O São João de Maracanaú 2026 começa nesta sexta-feira, 29 de maio, e segue até 27 de junho. Entre as atrações confirmadas estão Wesley Safadão, Bell Marques, Raça Negra, Gusttavo Lima, Simone Mendes, Limão com Mel, Magníficos e Taty Girl. Neste ano, o evento adota o tema ‘O País do Futebol, quem domina é o forró’.
Além dos grandes shows, a festa se estende durante a semana na Cidade Junina, onde acontecem as disputas entre quadrilhas. O espaço fecha às segundas-feiras para manutenção. É nesse cenário que empreendedoras como Marilia Alexandre, de 44 anos, e Cecília Cesário, de 53, enxergam a chance de ampliar a renda familiar e garantir fôlego para todo o ano.
Há 16 anos, Cecília monta a própria barraca no festival, vendendo salgados, bolos, comidas típicas e bebidas quentes e geladas. ‘Eu não me vejo me divertindo, eu me vejo empreendendo’, afirma. Ela observa o crescimento do público de fora do estado à medida que atrações de maior apelo são anunciadas. Em 2025, a estimativa de público foi de cerca de 2,7 milhões de pessoas.
Impressão semelhante tem Marilia, que atua no segmento de alimentação e vê no São João uma vitrine para novos públicos. ‘A gente está de frente para novos públicos. Vem gente de todos os cantos’, diz. Para 2026, ela destaca o reforço na segurança, com videomonitoramento e reconhecimento facial, além da campanha de divulgação que associa os festejos ao período da Copa do Mundo. ‘Vamos honrar ao máximo a oportunidade’, afirma.
Segundo Júnior Gadelha, secretário municipal do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo de Maracanaú, o evento deve gerar mais de 4.500 empregos diretos e indiretos. Ao todo, 1.500 empreendedores foram credenciados por edital público para atuar nos segmentos de gastronomia, bebidas, artesanato, comércio e serviços. Gadelha estima que a festa movimente cerca de R$ 100 milhões na economia local e projeta a recuperação desses números em 2026, com ampliação das oportunidades.
Marilia mantém 10 funcionários ao longo do ano, número que pode chegar a 50 durante o período junino, conforme a demanda. Ela emprega majoritariamente familiares e mães solo, muitas em faixas etárias mais altas e com maior dificuldade de inserção no mercado formal. De forma conservadora, calcula faturar cerca de R$ 200 mil no mês de festa, quantia reinvestida em equipamentos, vitrines, prateleiras e maquinário.
Cecília relata média de R$ 10 mil brutos por noite — com picos nos fins de semana —, renda que sustenta a família. Sua equipe também é familiar, com funções previamente definidas para cada integrante.
A preparação começa meses antes. Tanto Cecília quanto Marilia passaram pela Sala do Empreendedor de Maracanaú. Em parceria com o Sebrae, o município ofertou cerca de 16 cursos nas áreas de atendimento, gestão, finanças, marketing e mercado. Após as aulas, há uma etapa com palestras e orientações sobre atendimento ao cliente, organização dos espaços e normas sanitárias exigidas nos eventos, explica Deisiane Nogueira Dias, agente de desenvolvimento da Sala do Empreendedor.
Com a abertura da temporada, a Cidade Junina volta a receber público e competições, enquanto empreendedores locais transformam o período festivo em oportunidade de negócio.
Fonte: G1
Source: G1