Autor: admin

  • Novas imagens e apelo público: polícia britânica traça últimos passos de brasileira desaparecida há 120 dias

    Novas imagens e apelo público: polícia britânica traça últimos passos de brasileira desaparecida há 120 dias

    A Polícia de Essex divulgou neste sábado (4) um novo vídeo sobre o desaparecimento da brasileira Vitória Figueiredo Barreto, que completa 120 dias sem ser encontrada. O material reúne os últimos deslocamentos conhecidos da estudante e apresenta gravações inéditas de uma pessoa que os investigadores afirmam acreditar fortemente ser a brasileira de 31 anos, registradas na cidade de Brightlingsea nos dias 3 e 4 de março.

    No vídeo, a corporação informa que, apesar de meses de buscas e investigações, Vitória continua desaparecida. Os policiais pedem que o público assista às imagens, compartilhe o conteúdo e tente se lembrar de qualquer detalhe que possa auxiliar nas apurações. “Mesmo o menor detalhe pode ajudar a encontrar respostas para os familiares de Vitória”, diz a nota da polícia. Informações podem ser enviadas por meio do portal criado para o caso ou pelo telefone 101, destinado a atendimentos não emergenciais no Reino Unido.

    Vitória desapareceu em 3 de março, após sair da Universidade de Essex, no sudeste da Inglaterra. O último contato com familiares e amigos ocorreu no mesmo dia. As buscas físicas foram encerradas em 20 de março, e a investigação passou a se concentrar na coleta e análise de evidências. Na atualização oficial mais recente, de 5 de maio, a Polícia de Essex orientou moradores a verificarem garagens, galpões e outras estruturas onde a brasileira poderia ter buscado abrigo. Segundo a família, os investigadores já analisaram parte dos dados bancários de Vitória.

    De acordo com familiares, a principal linha de investigação considerada pela polícia é a de que Vitória permaneça em terra firme. Uma das hipóteses é que ela tenha sido encontrada por alguém enquanto estava em situação de vulnerabilidade e, posteriormente, possa ter sido vítima de ação criminosa. Outra possibilidade levantada é o uso de uma embarcação que foi localizada à deriva por volta do meio-dia de 4 de março, próxima à costa de Bradwell-on-Sea. Até o momento, porém, o paradeiro da brasileira segue desconhecido.

    Os últimos passos confirmados de Vitória aparecem em imagens de câmeras de segurança que a mostram nas proximidades da marina de Brightlingsea, na madrugada de 4 de março. O vídeo divulgado neste sábado acrescenta novas gravações feitas na cidade nos dias 3 e 4 de março, nas quais os investigadores acreditam que a pessoa registrada seja a psicóloga cearense. Desde o início do caso, a polícia colheu depoimentos, realizou buscas em terra e na água e solicitou acesso a dados relacionados à estudante para reconstruir seus movimentos.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Resgatada aos 62 anos: mulher trabalhava sem salário desde os 7 em condomínio de luxo na Grande Fortaleza

    Resgatada aos 62 anos: mulher trabalhava sem salário desde os 7 em condomínio de luxo na Grande Fortaleza

    Uma imagem divulgada registra o momento que antecedeu o resgate de uma trabalhadora em um condomínio de luxo na Região Metropolitana de Fortaleza. Uma mulher de 62 anos foi retirada do local na última quinta-feira (2), após ser encontrada em condições análogas à escravidão. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), ela servia à mesma família desde os 7 anos de idade, sem salário mensal; a empregadora afirmou que a criança “foi dada pela mãe”. Os auditores concluíram que a trabalhadora permaneceu por mais de 50 anos sem remuneração, em dependência econômica, privada de oportunidades educacionais e mantida continuamente no mesmo núcleo familiar desde a infância, “elementos que caracterizam grave violação à dignidade humana”. De acordo com a investigação, a mulher chegou à residência da família em 1971, aos 7 anos, e atravessou três gerações sem interrupção das atividades. No momento do resgate, ela estava na casa da bisneta da primeira empregadora, responsável pelos cuidados cotidianos de duas crianças, de 11 e 7 anos, além de preparar refeições e executar todas as tarefas domésticas essenciais ao funcionamento da residência. A rotina começava por volta das 4h30, com o preparo do café e a organização da saída das crianças para a escola, seguindo ao longo do dia com limpeza, preparo de alimentos, organização da casa e acompanhamento dos menores. Mesmo hipertensa e com episódios recorrentes de mal-estar em situações de estresse, mantinha as atividades. Ao chegar em 1971, ainda criança, passou a executar serviços domésticos junto com a irmã, cuja idade não foi confirmada. Enquanto os filhos da empregadora frequentavam a escola e tinham acesso à educação formal, as irmãs não tiveram o mesmo direito. Em 1982, a trabalhadora mudou-se para a casa da filha da antiga patroa quando esta constituiu família, assumindo as atividades domésticas e a criação dos três filhos do casal. Em 2014, foi novamente transferida para outro imóvel do mesmo grupo familiar, passando a cuidar da geração seguinte e acumulando as tarefas da casa com o cuidado diário das crianças. A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) identificou que, em toda a trajetória, não houve remuneração regular, autonomia financeira nem acesso a oportunidades educacionais e patrimoniais semelhantes às da família empregadora. A vítima estava inscrita no Cadastro Único e recebia o Programa Bolsa Família, no valor de R$ 600 mensais; a fiscalização constatou que a empregadora realizava os saques e, posteriormente, entregava os valores à trabalhadora. A AFT estima que, somando salários não pagos, férias, 13º, FGTS, verbas rescisórias e horas extras pela supressão sistemática de descansos semanais, os créditos trabalhistas ultrapassam R$ 1,5 milhão. O vínculo de emprego considerado foi a partir de 21 de julho de 2014, quando a mulher chegou à última residência onde prestou serviços. O Ministério Público do Trabalho firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) pelo qual os empregadores assumiram obrigações destinadas à proteção social da trabalhadora. O acordo também prevê complementação financeira de até R$ 12 mil caso ela complete 64 anos sem acesso ao benefício previdenciário. O TAC estabelece que as obrigações assumidas não implicam quitação integral dos direitos, permanecendo possível a cobrança judicial de créditos trabalhistas e indenizações eventualmente não satisfeitos.

    Fonte: G1 Globo

    Source: G1 Globo

  • Navio africano segue atracado com tripulantes no Ceará há 3 meses após resgate em alto-mar e morte de capitão

    Navio africano segue atracado com tripulantes no Ceará há 3 meses após resgate em alto-mar e morte de capitão

    Sem visto, nove tripulantes permanecem em navio africano atracado no Porto de Fortaleza

    Um navio africano permanece há 3 meses atracado no Porto do Mucuripe, em Fortaleza, com a tripulação que se nega a voltar para casa sem o navio. Nove tripulantes estão morando dentro da embarcação, mas já conseguiram autorização para circular pela cidade. O barco só será liberado para retornar ao país de Senegal pela Marinha do Brasil quando todos os problemas forem reparados.

    A embarcação NW Aidara fazia uma viagem costeira de 500 km do Porto de Dakar, no Senegal, para Guiné-Bissau, na África Ocidental. A previsão era que a viagem durasse dois dias. No entanto, o barco, por conta de falhas mecânicas e hidráulicas, ficou 50 dias à deriva do oceano Atlântico. O navio-tanque atracou em Fortaleza em 27 de março após ser resgatado pela Marinha.

    ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp

    Desde então, o grupo segue na cidade. Os africanos chegaram com problemas de saúde e precisaram ser levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O então capitão da embarcação, o ganense Charles Ray Annam, de 68 anos, foi destituído do cargo ainda com o barco à deriva no oceano, em razão da saúde fragilizada. Quando o grupo chegou em terra firme, ele precisou de atendimento hospitalar e morreu dias depois, em 9 de abril, na UPA onde foi atendido.

    O destino do corpo de Charles também virou um impasse. A informação inicial era de que a família dele teria pedido para que fosse feito o enterro na capital cearense. No entanto, o judiciário emitiu atestado de óbito apenas no dia 3 de junho, para o corpo voltar a Gana.

    A empresa responsável pelo barco pagou o translado a uma funerária para levar o corpo ao país de origem. Nesta sexta-feira (3), o corpo de Charles Ray se encontrava no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, à espera de um avião com especificidades para transportar uma pessoa morta.

    Navio africano ficou quase dois meses à deriva. — Foto: Divulgação/Marinha do Brasil

    O advogado José Anchieta Filho, representante da empresa responsável pela embarcação e pela tripulação, afirma que um dos donos do barco está junto com a tripulação desde quando saíram de Senegal. A tripulação só irá sair de Fortaleza com os reparos do navio, que seguem em curso, segundo o advogado.

    De acordo com Anchieta, a empresa segue prestando todo apoio aos tripulantes. Ele cita que a alimentação e a acomodação foram as primeiras garantias asseguradas. O advogado fala ainda que uma televisão foi instalada dentro do navio para que os navegantes acompanhem a Copa do Mundo de Futebol.

    A Capitania dos Portos do Ceará, da Marinha do Brasil, afirma em nota que ainda não recebeu do proprietário ou de qualquer integrante da tripulação do navio NW Aidara a informação de que o sistema de governo/propulsão do navio tenha sido reparado.

    Segundo a Capitania, tão logo a embarcação esteja apta para navegar, bem como as deficiências apontadas pelo Grupo de Vistoria e Inspeção tenham sido sanadas, o navio poderá retornar ao seu país de origem, no que tange à responsabilidade da autoridade marítima.

    Sobre os reparos, o advogado cita que tudo o que a Marinha pediu está sendo feito e que a maioria das peças vem de fora do estado. O barco salva-vidas e a embarcação auxiliar do navio precisam de reforma e de um certificado que é emitido no Rio Grande do Norte.

    Anchieta diz ainda que os fogos de sinalização já foram comprados em São Paulo e que buscam uma transportadora para trazê-los. Segundo ele, há uma dificuldade diante da periculosidade dos explosivos.

    Diante da alegação de abandono da embarcação, o Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE) ajuizou uma Ação Civil Pública para investigar a garantia de direitos dos migrantes e da empresa responsável pela embarcação e pela tripulação. Uma audiência está marcada para 16 de julho e será realizada pela 5ª Vara Trabalhista.

    Tripulantes foram atendidos em UPA. — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

    O comandante do navio africano que ficou à deriva no Oceano Atlântico por quase dois meses morreu no dia 9 de abril, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Praia do Futuro, segundo a Secretaria de Direitos Humanos do Estado (Sedih). Ele era natural de Gana e tinha 68 anos.

    Jamina Teles, gestora de Política Estadual para Migrantes, Refugiados e Apátridas e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Sedih, informou ao g1, em entrevista concedida no dia 8 de abril, que a tripulação foi informada por psicólogos sobre a morte do idoso, no dia seguinte.

    Segundo ela, o homem já chegou a Fortaleza com quadro de saúde debilitado e confusão mental, depois de quase 2 meses em alto-mar. Ele também foi substituído no comando do navio antes de a embarcação ser rebocada ao porto da capital cearense pela Marinha do Brasil, devido a situação de saúde.

    Jamina revelou também ao g1 que o holândes que estava junto da tripulação voltou ao país de origem esta semana. O restante da tripulação – oito ganeses e um albanês – permaneceram embarcados no navio.

    Conforme Jamina , também foi oferecida ajuda junto aos órgão competentes pra repatriação dos tripulantes, que também foi recusada. A expectativa do Estado era que técnicos da empresa viessem ao Brasil para consertar os problemas que resultaram na pane do navio.

    “Nós oferecemos apoio logístico junto aos consulados. Nenhum teve interesse em voltar ao país de origem. A tripulação quer consertar o navio e seguir a rota de viagem rumo à Guiné-Bissau”, comentou Jamina à época.

    O navio de origem africana, que ficou à deriva no Oceano Atlântico e precisou ser rebocado para o Porto de Fortaleza em 27 de março, tinha uma tripulação de 11 pessoas, das quais 9 são naturais de Gana, na África; um é dos Países Baixos e outro da Albânia, na Europa.

    Dos 11 tripulantes, apenas os dois europeus têm visto para circular no Brasil, por isso, eles podem andar na capital cearense. Já os 9 ganenses não possuem visto e, por esse motivo, só podem transitar por território brasileiro na companhia de uma autoridade.

    Conforme apuração da TV Verdes Mares, o tripulante holandês ficou hospedado em um hotel, com recursos próprios, antes de viajar para o seu país de origem.

    O navio é de propriedade de uma empresa da Mauritânia, mas partiu do país vizinho, Senegal, com destino a Guiné-Bissau, onde seriam providenciadas atualizações documentais relacionadas ao novo proprietário do navio. A viagem deveria durar cerca de 48 horas.

    À TV Verdes Mares, o capitão do navio, John Wesley Stuart, contou que o navio teve um problema hidráulico após deixar o Porto de Dacar (capital de Senegal) e a tripulação encontrou dificuldades técnicas para se comunicar.

    Quando estavam no meio do Oceano Atlântico, eles conseguiram contatar um navio holandês, que não conseguiu rebocá-los, mas ofereceu ajuda para acionar a Marinha do Brasil para rebocá-los, uma vez que naquele momento a costa brasileira já era mais próxima a qual o navio africano poderia recorrer.

    No dia 9 de março, o Navio-Patrulha Oceânico Araguari, da Marinha do Brasil, foi enviado para interceptar o navio africano, a fim de estabelecer comunicações, avaliar o estado da tripulação e, caso necessário, prestar apoio com suprimentos.

    Ao mesmo tempo, o navio Corveta Caboclo saiu de Salvador (BA) e chegou em Fortaleza (CE) para também encontrar o navio africano.

    Alguns dias depois, o Navio Rebocador de Alto-Mar Triunfo desatracou do porto de Natal (RN), resgatou o navio estrangeiro e o levou para o Porto de Fortaleza. A embarcação chegou a capital cearense dia 27 de março.

    De acordo com a Polícia Federal, os tripulantes foram resgatados com condições mínimas de higiene, restrições no acesso à água potável, elevado nível de estresse psicológico e falta de comunicação com familiares.

    Source: G1 Globo

  • Metrô de Fortaleza adota dois vagões exclusivos para mulheres na Linha Sul; saiba o que muda

    Metrô de Fortaleza adota dois vagões exclusivos para mulheres na Linha Sul; saiba o que muda

    O Metrô de Fortaleza passou a operar, a partir desta sexta-feira (3), com dois vagões exclusivos para mulheres em todas as composições da Linha Sul. Segundo o Metrofor, a medida integra as ações de combate à importunação sexual no transporte público.

    Todos os trens que circulam na Linha Sul contam agora com dois vagões devidamente sinalizados para uso feminino. O espaço reservado às mulheres corresponde a um terço de cada composição. Os demais vagões permanecem como áreas mistas, acessíveis a homens e mulheres.

    A companhia ressaltou que a implantação dos vagões exclusivos não restringe o direito de circulação das passageiras, que seguem livres para utilizar qualquer área do trem, optando pelo vagão feminino ou pelos espaços compartilhados.

    Nos primeiros dias de operação, equipes da Metrofor estão em campo orientando os usuários para a correta ocupação dos vagões e promovendo uma campanha educativa. Posteriormente, os profissionais atuarão na fiscalização para garantir o cumprimento da diretriz.

    A exclusividade dos vagões femininos não tem restrição de dias e horários: vale durante todo o expediente operacional da Linha Sul, de segunda a sábado.

    Fonte: G1 Globo

    Source: G1 Globo

  • Zema diz ser ‘erro’ aliança do PL com Ciro no Ceará e cumpre agenda de 3 dias com Girão

    Zema diz ser ‘erro’ aliança do PL com Ciro no Ceará e cumpre agenda de 3 dias com Girão

    Em Fortaleza, o pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), classificou como “erro” a aproximação do PL com Ciro Gomes no Ceará e afirmou que as divergências internas do partido não devem enfraquecer o apoio a ele no estado.

    Zema chegou ao Ceará nesta sexta-feira (3) para três dias de compromissos, acompanhado do senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato do partido ao Executivo estadual. Questionado sobre os movimentos do PL no estado, declarou: “Eu vejo, opinião minha, um erro do PL estar caminhando junto com um candidato que está longe de ter um histórico que é aquilo que o PL diz defender”. Em seguida, ponderou: “Divergências de opiniões existem até entre marido e mulher, até entre irmãos. O que dizer entre partidos políticos e mesmo um partido que está presente em todo o Brasil?”.

    No PL, há divergências regionais e nacionais sobre as preferências para os cargos de governador e senador no Ceará. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aponta Eduardo Girão e Priscilla Costa como melhores opções. Já André Fernandes, presidente do PL no estado, apoia Ciro Gomes e Alcides Fernandes, seu pai, para governo e Senado, respectivamente. O grupo de André tem o apoio de Flávio Bolsonaro.

    Zema também afirmou: “Isso até demonstra que partidos políticos no Brasil não têm nenhuma proposta coerente, exceto, talvez, o Novo”.

    O senador Eduardo Girão avaliou o cenário local: “Eu avalio a política atual do Ceará como uma indução a um ‘Clássico-Rei’ para que a população não perceba que são as mesmas figurinhas carimbadas de sempre. E ache que são projetos antagônicos. Não são projetos antagônicos”.

    A agenda de Zema no estado inclui, nesta sexta-feira, almoço e palestra a convite da Associação de Jovens Empresários de Fortaleza (AJE) e uma visita à Escola Cívico-Militar Presidente Tancredo Neves (ECIM), em Maracanaú, na Região Metropolitana. No sábado, ele vai a Caucaia para mais um lançamento regional do movimento “Ceará Tem Jeito”, no Grêmio Recreativo do município. No domingo, encerra a passagem pelo Ceará com visita ao Mercado São Sebastião, no Centro de Fortaleza.

    Crédito da imagem: Ismael Soares/SVM.

    Fonte: G1 Globo

    Source: G1 Globo

  • Aos 77, aposentada conclui 2ª faculdade com ajuda da mãe de 98 e planeja seguir estudando

    Aos 77, aposentada conclui 2ª faculdade com ajuda da mãe de 98 e planeja seguir estudando

    A aposentada Marivan Ferraro, 77 anos, concluiu sua segunda graduação no Ceará e participa, nesta sexta-feira (3), da solenidade de colação de grau dos concludentes de 2026.1 da Universidade de Fortaleza (Unifor), no campus da instituição. A formatura marca o encerramento do curso de Design, iniciado em 2023 e com duração de três anos e meio. A mãe de Marivan, Maria Augusta, 98, acompanhou a conquista e também colaborou no trabalho final.

    Segundo Marivan, a decisão de prestar vestibular foi comunicada de forma bem-humorada a um de seus filhos: sem tempo para ir ao banco, ela pediu que ele pagasse a taxa de inscrição.

    Durante o curso, a estudante participou intensamente da vida universitária, dedicando noites aos estudos, às trocas de experiências e aos trabalhos em grupo com os colegas. Mesmo diante de desafios e situações novas, manteve o compromisso com o aprendizado.

    No projeto de conclusão, ela produziu um livro infantil em tecido bordado. Maria Augusta contribuiu com desenhos, pesquisas e ilustrações, além de acompanhar a defesa. “Ela me ajudou nos desenhos, nós fizemos pesquisas, fizemos a nossa ilustração, cortamos o tecido, montamos. E ela fez uma parte e ela disse ‘agora você continua o resto’…”, relatou Marivan.

    A publicação original incluiu um convite para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp e faz referência a vídeos mais vistos do estado.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Mais de 90 bairros de Fortaleza e Região Metropolitana terão abastecimento suspenso na quarta (8); veja se o seu está na lista

    Mais de 90 bairros de Fortaleza e Região Metropolitana terão abastecimento suspenso na quarta (8); veja se o seu está na lista

    A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) vai interromper o fornecimento de água em mais de 90 bairros de Fortaleza e da Região Metropolitana na próxima quarta-feira (8) para a execução de serviços de melhoria no sistema de abastecimento.

    Segundo a companhia, a intervenção faz parte do processo de renovação dos equipamentos que compõem o sistema, com o objetivo de otimizar a segurança das instalações e assegurar maior eficiência e continuidade no fornecimento.

    Para a realização dos trabalhos, o abastecimento da Estação de Tratamento de Água Gavião (ETA Gavião) será suspenso das 6h às 21h. A retomada ocorrerá gradualmente após a conclusão das atividades.

    A Cagece orienta que os moradores das áreas afetadas armazenem água com antecedência e utilizem o recurso de forma consciente durante o período de paralisação, priorizando o consumo humano e as atividades essenciais. A empresa ressalta que os efeitos da suspensão podem variar conforme a infraestrutura interna de cada imóvel, como a existência de caixas-d’água, e a presença de reservatórios em determinados bairros.

    A relação de áreas atingidas abrange bairros de Fortaleza, Maracanaú, Pacatuba, Itaitinga, Eusébio, Aquiraz e Maranguape.

    A publicação original também direciona para os vídeos mais vistos do Ceará.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Duas novas linhas de ônibus passam a operar em Fortaleza entre os bairros Joaquim Távora e Centro

    Duas novas linhas de ônibus passam a operar em Fortaleza entre os bairros Joaquim Távora e Centro

    Fortaleza recebe duas novas linhas de ônibus entre os bairros Joaquim Távora e Centro

    Duas novas linhas de ônibus passam a operar em Fortaleza, a partir desta segunda-feira (6), integrando o Bairro Joaquim Távora ao Centro da capital.

    As linhas 1340 – Aldeota/Cidade da Criança/Centro/SP1 e 1341 – Aldeota/Cidade da Criança/Centro/SP2 vão fazer a conexão entre as Avenidas Rui Barbosa, Aguanambi, Soriano Albuquerque e o Terminal Santuário da Fé, na Praça José de Alencar, no Centro, fortalecendo a integração com linhas já existentes.

    ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp

    Elas irão substituir a linha 701- Parque Americano/Centro, sendo as primeiras a atender 100% da extensão da Avenida Soriano Albuquerque, além de trechos da Rui Barbosa que ainda não contavam com linhas de ônibus.

    As novas linhas vão operar de segunda a domingo, de forma sazonal: a 1340 circulará das 6h às 14h20, e a 1341 das 14h20 às 22h30. Ao todo, serão realizadas 34 viagens de ida e volta por dia, sendo 17 em cada turno.

    Segundo o presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), George Dantas, as novas linhas proporcionarão maior eficiência na conexão entre os bairros Joaquim Távora, Dionísio Torres e Centro, otimizando a rotina de moradores e trabalhadores que precisam se deslocar entre os pontos.

    “É a primeira linha que vai trafegar a Av. Soriano Albuquerque inteira, conectando esses bairros que são bem adensados e têm muitas residências a uma parte da orla de Fortaleza e ao Centro da cidade. Existirá uma conexão direta, atendendo também à comunidade que trabalha em um bairro e precisa chegar ao outro”, disse George Dantas.

    Duas novas linhas de ônibus passam a operar em Fortaleza entre os bairros Joaquim Távora e Centro. — Foto: Divulgação

    1340 – Aldeota/Cidade das Crianças/Centro/SP1 (das 6h às 14h20)

    1341 – Aldeota/Cidade da Criança/Centro/SP2 (das 14h20 às 22h30)

    Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

    Source: G1 Globo

  • Jiboia é retirada de ar-condicionado em secretaria de Itaitinga; vídeo mostra resgate

    Jiboia é retirada de ar-condicionado em secretaria de Itaitinga; vídeo mostra resgate

    Uma jiboia foi resgatada por agentes da Defesa Civil após ser localizada dentro de um aparelho de ar-condicionado na Secretaria da Juventude e Esporte de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, nesta quinta-feira (2). A ação foi registrada em vídeo. Segundo a Defesa Civil municipal, funcionários da secretaria acionaram a equipe ao perceberem a presença da serpente no equipamento. Para o resgate, parte do ar-condicionado precisou ser desmontada, e os agentes utilizaram uma ferramenta adequada para retirar o animal com segurança. Após a captura, a jiboia foi devolvida ao habitat natural, em área distante de residências. Foto: Defesa Civil de Itaitinga/Divulgação.

    Fonte: G1

    Source: G1

  • Por que Nordeste é a região do Brasil com mais risco de terremoto

    Por que Nordeste é a região do Brasil com mais risco de terremoto

    Maior falha geológica do Brasil é a de Samambaia, no Rio Grande do Norte — Foto: Getty Images

    Há um certo alívio no Brasil com a ideia de que o país está protegido de terremotos, por estar localizado no centro de uma placa tectônica, quando estes fenômenos acontecem com mais frequência em áreas de encontros de placas.

    Mas há uma região brasileira mais propensa aos abalos sísmicos do que as demais: o Nordeste. Isso acontece devido a uma particularidade da crosta terrestre sob boa parte dos Estados nordestinos.

    ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp

    Para explicar por que a espessura da crosta é mais fina na chamada Província Borborema, nome do bloco rochoso que forma parte significativa do Nordeste brasileiro, especialistas se valem de uma metáfora: é como um queijo derretido que, puxado, vai ficando mais fininho, mais ralo no meio.

    Sob o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, a crosta terrestre tem de 30 a 35 quilômetros de espessura — em alguns pontos, até menos do que isso. É mais fina do que a média mundial, que passa dos 40 quilômetros, chegando a 70 quilômetros na região do Himalaia. Na região dos oceanos, são cerca de 10 quilômetros.

    Acredita-se que isso tenha origem no período Cretáceo, entre 136 milhões e 65 milhões de anos atrás. Como os blocos que formam os continentes estão em movimento sobre o manto (camada da Terra localizada entre a crosta e o núcleo), o que conhecemos como hoje como a África e a América do Sul se separaram naquela época.

    Exatamente nessa região onde hoje está o Nordeste, a crosta teria se esticado um pouco mais do que o restante, em um processo de acomodação das placas.

    O resultado foi esse adelgaçamento atípico. “É o chamado efeito de estiramento”, explica o engenheiro de estruturas Marcelo Bianco, professor na Universidade de São Paulo (USP) — ele chegou a estudar a crosta da região em pesquisas que realizou na Universidade de Weimar, na Alemanha, onde realizou seu mestrado e doutorado.

    “É uma região que sofreu o processo de estiramento com a abertura do [Oceano] Atlântico [na formação dos continentes]”, diz o geofísico Aderson Farias do Nascimento, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Em regiões assim, muitas vezes há o acúmulo, com facilidade, de forças que podem desencadear terremotos.”

    Pesquisadores costumam fazer uma analogia com uma casca de ovo trincada, um casco de tartaruga ou mesmo com uma bola de futebol e seus gomos na hora de explicar que o planeta está cheio de placas tectônicas coladas umas às outras.

    Mas talvez seja melhor imaginar essas placas como um grupo de pessoas amontoadas em um vagão de transporte público — quando uma se movimenta, a outra precisa mudar de posição também, a tensão é constante e comumente ocorrem toques que, mesmo involuntários, incomodam.

    Essas tensões entre os materiais, essa fricção resultante de um processo antiquíssimo e constante de acomodação, é o que muitas vezes causa terremotos, pela energia que vai se acumulando e, uma hora, se dispersa.

    As tensões são maiores nas bordas das grandes placas tectônicas, onde esses imensos volumes de rocha se encontram e buscam acomodar suas fronteiras. A Terra tem mais de 50 dessas placas — sendo que as maiores, são 14.

    Terremoto de grandes proporções que atingiu a Venezuela teve origem no encontro entre as placas tectônicas Sul-Americana e Caribenha — Foto: Getty Images

    O terremoto de grandes proporções que atingiu a Venezuela dias atrás teve origem nesse encontro entre a placa Sul-Americana e a Caribenha, mas a região andina também está suscetível a tremores pelo encontro com a placa de Nazca.

    Nesse sentido, o Brasil é privilegiado. Seu território é relativamente protegido, localizado todo dentro da placa Sul-Americana. Contudo, Nascimento explica que a formação do terreno do Nordeste, com rochas muito antigas, favorece a percepção de tremores. “Funciona como um excelente meio para as ondas sísmicas viajarem”, afirma. “Há uma eficiência muito boa em transmissão da energia sísmica.”

    Autor do livro Planeta Hostil, o geólogo Marco Moraes explica que as tensões que chegam ao centro da placa Sul-Americana vêm de todos os lados. A leste, pela força provocada pela dorsal meso-oceânica, a cordilheira submarina formada pelo afastamento das placas tectônicas que fica no Atlântico. “É um componente de compressão”, afirma.

    Do outro lado, a força vem dos Andes. “Na região do Pacífico, a placa [Sul-Americana] é empurrada pela placa de Nazca”, diz o geólogo. “A tensão é dispersa em grandes áreas, mas de tempos em tempos ocorrem acomodações em falhas.”

    Infográfico — Foto: BBC

    De acordo com o mapa feito pela organização internacional científica Global Seismic Hazard Assessment Program (GSHAP), entidade criada em 1992, enquanto a maior parte do território brasileiro não apresenta riscos de sismos, a “esquina” nordeste do país é classificada como de risco moderado para alto. A entidade considera como risco se há probabilidade de pelo menos 10% de tremores a cada 50 anos, considerando um histórico de ocorrências dos últimos 475 anos.

    O que acontece é que se a maior parte do Brasil está sobre pontos estáveis da crosta, ali na Província Borborema, a quantidade de falhas geológicas é grande. A maior dessas falhas é a Samambaia, no Rio Grande do Norte.

    Há 40 anos, em novembro de 1986, o município de João Câmara, a 82 quilômetros de Natal, registrou um abalo sísmico assustador. Com magnitude de 5,1 pontos, o tremor causou pânico na cidade, segundo reportagens publicadas na época. “Foi um terremoto fraco, mas o suficiente para derrubar casas pequenas”, pontua Bianco.

    Capa do Jornal O Poti, no Rio Grande do Norte, no dia após o tremor registrado em João Câmara — Foto: Reprodução

    Cerca de 4 mil casas foram destruídas ou parcialmente danificadas, 10 mil pessoas ficaram desabrigadas e muita gente simplesmente resolveu fugir da cidade, conforme relatos da imprensa.

    A espessura da crosta na região é um dos fatores que favorece a formação de falhas geológicas, ainda que não seja uma área na borda de placa tectônica.

    “Em razão do estiramento, temos umas regiões mais frágeis do que outras aqui no Nordeste. Há falhas e fraturas, condições favoráveis de deslocamentos”, pontua Nascimento.

    E não é só isso. Essa atividade sísmica da região ocorre porque o material da crosta dali tem, na história geológica, um acúmulo de falhas já em sua formação — o jogo de empurra-empurra entre as placas, que ocorre desde a formação do planeta, deixa alguns pontos menos assentados.

    No caso do sismo de João Câmara, acredita-se que a falha responsável já existisse há milhões de anos. Mas estava “quietinha”. Com as tensões absorvidas pela Placa Sul-Americana, em dado momento estourou ali. Tecnicamente, a falha foi reativada.

    Na imagem, a linha vermelha representa a Falha de Samambaia — Foto: LabSis UFRN

    As falhas geológicas são como fraturas da crosta, causadas pelos deslocamentos dos imensos blocos rochosos. Essas falhas podem ocorrer quando um bloco “desce” em relação ao outro, quando “sobe” em relação ao outro ou quando ambos deslizam, friccionando-se.

    O fenômeno é muito mais comum nas bordas das placas. Mas, no interior delas, como é o caso na Borborema, podem ser resultantes de fraquezas já existentes — como se fossem vãos não preenchidos que se rearranjam por erosão, sedimentação e até mesmo atividade magmática.

    Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos Tectônicos entre o final de 2009 e meados da década passada, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), esmiuçou a geologia da Borborema. O geofísico Aderson Farias do Nascimento foi um dos que participaram da pesquisa.

    Foi esse trabalho que concluiu que a espessura da crosta no Nordeste é mais fina. Para tanto, os pesquisadores provocaram uma série de explosões próximas à superfície e, com sismógrafos, mediram como as ondas de choque se propagavam no interior da Terra.

    Isto é feito porque as ondas são refletidas e refratadas, mudando de velocidade, conforme as diferenças físicas entre os materiais que formam a crosta — afinal, elementos diferentes têm densidades e consistências diferentes e isto é especialmente relevante entre a crosta e o manto.

    Distantes 50 quilômetros um do outro, dezenas de poços de 45 metros de profundidade e 25 centímetros de diâmetro foram feitos na região. Dentro deles, explosivos em gel foram instalados. Detonados os explosivos, os cientistas mediram a propagação das ondas com os sismógrafos distribuídos a cada 2 quilômetros. Depois, com os números em mãos, efetuaram os cálculos.

    Os pesquisadores confirmaram não só a espessura delgada da crosta da região, mas também a diversidade de materiais rochosos de sua composição, um outro componente que pode explicar o grande número de falhas, já que não há uma homogeneidade que facilite a acomodação dos materiais.

    “A Província de Borborema é muito heterogênea do ponto de vista geológico. São terrenos diferentes, muita rocha metamórfica, muitas falhas antigas… É diferente de outras regiões que são mais estáveis”, afirma o geólogo Marco Moraes.

    Source: G1 Globo