Um policial militar morreu nesta quarta-feira (10) após passar mal durante o X Curso de Operações Táticas Rurais (Cotar), promovido pela Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp) do Ceará, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza. Outro agente que participava da mesma capacitação segue internado. O cabo Anderson Weverton de Lima Nunes, de 35 anos, foi hospitalizado na terça-feira (9), um dia após o início das atividades, e levado ao Hospital Municipal de Caucaia. Ele foi intubado, mas não resistiu e morreu na unidade. Em nota, a Aesp lamentou a morte, informou que o policial passou mal durante uma instrução prevista na matriz do curso e que recebeu atendimento imediato das equipes de socorro no local, sendo encaminhado em seguida ao hospital. A instituição determinou a instauração de investigação preliminar para apurar o ocorrido em todas as suas circunstâncias. Este é o segundo caso de morte em curso das forças de segurança cearenses em dois meses. Em abril, o soldado Evandro Jordson de Sousa Marques, de 28 anos, faleceu após passar mal em outra formação. O cabo Anderson Weverton integrava o Batalhão de Choque e estava lotado na Companhia de Distúrbios Civis do Comando de Polícia de Choque. A Polícia Militar divulgou nota de pesar, e a Associação dos Profissionais da Segurança (APS) também se manifestou sobre o falecimento. Outro policial militar, um soldado que participava do mesmo curso, passou mal na terça-feira durante uma atividade. Ele foi socorrido ao Hospital Municipal de Caucaia e, posteriormente, transferido para um hospital particular de Fortaleza. O estado de saúde é estável, segundo a Aesp. O treinamento começou na segunda-feira (8) e reúne 75 policiais militares — 73 do Ceará e dois do Piauí. Com carga de 444 horas-aula, a formação inclui disciplinas como sobrevivência em área de caatinga, patrulha rural, combate em ambiente confinado, planejamento de operações, rastreamento e contrarrastreamento, além de noções de emprego do caçador. O objetivo é formar operadores aptos a atuar no Comando Tático Rural, uma das companhias do Batalhão Especializado em Policiamento do Interior (Bepi), e qualificar policiais para operações de alto risco no interior do estado, especialmente no enfrentamento a grupos criminosos armados em áreas rurais, serranas e de mata.
Fonte: G1
Source: G1

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