

    Os cientistas ainda estão começando a descrever todos os seres descobertos na viagem, mas a pesquisa revela uma abundância de organismos maior do que a esperada:

    “Para mim, foi fantástica a capacidade de exploração de dados que essa expedição pegou. Imagina, 20 anos atrás, pensar que você vai em poucos dias sequenciar o DNA completo de um organismo, algo que nós pudemos fazer graças aos equipamentos que foram utilizados”, comenta Renato.

    Cientistas descobrem 31 novas espécies marinhas no mar de Fortaleza; imagens impressionam — Foto: Schmidt Ocean Institute/Divulgação

    Cientistas descobrem novas espécies no mar de Fortaleza. — Foto: Schmidt Ocean Institute/Divulgação

    A zona explorada durante a expedição, conforme os estudiosos, é considerada uma das mais desafiadoras da terra, devido ao difícil acesso. É uma zona escura, extremamente fria, onde a luz solar não penetra e há muita pressão por causa do volume de água. 🥶

    Segundo Renato, a zona pesquisada é chamada de ‘mesopelágica’ e fica entre 200 e 1.000 metros de profundidade. O biólogo comenta que lá é tão frio que, se um ser humano cair por engano, o corpo congela imediatamente, parando todo o metabolismo. Por isso, eles contaram com um submarino remotamente dirigido para acessar a área:

    Outro desafio encontrado pelos cientistas era o contato com esses organismos, que geralmente possuem corpos moles e gelatinosos. Por isso, os pesquisadores contaram com uma combinação de análises genéticas e sistemas de imagens.

    Lula-de-vidro jovem foi descoberta a 779 metros de profundidade na costa de Fortaleza — Foto: Schmidt Ocean Institute/Divulgação

    A tecnologia permitiu, por exemplo, escanear os animais e criar imagens em 3D deles, tornando possível descrever a forma e a estrutura interna de alguns organismos. Em outros casos, os cientistas observaram os seres em ambientes controlados que simulavam o habitat natural.

    Outro exemplo do uso da tecnologia avançada durante a expedição é um microscópio especializado que funciona como uma ‘esteira aquática’ para o estudo de micróbios.

    Renato lista o conjunto de ferramentas avançadas de exploração, imageamento, genética e experimentação, utilizadas no projeto. Veja:

    Sifonóforo foi descoberto a 552 metros de profundidade na costa de Fortaleza-CE — Foto: Schmidt Ocean Institute/Divulgação

    Source: G1 Globo

  • Estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo custou R$ 100 mil para feiticeira: ‘A verba foi toda tirada do meu bolso’

    Estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo custou R$ 100 mil para feiticeira: ‘A verba foi toda tirada do meu bolso’

    Estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo é construída no Ceará

    A estátua em homenagem ao Diabo construída no Ceará custou R$ 100 mil. O investimento foi feito pela feiticeira Mãe Rainha das Trevas, como se identifica a líder de um grupo de quimbanda (entenda mais sobre a religião abaixo). O monumento fica localizado na Taíba, distrito de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Fortaleza.

    “A verba foi toda tirada do meu próprio bolso. Eu fiz ela toda com dinheiro próprio, num local próprio, que é meu, porque aqui as terras são minhas, o terreno é meu”, declarou a bruxa, que é chefe do Palácio Estrela Negra da Quimbanda .

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    Um engenheiro civil foi responsável pelo projeto. No entanto, Mãe Rainha das Trevas não quis informar quanto tempo levou para o monumento ficar pronto. “Aqui foi feito tudo dentro da minha propriedade, não é em um local público. Essa propriedade é particular e eu pedi autorização para fazer uma construção dentro da minha propriedade”, reforçou.

    O monumento fica em uma propriedade privada de posse da feiticeira. Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), disse que o templo religioso construído no distrito da Taíba cumpriu a legislação ambiental e urbanística e as normas estabelecidas pela legislação vigente.

    “Na parte burocrática, eu mesma fui atrás de toda a liberação da construção e obtive, como qualquer cidadã brasileira pode chegar a qualquer prefeitura de seu município e pedir uma autorização para fazer uma construção em suas terras”, explicou a líder religiosa.

    Estátua em homenagem ao Diabo, construída na Taíba, região metropolitana de Fortaleza. — Foto: Carlos Marlon/TVM

    A inauguração da estátua foi realizada durante uma cerimônia que comemorou os 29 anos da casa religiosa chefiada por Mãe Rainha das Trevas, no último dia 25 de julho. A feiticeira, como ela mesmo se denomina, não quis comentar a própria idade. Perguntada pelo g1, ela disse que é “mistério”.

    A feiticeira afirmou que a estátua do Diabo é a maior do mundo. No entanto, não existe nenhum registro oficial que confirme essa informação.

    “É a maior estátua do Diabo no mundo. Não existe outra estátua com essa dimensão. Eu procurei me informar”, garantiu a feiticeira. O templo religioso fica em uma área pacata de sítios, ruas de areia e brisa do mar.

    A prefeitura informou que “a emissão da Licença Ambiental e do Alvará de Construção pelo Município ocorreu em estrita observância à legislação, sendo concedida após a autorização do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA), por se tratar de um empreendimento localizado na Área de Proteção Ambiental (APA) das Dunas do Litoral Oeste”.

    O monumento foi erguido em uma propriedade privada da feiticeira Mãe Rainha das Trevas. — Foto: Carlos Marlon/TVM

    A Mãe Rainha das Trevas tem um perfil no Instagram onde acumula quase 800 mil seguidores e faz várias publicações sobre as práticas de magia que realiza. No perfil, ela mostrou a inauguração da estátua, o que rendeu comentários positivos de outras pessoas com fé parecida, mas também ataques preconceituosos.

    “Eu vivo num país laico, onde eu tenho o direito à liberdade religiosa, de professar aquilo que eu acredito. As pessoas têm que entender que o acreditar diferente do delas não pode ser tão julgado. Porque eu respeito tudo aquilo que é diferente do meu crer. E a única coisa que eu peço às pessoas é que elas respeitem também a minha fé”, comentou a feiticeira.

    ⚖️ A legislação brasileira define que é crime de intolerância religiosa quando envolve discriminação, preconceito, impedimento de direitos ou incitação ao ódio contra uma pessoa ou grupo devido à religião. A Lei nº 7.716/1989 determina punição para crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

    “Os comentários preconceituosos, eles não começaram na construção da maior imagem do Diabo no mundo. Eles começaram lá atrás, quando eu abri a Casa dos Caixões. Imagina uma casa, certo, numa comunidade, toda pintada de preto, com quatro caixões dentro, onde eu reverenciava a minha fé ao Diabo”, lembrou Mãe.

    Antes, ela era líder em um local chamado “Casa dos Caixões”, no bairro Montese, em Fortaleza — onde morou por quatro anos. Depois, ela se mudou para a propriedade na Taíba, onde construiu o Palácio Estrela Negra da Quimbanda.

    O palácio é aberto ao público, que pode participar, uma vez por mês, das giras (como são chamadas as sessões e rituais religiosos) e também das festas mensais que ela faz para homenagear alguma das entidades cultuadas. A feiticeira disse que cerca de 200 a 300 pessoas participam desses eventos.

    Apesar dos ataques virtuais, ela disse que não possui receio de ter a estátua vandalizada. “Toda a minha comunidade sabe da minha fé, me respeita. Aqui nós mantemos muito a situação do respeito”, disse.

    Mãe comentou que anualmente faz doações de toneladas de carne (frango, boi e bode) para aproveitar os animais sacrificados nos rituais. Ela falou também que realiza uma festa no Dia das Crianças, em outubro, com doação de centenas de brinquedos.

    A quimbanda não é reconhecida como uma religião. A prática é determinada como um culto a entidades como exus e pombagiras. Assim como religiões de matriz africana, os fundamentos do culto são repassados de forma oral, sem um livro específico que rege as regras, tal como a Bíblia, o Alcorão e o Torá.

    💡 Tata N’ganga de Quimbanda é uma espécie de mestre ritualista, sacerdote supremo, na prática da Quimbanda. ‘Tata’ significa “pai” ou sacerdote, na linhagem Congo-Angola. ‘N’ganga’ é o curador, feiticeiro, técnico de rituais ou mestre na manipulação de energias e espíritos ancestrais.

    Anteriormente, a quimbanda era vista como o “eixo ruim, do mal” da Umbanda. “E hoje, na verdade, a gente já entende que isso era uma mera história inventada, por pessoas que tinham um certo preconceito. A quimbanda é um culto ancestral no qual a gente busca evolução espiritual”, explicou Barok.

    O sacerdote disse que não existe um consenso sobre quando, onde e como a prática surgiu. “Até o nome dela foi tomado emprestado dos povos bantos, onde existiam os curandeiros das tribos, que se chamavam de ‘kimbanda’ [com a inicial ‘k’]; eram justamente os curandeiros daquelas aldeias, daquelas tribos, que faziam a arte da magia para curar”, reforçou o sacerdote.

    Um dos principais pilares do culto é a crença na reencarnação. No entanto, na quimbanda, esse processo é encarado como um “castigo espiritual”. “Como se fosse uma maldição, porque é um ciclo de que você morre, desencarna e você ainda volta pra essa terra, para ter que viver todo o mesmo processo de vida, onde você vai sentir dores, vai sentir emoções, vai sentir coisas ruins, vai sentir coisas boas”, detalhou Barok.

    “Nós, na quimbanda, procuramos evoluir nosso espírito dentro da religião para que nós não precisemos ter que voltar a este mundo. O nosso intuito é evoluir espiritualmente para que nós nos tornemos exus e pomba-giras, ou seja, para que a gente venha a ser agraciados no mundo espiritual”, complementou.

    Source: G1 Globo

  • Trabalhador de 44 anos é encontrado morto dentro de caixa d’água em Iguatu; suspeita é de queda de 8 m

    Trabalhador de 44 anos é encontrado morto dentro de caixa d’água em Iguatu; suspeita é de queda de 8 m

    Um trabalhador de 44 anos foi encontrado morto dentro de uma caixa d’água em construção na manhã deste sábado (1º), em Iguatu, no interior do Ceará. Ele atuava na instalação do reservatório, e a principal suspeita é de que tenha caído de aproximadamente 8 metros. O nome da vítima não foi divulgado.

    De acordo com relatório do Corpo de Bombeiros, um colega tentou contato com o trabalhador na noite de sexta-feira (31) para ter notícias dele, mas não conseguiu falar. Na manhã seguinte, foi ao local da obra e encontrou o corpo dentro do reservatório.

    A vítima realizava a aplicação de uma manta de vedação no interior da estrutura, situada no Distrito de José de Alencar. Segundo o colega, o homem morava em Crato, na região do Cariri, e era natural de Presidente Dutra, no Maranhão.

    O resgate ocorreu na manhã deste sábado e foi realizado pelo Corpo de Bombeiros, com apoio da Polícia e do Samu. A corporação informou que a operação exigiu trabalho minucioso devido à dificuldade de acesso ao recipiente, que ainda estava em construção.

    O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Iguatu, responsável pela obra, lamentou profundamente o acidente, manifestou solidariedade a familiares, amigos e colegas e informou estar à disposição para o que for necessário.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Vídeo flagra invasão de palco e toque sem consentimento em show da Forró Real no Ceará; banda repudia

    Vídeo flagra invasão de palco e toque sem consentimento em show da Forró Real no Ceará; banda repudia

    Um jovem invadiu o palco durante um show da banda Forró Real em Acaraú, no interior do Ceará, na madrugada de sexta-feira (31), agarrou a cantora Rayane Reall pela cintura e, antes de sair, deu um tapa e passou a mão nas nádegas da artista. As imagens registradas por uma testemunha mostram o momento da invasão. Seguranças tentaram retirar o homem, e Rayane, na intenção de evitar tumulto, aceitou tirar uma foto com o fã. Enquanto ela posava, ele tocou as nádegas da cantora sem consentimento. A artista reagiu imediatamente, afastou a mão do agressor, recuou e disse à plateia: “Rindo de nervoso. O que é isso, gente?”. Em seguida, o homem deixou o palco acompanhado por um segurança. As imagens foram borradas porque a identidade do jovem não foi divulgada e não há confirmação se ele é maior de idade. Até o momento, não há informações sobre a identificação dele. A banda Forró Real era a última atração da festa de 177 anos de emancipação política de Acaraú. A prefeitura do município não se manifestou. Praticar ato libidinoso, como tapa ou toque em partes íntimas, sem consentimento, pode configurar o crime de importunação sexual. No sábado (1º), a banda publicou nota de repúdio a qualquer atitude que desrespeite a integridade, a dignidade e os limites de uma mulher e prestou solidariedade à cantora. “Manifestamos nossa total solidariedade e apoio à nossa cantora, reafirmando que o Forró Real não tolera qualquer forma de assédio, desrespeito ou comportamento inadequado. Respeito é indispensável. Dentro e fora do palco”, afirmou o grupo. A cantora Rayane Reall não se manifestou sobre o caso.

    Fonte: G1 Globo

    Source: G1 Globo