Imagens de câmeras de segurança registraram uma briga generalizada entre jogadores e vizinhos em 1º de janeiro de 2026, no Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), um dos vizinhos sofreu deformidade permanente no nariz e problemas respiratórios após ser mordido durante o confronto. O órgão denunciou o argentino José María Herrera por lesão corporal grave e injúria racial.
A confusão ocorreu na casa do também argentino Eros Mancuso, então morador de um condomínio de luxo, onde ele, Herrera e Tomás Pochettino comemoravam o Réveillon com outras pessoas. De acordo com relatos, a discussão começou após reclamações de vizinhos sobre som alto.
A vítima, vizinho de Mancuso, recebeu atendimento médico no dia do episódio. Relatório ao qual a reportagem teve acesso indica “presença de perda de substância em região nasal, com bordas irregulares e comprometidas, caracterizando lesão de maior complexidade”. Por risco elevado de infecção, necrose tecidual e deformidade facial, ele foi submetido a cirurgia.
Nas imagens, aparecem Herrera, Mancuso e Pochettino, além de dois moradores que reclamaram do barulho, duas mulheres e dois amigos dos atletas, cujas identidades não foram divulgadas. Em denúncia, o MPCE afirma que, em determinado momento, Herrera imobilizou um dos vizinhos e “passou a desferir-lhe sucessivos golpes, extrapolando manifestamente os limites de uma eventual reação defensiva”. O órgão também aponta que o jogador dirigiu ofensas de cunho racial aos dois vizinhos, chamando-os de “brasileiro de m*” e “brasileiros filhos da p*”.
O MPCE pediu à Justiça que o atleta pague, no mínimo, R$ 5 mil por danos materiais, morais e psicológicos sofridos pela vítima, além de R$ 45 mil pela gravidade das lesões.
Herrera deixou o Fortaleza no fim de janeiro deste ano para atuar pelo RB Bragantino, de São Paulo. A defesa do atleta não foi localizada até a publicação desta matéria. O MPCE decidiu não denunciar Tomás Pochettino por entender que ele agiu em legítima defesa.
Mancuso alegou que os vizinhos xingaram os jogadores, fizeram comentários xenófobos em razão de eles serem argentinos e provocaram usando o rebaixamento do Fortaleza para a Série B do Brasileirão de 2026. Testemunhos e registros indicam que houve socos, chutes, cadeirada e a mordida no nariz atribuída a Herrera, que, segundo a vítima, teria causado ferimento grave.
Entenda o caso:
– Início da confusão: a briga começou na casa de Eros Mancuso. Vizinhos reclamaram do som alto, e, sem que o pedido fosse atendido, um deles entrou no imóvel para reforçar a reclamação.
– Provocações: segundo Mancuso, os vizinhos xingaram os jogadores, fizeram comentários xenófobos e usaram o rebaixamento do Fortaleza em 2026 para provocar.
– Nível das agressões: além de socos e chutes, o vizinho que reclamou do barulho afirmou ter sido mordido no nariz por José María Herrera; ele passou por cirurgia e corria risco de infecção e deformidade.
Fonte: G1
Source: G1

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