A cada 4 horas: influenciadora cearense com doença rara relata metástase e uso de morfina

A influenciadora cearense Káh Felipe, diagnosticada com Xeroderma Pigmentoso (XP), revelou ter metástase em fase terminal que atinge ossos, fígado e pulmão. Para controlar as dores, ela recebe doses de morfina a cada quatro horas. Quando a medicação não é suficiente, é levada à emergência do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), onde recebe cuidados paliativos.

O diagnóstico da metástase foi confirmado há um mês. Segundo a influenciadora, a médica estimou uma sobrevida entre seis meses e dois anos. Káh afirma que hoje se considera “uma paciente paliativa em fase terminal”.

Karine (nome de batismo de Káh) apresentou os primeiros sinais da doença aos três anos de idade, com manchas inicialmente confundidas com sardas. Com o avanço do quadro, surgiram tumores cutâneos. Nas redes sociais, ela compartilha a rotina e os desafios de conviver com a condição rara. É casada, tem uma filha e reúne mais de 630 mil seguidores no Instagram.

Em vídeo recente, Káh disse: “Infelizmente, está no estado muito avançado, que, infelizmente, com a medicina, não tem mais jeito, não tem mais cura”. Ela reiterou que recebeu da médica a previsão de seis meses a dois anos de vida. No mesmo conteúdo, o marido, Edmilson Alcântara, desabafou sobre o impacto do diagnóstico: “Eu tô vendo a mulher mais forte desse mundo desmoronar, chorar, se perguntar por quê. Eu fico revoltado. Eu não sei o que fazer. Eu não tenho o que fazer. Eu não posso fazer nada a não ser dar o meu apoio e ser o mais forte que eu conseguir no meio disso tudo. Embora, muitas vezes, em vez de ser a força, eu sou a fraqueza, porque eu choro mais do que ela”. O casal usou as redes sociais para relatar o estado de saúde (Foto: Redes sociais/Reprodução).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o Xeroderma Pigmentoso é uma doença genética, não contagiosa, que afeta igualmente homens e mulheres e se caracteriza por extrema sensibilidade à radiação ultravioleta. A SBD informa que o envolvimento neurológico pode ocorrer em alguns casos, mas é raro. A prevalência estimada, segundo estatísticas norte-americanas e europeias, é de 1 para 1 milhão, e há transmissão hereditária para familiares.

A entidade ressalta que o XP não é transmitido por contato físico ou por secreções e aerossóis. Pessoas com a doença podem conviver socialmente e frequentar ambientes públicos, como escolas e creches, desde que adotem rigorosa fotoproteção, sem risco para terceiros. O tratamento inclui a remoção de tumores e terapias tópicas com medicações apropriadas. No aspecto emocional, a SBD destaca a importância do apoio social e da compreensão, reforçando que, com prevenção e fotoproteção, os portadores devem participar das atividades de sua comunidade.

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Fonte: G1 Globo

Source: G1 Globo

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